Este Blog permanece ativo 24 horas por dia e somente informa os que aqui chegam, com assuntos que circulam pela internet e jornais. Não categoriza nem afirma isso ou aquilo como verdade absoluta. Não pretende desenvolver uma doutrina, nem convencer ninguém. Mas apenas que possamos refletir em assuntos importantes de nosso dia-a-dia. Portanto, tudo que for postado são de conteúdo informativo, cabendo a cada um ter suas próprias conclusões.
Mostrando postagens com marcador EUA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EUA. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Assassinos de presidente do Haiti receberam treinamento nos EUA, diz Pentágono

# Publicado em português do Brasil

Opera Mundi* -- São Paulo (Brasil)

Um grupo de colombianos acusado de participar do assassinato do presidente haitiano Jovenel Moïse, que aconteceu em 7 de julho, recebeu treinamento militar nos Estados Unidos, disse o Pentágono. 

“Uma análise de nossos bancos de dados de treinamento indica que um pequeno número de colombianos detidos nesta investigação havia participado de programas anteriores de treinamento e educação militar dos EUA, enquanto serviam como membros ativos das Forças Militares colombianas”, declarou o porta-voz do Pentágono, Ken Hoffman, à emissora Al Jazeera nesta quinta-feira (15/07). 

Hoffman afirmou que o país rotineiramente treina militares da região, mas se defendeu dizendo que o treinamento “promove respeito pelos direitos humanos, cumprimento do Estado de Direito e subordinação militar a lideranças civis democraticamente eleitas”. O porta-voz não especificou quantos homens teriam recebido esse tipo de treinamento.

Mandante pode ter sido ex-oficial do Ministério da Justiça 

Nesta sexta-feira (16/07), o general Jorge Vargas, chefe da polícia da Colômbia, apresentou novas informações sobre o caso e disse que um ex-oficial do Ministério da Justiça do Haiti, Joseph Félix Badio, pode ser o mandante do assassinato do presidente haitiano. 

De acordo com Vargas, Badio pode ter dado a ordem aos ex-soldados colombianos Duberney Capador e Germán Rivera, que haviam sido contatados inicialmente para realizar serviços de segurança. O ex-funcionário havia se reunido com os dois ex-militares para dizer que a missão era prender Moïse, mas três dias antes do ataque ele teria dito que os agentes teriam que "assassinar o presidente do Haiti", segundo Vargas.

Nesta quinta-feira, a polícia haitiana emitiu uma ordem de captura contra Badio junto de dois outros homens, John Joel Joseph e Rodolphe Jaar, descrevendo-os como "armados e perigosos". 

Até o momento, as autoridades do país apontam 28 suspeitos de participarem da morte de Jovenel Moïse, dos quais 26 são colombianos e dois são norte-americanos de origem haitiana. Entre eles, 18 foram presos e três foram mortos pela polícia, enquanto os outros conseguiram fugir. Familiares e colegas dos detidos contaram a repórteres que eles foram contratados para atuar como guarda costas.

Empresa de segurança norte-americana 

A esposa de Francisco Eladio Uribe, um dos paramilitares colombianos detidos no Haiti, revelou que ele havia sido contratado pela empresa de segurança privada CTU Security, uma empresa da propriedade de Antonio Intriago, venezuelano residente há mais de uma década em Miami, na Flórida, e que atua como tesoureiro do movimento de oposição ao chavismo "Venezuela Somos Todos".

Além de contratar os paramilitares colombianos envolvidos no assassinato de Moïse, a empresa foi responsável pela segurança do evento Venezuela Live Aid, em fevereiro de 2019, na cidade colombiana de Cúcuta, quando a oposição venezuelana tentou enviar à força caminhões com suposta ajuda humanitária para o território venezuelano.

O governo da Venezuela declarou que a CTU Security também havia sido contatada para atuar com paramilitares na Operação Gedeón, que tentou invadir o país em 5 de maio de 2020.

Outra informação sobre Antonio Intriago é que ele possui fotos em redes sociais com o presidente da Colômbia, Iván Duque, e foi sócio de Alfred Santamaria, empresário colombiano, amigo do ex-deputado da oposição venezuelana Juan Guaidó, e integrante de reuniões sociais com o presidente Duque e o ex-senador Álvaro Uribe Vélez.

Nesta quarta-feira (14/07), Leon Charles, chefe da Polícia Nacional do Haiti, acusou Intriago de viajar diversas vezes ao país como parte do plano de assassinato e de ter assinado um contrato enquanto estava lá. Sem oferecer mais detalhes ou provas, o haitiano disse que “a investigação está muito avançada”.

O chefe da Polícia já havia anunciado a prisão do suposto idealizador do assassinato, Christian Emmanuel Sanon, de 63 anos, um haitiano que morava na Flórida e contratou os serviços da CTU.

“Ele chegou de avião particular em junho com objetivos políticos e contratou uma empresa de segurança privada para recrutar as pessoas que cometeram esse ato”, disse Charles no domingo.

O chefe da Polícia Nacional da Colômbia, general Jorge Luis Vargas, disse que a CTU Security usou o cartão de crédito da empresa para comprar 19 passagens aéreas de Bogotá a Santo Domingo para os colombianos supostamente envolvidos no crime. Um destes acusados, Duberney Capador, que foi assassinado pela polícia do Haiti, se fotografou vestindo uma camisa polo preta da Segurança da CTU.

O ex-soldado e advogado que assessora 16 das famílias de colombianos detidos no Haiti, Nelson Romero Velasquez, disse, no entanto, que os suspeitos de participação no crime serviram nas forças especiais de elite do Exército colombiano e que, portanto, poderiam operar sem serem detectados, se assim desejassem. De tal modo, segundo ele, esse comportamento deixou claro que eles não foram ao Haiti para assassinar o presidente.

Entregar Moïse ao DEA

Ainda de acordo com Leon Charles, o assassinato do presidente haitiano Moïse foi planejado na vizinha República Dominicana.

"Estavam reunidos em um hotel de Santo Domingo. Ao redor da mesa estão os autores intelectuais, um grupo de recrutamento técnico e um grupo de arrecadação de fundos", disse Charles à imprensa. “Algumas das pessoas na foto já foram detidas. É o caso do médico Christian Emmanuel Sanon e de James Solages", afirmou. Uma foto que agora circula pela internet mostra os supostos envolvidos em reunião no país fronteiriço, e serve como prova da conexão entre eles.  

Na imagem também aparece Intriago e o chefe da empresa Worldwide Capital Lending Group, Walter Veintemilla, que é alvo de investigação porque "teria arrecadado fundos para financiar" o assassinato, disse Charles.

"Havia um grupo de quatro [mercenários] que já estava no país. Os outros chegaram em 6 de junho. Passaram pela República Dominicana. Nós rastreamos o cartão de crédito que foi usado para comprar as passagens", afirmou.

De acordo com o general colombiano Jorge Vargas, mercenários colombianos detidos afirmaram que foram contratados para capturar o presidente e entregá-lo à agência de combate às drogas dos Estados Unidos (DEA). A ideia era "planejar a prisão do presidente e colocá-lo à disposição - e isso é o que eles dizem - da DEA", declarou o policial. 

Assassinato do presidente do Haiti 

O presidente haitiano Moïse foi assassinado dentro da própria casa na madrugada de quarta-feira (07/07). A informação foi transmitida pelo premiê interino do país, Claude Joseph, e confirmada por agências de notícias. 

O ataque, por volta da 1h local (2h em Brasília), foi feito por um grupo ainda não identificado, mas alguns dos envolvidos estariam falando em espanhol. A primeira-dama, Martine Marie Etienne Joseph, também foi baleada e morreu horas depois no hospital. Joseph repudiou o “ato odioso, inumano e bárbaro” e pediu calma. “Todas as medidas para garantir a continuidade do Estado e proteger a Nação foram tomadas. A democracia e a República vão vencer".

FONTE

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

EUA: Um estado inimigo da Humanidade


A contra-ofensiva imperialista iniciada logo após o final da II Guerra Mundial intensificou-se na década de 80 do século passado e atingiu dimensão global com as derrotas do socialismo no leste europeu. Desenvolve-se em todos os continentes. A escalada terrorista de agressão e ocupação e o rasto de caos que gera põem em risco o próprio futuro da humanidade. Mas começa a depara-se com sucessivos atoleiros.


O chamado Estado Islâmico-ISIL, que se apresenta como refundador do Califado é a ultima aberração gerada pela estratégia de terrorismo de estado do imperialismo estado-unidense.

Essa estratégia surgiu como consequência de efeitos não previstos da execução do projeto de dominação perpétua e universal sobre a humanidade, concebido ainda em vida de Roosevelt, no âmbito do War and Peace Program, um projeto que identificava nos EUA o herdeiro natural do Império Britânico.

O Médio Oriente foi a área escolhida pelo Pentágono e o Departamento de Estado para a arrancada do ambicioso Programa, precisamente por o Reino Unido, muito enfraquecido pela guerra, ter iniciado ali a sua política de retirada escalonada de bastiões imperiais no mundo islâmico.

Nas décadas seguintes, a CIA promoveu golpes na Região com destaque para o que derrubou Mossadegh e restabeleceu no trono do Irão o Xá Reza Pahlavi.

O PÂNTANO AFEGÃO

A partir de 1980, o governo Reagan financiou e armou as organizações terroristas sunitas de Peshawar que combatiam a Revolução Afegã. Alguns dos seus dirigentes foram recebidos como heróis na Casa Branca como «combatentes da liberdade»; Reagan saudou-os como combatentes da liberdade e «novos Bolívares». Os bandos desses heróis cortavam os seios a mulheres que não usavam a burka ou cegavam-nas com ácido sulfúrico.

Nessa época, o saudita Bin Laden interveio ativamente como aliado de confiança dos EUA (seu pai fora amigo da família Bush) nas campanhas que visavam o derrubamento do governo revolucionário de Kabul.

Quando Mikhail Gorbatchov abandonou o Afeganistão e os 7 de Peshawar tomaram o poder no país, essas organizações desentenderam-se e iniciou- se um período de guerras fratricidas.

No final da Presidência de Bush pai, os EUA, que tinham patrocinado a guerra de Saddam Hussein contra o Irão, reagiram à ocupação do Koweit, desencadeando a primeira guerra do Golfo em l991. Com o apoio de uma grande coligação avalisada pelo Conselho de Segurança, os iraquianos foram rapidamente derrotados. Bagdad foi submetida a bombardeamentos destruidores, mas Washington não se opôs a que Saddam permanecesse no poder.

No Afeganistão, cujo subsolo encerra recursos fabulosos, a situação assumiu aspetos tão caóticos, com os senhores da guerra a digladiarem-se, que Washington abriu a porta à entrada em cena dos Taliban, uma organização terrorista que a CIA havia criado no Paquistão como «reserva».

Os autointitulados «estudantes de teologia» conquistaram facilmente o país e, instalados em Kabul, assassinaram Muhammad Najibullah, o ultimo presidente legítimo, asilado na Sede da ONU, e promoveram uma política de fanatismo religioso que fez regressar o país à Idade Média. Bin Laden, mudando de campo, surgiu então como aliado preferencial do mullah Omar, chefe espiritual dos Taliban.

Os EUA recolhiam frutos amargos da sua política agressiva contra o Islão e de apoio incondicional ao Estado sionista de Israel.

Mas foi somente em 2001, após os atentados contra o World Trade Center e o Pentágono, que a Casa Branca, onde então pontificava Bush filho, tomou a decisão de invadir e ocupar o Afeganistão. Bin Laden foi guindado a inimigo número 1 dos EUA e a Al Qaeda, por ele fundada, adquiriu na propaganda americana as proporções de um polvo demoníaco cujos tentáculos envolveriam todo o mundo islâmico.

Mas, contrariando as previsões de Washington, o povo afegão resistiu à ocupação do país pelos EUA e pela NATO.

O Presidente Obama, que prometera acabar com aquela guerra impopular, enviou para o país mais 100 000 militares. Sucessivas ofensivas de «pacificação» fracassaram e generais prestigiados foram demitidos. Anunciada para este ano a total retirada das forças de combate, a promessa não será cumprida.

Transcorridos 13 anos da invasão, a Resistência Afegã (que transcende largamente os Talibans) controla quase todas as províncias, com as tropas estrangeiras concentradas em Kabul e nas principais cidades. O país, devastado pela guerra, está mais pobre do que antes da chegada dos americanos, mas a produção de ópio aumentou muitíssimo.

O assassínio de Bin Laden no Paquistão numa operação de comandos nebulosa, montada pela CIA e o Pentágono, não contribuiu, alias, para melhorar a imagem de Obama.

IRAQUE, LÍBIA, SÍRIA

Longe de extraírem lições da sua política para a Região, os EUA desencadearam em março de 2003 a segunda guerra do Iraque, desta vez sem o aval da ONU.

O pretexto invocado – a existência de armas de extermínio massivo - foi forjado por Bush e Tony Blair. Tais armas, como foi provado, não existiam.

Na invasão foram utilizadas armas químicas proibidas pelas convenções internacionais. Crimes monstruosos foram cometidos e as torturas (incluindo abusos sexuais) infligidas pela soldadesca americana aos prisioneiros iraquianos tornaram-se tema de escândalo de proporções mundiais.

Saddam Hussein foi executado, apos um julgamento sumário, com o aplauso de um governo fantoche, mas, transcorrida mais de uma década, o Iraque regrediu meio século. Centenas de milhares de iraquianos morreram de doenças curáveis e de desnutrição.

Hoje, ocupado por dezenas de milhares de mercenários ao serviço de empresas mafiosas, o Iraque é na prática uma terra humilhada e ocupada, onde o poder real é exercido pelas transnacionais que se apropriaram do seu petróleo e do seu gás.

Incapazes de encontrar soluções para a sua crise estrutural, os EUA prosseguiram com a sua agressiva estratégia (ampliando-a) de dominação imperial.
A política de cerco à China e à Rússia intensificou-se. De documentos secretos do Governo federal, tornados públicos por influentes media, constam planos para arruinar e desmembrar a Rússia, reduzindo-a a potência de segunda classe.
A multiplicidade de objetivos a atingir quase simultaneamente tem contribuído, porém, para que os resultados dessa política não correspondam às esperanças da Casa Branca.
As mal chamadas «primaveras árabes» foram ideadas para produzirem no Islão um efeito comparável ao das «revoluções coloridas». E isso não aconteceu. No Egito, apos uma cadeia de crises complexas e um golpe de estado que derrubou o presidente Morsi, os EUA conseguiram o que pretendiam. No Cairo ocupa o poder um governo militar do agrado do imperialismo norte-americano e que Israel encara com simpatia.

Mas o balanço da intervenção militar na Líbia é desastroso. Derrubaram e assassinaram Kadhafi, numa guerra de agressão imperial, viabilizada pela cumplicidade da ONU, guerra em que participaram ativamente a França e o Reino Unido, preparada com antecedência pela CIA e os serviços secretos britânicos e a Mossad israelense, destruíram as infra-estruturas do país para se apossarem do seu petróleo e do seu gás.

Mas o desfecho da operação criminosa não correspondeu ao previsto no organigrama da agressão.

A Líbia é hoje um país ingovernável. Uma parte significativa dos «rebeldes», treinados e armados pelo imperialismo para lutar contra Khadafi, passaram a atuar por conta própria, em milícias que desconhecem o governo títere de Trípoli. O terrorismo tornou-se endémico. O atentado terrorista contra a missão diplomática dos EUA em Bengasi confirmou o estado de anarquia existente e a incapacidade de Washington para controlar as organizações terroristas que o imperialismo introduziu no país.

Do caos líbio não foram porém extraídos também os ensinamentos neles implícitos.

A escalada de agressões prosseguiu. A Síria foi o alvo seguinte. Washington repetiu a fórmula. Uma campanha mediática ampla e ruidosa demonizou o presidente Assad, apresentado como ditador brutal. Depois, «rebeldes» patriotas – muitos dos quadros são estrangeiros – iniciaram a luta contra o governo legitimo do pais.

Contrariando as previsões da CIA, as forças armadas, unidas em defesa do presidente Assad, resistiram e as organizações terroristas, ostensivamente apoiadas pela Turquia e pela Arabia Saudita, sofreram severas derrotas.

Dezenas de milhares de civis, sobretudo mulheres e crianças, foram vítimas da guerra patrocinada pelos EUA. Compreendendo finalmente que o plano elaborado em Washington estava a fracassar, Obama, numa guinada tática, informou num discurso ameaçador que tinha decidido bombardear a Síria.

A firme atitude assumida pela Rússia obrigou-o, entretanto, a recuar e a desistir da intervenção militar direta. Essa inocultável derrota política tornou necessária uma revisão da estratégia global dos EUA para todo o Medio Oriente.

Apercebendo-se de que haviam avaliado mal a relação de forças, a Casa Branca e o Pentágono adiaram sine dia o projeto de agressão à Republica Islâmica do Irão, e abriram negociações sobre o tema nuclear com um governo que o imperialismo identificava como polo do «eixo do mal».

A CATÁSTROFE UCRANIANA

A derrota sofrida pelo imperialismo na Síria coincidiu praticamente com o desenvolvimento de outro projeto imperial, mais ambicioso, que visava a integração a medio prazo da Ucrânia na União Europeia e na NATO.

Dispenso- me de recordar, por serem amplamente conhecidos, os acontecimentos que conduziram ao poder em Kiev um governo neofascista apos o derrubamento do presidente Yanukovich. Era um aventureiro, mas havia sido eleito democraticamente.

Mais uma vez o plano golpista foi minuciosamente preparado em Washington.
Mas, novamente, a Historia seguiu um rumo diferente do previsto pelo sistema de poder imperial. A integração da Crimeia na Rússia demonstrou que o governo de Putin e Medvedev‎ não se deixava intimidar pela agressiva estratégia de Washington.

A recusa das populações russófonas dos leste da Ucrânia a submeter-se aos golpistas de Kiev levou observadores internacionais a admitir que a ofensiva das forças armadas da Ucrânia contra os «separatistas» de Donetsk e Lugansk poderia ser o prólogo de uma III Guerra Mundial. Mas a prudência e serenidade de Putin contribuíram para uma redução de tensões na área, evitando o alastramento de um conflito que poderia ter trágicas consequências para a humanidade.

A crise persiste, mas a própria incapacidade militar do bando de Kiev conduziu ao atual cessar-fogo e às negociações de Minsk.

Na Ucrânia, o tiro saiu também vez pela culatra ao governo dos EUA cuja aliança com fascistas assumidos ilumina o desprezo pela ética política da Administração Obama.

O PESADELO JIHADISTA

Atolado no pantanal ucraniano, o imperialismo estado-unidense (e os seus aliados) enfrenta nestes dias um desafio assustador para o qual sabe não ter solução.

Inesperadamente, uma organização de islamitas fanáticos irrompeu no noroeste do Iraque e em poucas semanas ocupou um amplo território naquele país e no norte da Síria.

Assumindo-se como intérpretes intransigentes da sharia, tal como a concebem, proclamaram a restauração do Califado árabe e declaram a intenção de promover a sua expansão territorial e espiritual.

Logo nas primeiras semanas, a passagem desses jihadistas por cidades e aldeias conquistadas ficou assinalada pela prática de crimes hediondos, inseparáveis do fanatismo exacerbado da seita jihadista.

O imperialismo sentiu que o empurravam para um impasse. Obama não pode aceitar a ajuda do governo de Bashar al Assad, nem a do Irão. Perderia a face também se recorresse a forças terrestres para combater os jihadistas depois de ter festejado como acontecimento histórico a retirada do Iraque das tropas de combate. Optou então pelo recurso a bombardeamentos aéreos. Recebeu o apoio dos governos de Hollande e de Cameron, mas os especialistas do Pentágono acham que esses bombardeamentos, ditos «cirúrgicos», terão uma eficácia muito limitada.

Os jihadistas responderam degolando dois reféns britânicos em seu poder e ameaçam abater outros se os bombardeamentos prosseguirem.

É imprevisível no momento o desfecho do confronto. Mas os generais do Pentágono afirmam que o exército iraquiano e as milícias do Curdistão autónomo, aliado de Washington, não têm capacidade militar para derrotar os jihadistas.

Em Washington a Administração está mergulhada num pesadelo. Os media mais influentes, do New York Times à CNN, também.

Muitos quadros jihadistas são, afinal, provenientes de organizações terroristas criadas e financiadas pelos EUA para combater regimes que não se submetiam à dominação imperial. Alguns foram treinados por oficiais do US Army.

O desconforto dos media também é compreensível. As guerras de agressão que atingiram o Afeganistão, o Iraque, a Líbia e a Síria foram precedidas de gigantescas campanhas de desinformação. Durante semanas, os povos dos EUA e da Europa foram massacrados com um tipo de propaganda que apresentava as intervenções militares como exigência da defesa da liberdade e dos direitos humanos em prol da democracia, contra a ditadura e a barbárie.

Goebbels, o ministro da Propaganda de Hitler, afirmava que uma mentira à força de repetida é aceite como verdade. As técnicas de desinformação utilizadas na época parecem hoje brincadeira de crianças se comparadas com a monstruosa máquina mediática controlada pelo imperialismo para anestesiar a consciência dos povos e justificar crimes abjectos.

O presidente Obama cumpre neste jogo criminoso o papel que lhe foi distribuído. Na realidade o poder nos EUA está nas mãos do grande capital e do Pentágono. Mas isso não atenua a sua responsabilidade; a máscara não funciona, o presidente desempenha com prazer e hipocrisia a sua função na engrenagem do sistema. Comporta-se na Casa Branca como inimigo da Humanidade.

Nos últimos séculos somente a Alemanha de Hitler criou uma situação comparável pela monstruosidade dos crimes cometidos à resultante hoje da estratégia de poder dos EUA. Com duas diferenças fundamentais: a política do III Reich suscitou repúdio universal, mas apenas a Europa foi cenário dos seus crimes.

No tocante aos EUA, centenas de milhões de pessoas são confundidas pela fachada democrática do regime, mas os crimes cometidos têm dimensão planetária.

Qual o desfecho da perigosa crise de civilização que ameaça a própria continuidade da vida na Terra?

Vivemos um tempo, após a transformação da Rússia num país capitalista, em que as forças da direita governam com arrogância em quase toda a Europa. Em Portugal sofremos um governo em que alguns ministros são mais reacionários que os de Salazar.

Mas a Historia é há milénios marcada pela alternância do fluxo e do refluxo. O pessimismo não se justifica. A maré da contestação ao capitalismo está a subir.
Não esqueço que Marx, após a derrota na Alemanha da Revolução de 1848 -49, quando uma vaga de desalento corria pela Europa, criticou com veemência o oportunismo de esquerda e o de direita, que contaminava a Liga dos Comunistas. Dirigindo-se à classe operária, afirmou que os trabalhadores poderiam ter de lutar 15, 20 ou mesmo 50 anos antes de tomarem o poder. Mas isso não era motivo para se desviarem dos princípios e valores do comunismo.

A revolução socialista tardou 70 anos. E não eclodiu na Alemanha ou na França, mas na Rússia autocrática e atrasada.
O ensinamento de Marx permanece válido. Mas neste inicio do seculo XXI não será necessário esperar tanto tempo.

A vitória final depende das massas como sujeito da História.
A advertência de Rosa Luxemburgo - Socialismo ou Barbárie - não perdeu atualidade. Ou o capitalismo, hegemonizado pelo imperialismo norte-americano, empurra a humanidade para o abismo, ou a luta dos povos o erradica do planeta. A única alternativa será então o socialismo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Próximo vazamento do WikiLeaks confirmará que os EUA estão em guerra contra os OVNIS desde 2004

No dia 13 de dezembro, o polêmico Sorcha Faal (leia a matéria completa – em inglês) fez uma grande revelação: o próximo vazamento do WikiLeaks apresentará um relatório realizado pela força aérea russa, confirmando a existência de uma guerra entre os EUA e os OVNIS desde 2004.

A informação ainda aguarda confirmação.

“Um novo relatório circulando no Kremlin hoje (13/12) preparado para o presidente Medvedev, pela 45a Divisão de Controle Espacial da força aérea russa, disse que está para ser divulgada uma revelação da WikiLeaks declarando que os americanos estão engajados, desde 2004, numa guerra contra os OVNIS na Antártica (ou próximo dela – especificamente no Oceano Antártico).

De acordo com o relatório, os EUA estão no mais alto alerta desde 10 de junho de 2004, desde que uma frota de OVNIS emergiu do Oceano Antártico e se aproximou de Guadalajara, no México.
Desde de 2004, o relatório continua, frotas de OVNIS continuam a emergir de suas bases.”


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Novo Sistema de Saúde dos EUA exige Implante de Microchip

Implante de microchip no sistema de saúde?

Os Estados Unidos vão criar um Dispositivo de Registro Médico Nacional para cadastrar todas as pessoas elegíveis ao Novo sistema de saúde. A implementação do dispositivo será...obrigatório em 36 meses

"Enterrado na mais profunda das seções dentro das 1.018 páginas do maciço documento sobre o reforma do Sistema de Saúde Americano em uma seção "não-discutida" pelo Senado americano intitulada: Subtitle C-11 seg. 2521 - National Medical Device Registry, declara a sua finalidade como:

(1) "O secretário deve elaborar um Dispositivo como Registro Nacional de Saúde (na presente subseção referido como o "Registro") para facilitar a análise da segurança de dados e dos resultados em cada dispositivo que''(A) é ou tem sido usado dentro ou em um paciente e''(B) é um dispositivo de classe III, ou''(ii) um dispositivo de classe II que é implantável."

O que exatamente é um dispositivo implantável de classe II?

Foi Aprovado pela FDA, um dispositivo implantável classe II no qual é um dispositivo de radiofrequência ou chamado RFID. Este é um sistema de transponder para identificação do paciente e informações sobre o histórico de saúde do indivíduo. A finalidade de um dispositivo de classe II é a coleta de dados médicos em pacientes, tais como:

  • reivindicações de dados;
  • levantamento de pacientes
  • arquivos padronizados de análise que permitam a partilha e análise de dados provenientes de ambientes de dados díspares;
  • registros de saúde eletrônicos;
  • e quaisquer outros dados considerados apropriados pelo secretário."

Este tipo de dispositivo seria implantado na maioria das pessoas que optarem por tornar-se elegíveis ao plano de saúde público americano. Com a reforma das empresas de seguros privados no qual incorporaram assistência médica, estas cobram taxas ultrajantes e oferecem poucos serviços e opções. Por este motivo, muitas pessoas irão mudar a cobertura de um plano de saúde privado por algo mais acessíveis. Isso significa que o número de pessoas que escolherão o sistema único de saúde pública vai aumentar, consegüentemente o número de pessoas forçadas a implantar o microchip serão aos milhares também.

Os adultos ainda tem uma opção, se mudar ou não de plano, pois ao contrário de todas as crianças que nascerem nos Estados Unidos, que no momento do nascimento não estiverem cobertos por um plano de saúde aceitável, serão qualificados e introduzidas ao Programa CHIP ou inscritas no Plano de Assistência Médica para Crianças.

Crianças concebidas por pais que já estão cobertos pela opção do sistema único de saúde pública, mais que provavelmente serão implantadas com um chip com o consentimento de seus pais. Eventualmente todos os americanos deverão optar pelo microchip, pois poucos poderão permitir-se de pagar um Plano de Saúde Privado, tendo de recorrer a única opção que lhes resta, o plano único de de saúde.

Em outras palavras, de acordo com este relatório, esta nova lei aprovada, oferece a estrutura para tornar os Estados Unidos a primeira nação no mundo a exigir que todos e cada um de seus cidadãos tenham implantado neles um microchip de identificação à rádio freqüência (RFID), com a finalidade de controlar quem é ou não permitido cuidados médicos em seu país.

Consultando a página 1006, linha 20, o documento indica que o dispositivo deve ser implementado no prazo de até 36 meses depois que a reforma do sistema de saúde foi aprovada e virou lei (23 de Março 2010) através da assinatura do Presidente dos EUA, Barack Obama.

Já na página 503, linha 17, refere-se a um dispositivo de vigilância Médica. Por que o governo americano usaria a palavra vigilância ao se referir aos cidadãos? A definição de vigilância é o monitoramento do comportamento e atividades ou outras informações que se alteram, geralmente nas pessoas e muitas vezes de forma secreta.

Em teoria, a intenção de simplificar o sistema de saúde e eliminar a fraude através do uso de microchips parece algo bom em primeira instância, mas uma superpotência mundial obrigar aos cidadãos o uso do dispositivo a ser implantado é assustador!

Não acredita? Pesquise você mesmo. Healthcare Bill HR 3200:

Página 503, linha 17 e página 1006, linha 20

http://waysandmeans.house.gov/media/pdf/111/AAHCA09001xml.pdf

Leia a seção 1. Background

http://www.fda.gov/downloads/MedicalDevices/DeviceRegulationandGuidance/GuidanceDocuments/ucm072191.pdf

Caros, sabemos que todas esta coisas estão próximas de acontecer e será um tempo aonde nações estarão em stress por motivos financeiros e políticos. Então vamos nos lembrar do que diz Apocalipse 13:16-18:

16 E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas,
17 Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.
18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.

Vigiai
Contador grátis
Vigiai

Agência reguladora de aviação dos EUA aprova produção de carro voador

Agência reguladora de aviação  dos EUA aprova  produção de carro voador

Imagine enfrentar o trânsito das grandes cidades a bordo de um carro voador. Esse sonho pode estar mais próximo da realidade do que você imagina.

Desenvolvido pela fabricante Terrafugia, o "Terrafugia Transition" é um misto de carro e avião monomotor de seis metros e trinta centímetros, dois lugares (piloto e passageiro), asas dobráveis e quatro rodas que, de acordo com o site
MSNBC, é capaz de fazer a transição entre um veículo e outro em apenas 10 segundos e atingir mais de 100 km/h em estradas e 185 km/h em voos.


A máquina acaba de receber a aprovação da agência reguladora da aviação dos EUA (Federation Aviation Administration) para ser produzida como uma "aeronave esportiva leve" e agora só espera passar nos testes de colisão para começar a ser vendida.

Segundo informações da fabricante, os modelos devem chegar ao mercado já em 2011 por cerca de US$ 200 mil, algo em torno de R$ 380 mil e a ideia é atrair pilotos amadores. Mas se você já se viu a bordo de um "Terrafugia Transition" no trânsito paulistano, uma má notícia: além de seu preço nada popular, as caracteristicas da máquina são incompatíveis com a nossa atual legislação.

Abaixo, confira o vídeo que o Olhar Digital fez sobre o novo carro:

Contador

sábado, 12 de junho de 2010

Enquando a Copa Flui tranquilamente...

“I.O.U.S.A. (2008) – O Apocalipse da Economia Americana”

A assombrosa dívida interna dos Estados Unidos, apontada como um dos maiores fantasmas da economia americana, virou filme. E esse, no lugar de distrair, vai abalar ainda mais a moral já abatida dos sobrinhos do Tio Sam. O documentário I.O.U.S.A. que foi lançado em 2008 em Omaha, cidade natal de Warren Buffett, o homem mais rico do mundo – que, aliás, participou da produção e do lançamento, caminha para o desfecho previsto, longe das atenções.

Créditos: Youtube – AlertaPortugal

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Família evangélica brasileira desaparece nos EUA-ASSISTA


Família brasileira desaparece nos EUA sem deixar pistas. O casal catarinense e o filho deles de 7 anos sumiram em dezembro do ano passado, na cidade de Omaha, em Nebraska.

Um grande mistério, que acontece nos Estados Unidos, e envolve uma família brasileira. Há dois meses, um casal de catarinenses desapareceu no estado de Nebraska. O filho, de sete anos, também sumiu. Ninguém sabe o que aconteceu.
Fonte: Fantástico - 14/02/10




segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O que não estamos ouvindo acerca do Haiti: Petróleo

por Pakalert [*]

"Há prova de que os Estados Unidos descobriram petróleo no Haiti décadas atrás e que devido a circunstâncias geopolíticas e a interesses do big business foi tomada a decisão de manter o petróleo haitiano na reserva para quando o do Oriente Médio escasseasse. Isto é pormenorizado pelo dr. Georges Michel num artigo datado de 27/Março/2004 em que esboça a história das explorações e das reservas de petróleo no Haiti, bem como na investigação do dr. Ginette e Daniel Mathurin.

Também há boa evidência de que estas mesmas grandes companhias de petróleo estado-unidenses e seus monopólios inter-relacionados de engenharia e empreiteiros da defesa fez planos, décadas atrás, para utilizar portos de águas profundas do Haiti tanto para refinarias de petróleo como para desenvolver parques de tancagem ou reservatórios onde o petróleo bruto pudesse ser armazenado e posteriormente transferido para pequenos petroleiros a fim de atender portos dos EUA e do Caribe. Isto é pormenorizado num documento acerca da Dunn Plantation em Fort Liberté , no Haiti.

A HLLN de Ezili [1] sublinha este documentos sobre recursos petrolíferos do Haiti e os trabalhos do dr. Ginette e Daniel Mathurin a fim de proporcionar uma visão não encontrável nos media "de referência" nem tão pouco se encontra em qualquer outro lugar as razões económicas e estratégicas porque os EUA construíram a sua quinta maior embaixada do mundo — a quinta, após a embaixada dos EUA na China, no Iraque, no Irão e na Alemanha — no minúsculo Haiti, após a mudança do regime haitiano pelo governo Bush.

Os fatos esboçados na Dunn Plantation e nos documentos de Georges Michel, considerados em conjunto, desvelam razoavelmente parte das razões ocultas porque os Enviado Especial da ONU ao Haiti, Bill Clinton , está à ocupação da ONU o aspecto de que as suas tropas permanecerão no Haiti por longo período.

A HLLN de Ezili tem afirmado reiteradamente, desde o princípio da mudança de regime do Haiti em 2004 pelo regime Bush, que a invasão do país pelos EUA em 2004 utilizou tropas da ONU como suas procuradoras militares para esvaziar a acusação de imperialismo e racismo.

Também temos afirmado reiteradamente que a invasão e ocupação do Haiti pela ONU/EUA não se refere à proteção dos direitos haitianos, a sua segurança, estabilidade e desenvolvimento interno a longo prazo mas sim acerca do retorno dos Washington Chimeres [gangters] – os tradicionais oligarcas haitianos – ao poder, o estabelecimento de comércio livre injusto, o plano mortal dos Chicago boys, políticas neoliberais, manutenção do salário mínimo a níveis de trabalho escravo , pilhagem dos recursos naturais e riquezas do Haiti , para não mencionar o benefício da localização pois o Haiti está entre Cuba e a Venezuela. Dois países em que, sem êxito, os EUA têm orquestrado mudanças de regime mas continuam a tentar.

Na Dunn Plantation e nos documentos Georges Michel, descobrimos novos pormenores da razão e do porque os EUA estão no Haiti bem como esta tentativa de Bill Clinton para que as ocupações da ONU continuem.

Recursos minerais do Haiti.












Não importam os disfarces ou a desinformação dos media, trata-se também das reservas de petróleo do Haiti e de assegurar portos de águas profundas no Haiti como local de transbordo (transshipment) para petróleo ou para armazenagem de petróleo bruto sem a interferência de um governo democrático obrigado para com o bem-estar da sua população. (Ver Reynold's deep water port in Miragoane / NIPDEVCO property .)

No Haiti, entre 1994 e 2004, quando o povo tinha voz no governo, havia um intenso movimento das bases para conceber como explorar os recursos do país. Havia um plano, explicitado no livro "Investir no povo: Livro Branco de Lavalas sob a direção de Jean-Bertrand Aristide" (Investir dans l'humain), onde a maioria dos haitianos "foi não só informada onde estavam os recursos, mas que não tinham as qualificações e tecnologia para realmente extrair o ouro, extrair o petróleo".

O plano Aristide/Lavalas, como articulei na entrevista Riquezas do Haiti , era "empenhar-se em alguma espécie de parceria privada/pública. Nesta, seria considerado tanto o interesse do povo haitiano como naturalmente o dos privados que receberiam os seus lucros. Mas penso que isto foi naquele momento em que tínhamos St. Gevevieve a dizer que não gostavam do governo haitiano. Obviamente, eles não gostavam deste plano.

Eles não gostam que o povo haitiano saiba onde estão os recursos. Mas este livro – pela primeira vez na história do Haiti – foi escrito em crioulo e em francês. E houve uma discussão nacional em todas as rádios do Haiti acerca de todos estes vários recursos do Haiti, onde estavam localizados e como o governo haitiano tencionava tentar construir desenvolvimento sustentável através daqueles recursos.

Era o que acontecia antes de em 2004 Bush mudar o regime do Haiti através de golpe de estado. Agora, após o golpe de estado, embora o povo saiba onde estão estes recursos porque o livro existe, ele não sabe quem são estas companhias estrangeiras. Nem quais são as suas margens de lucros. Nem quais as regras de proteção ambiental e regulamentações irão protegê-los. Muitos, no Norte por exemplo, falam acerca da perda das suas propriedades, tendo vindo pessoas com armas e tomado a sua propriedade. É assim que estamos" ( Riquezas do Haiti: entrevista com Ezili Dantò sobre mineração no Haiti ).

Os media "de referência", possuídos pelas companhias multinacionais que espoliam o Haiti, certamente não exibem para consumo público o fato de que a invasão e ocupação do Haiti pela ONU/EUA é para assegurar o petróleo do país, posição estratégica, trabalho barato , portos de águas profundas, recursos minerais (irídio, ouro, cobre, urânio, diamantes, reservas de gás), terras, zonas costeiras, recursos offshore para privatização ou a utilização exclusiva de oligarcas ricos do mundo e de grandes monopólios petrolíferos dos EUA.

(Ver mapa mostrando algumas das riquezas mineiras e minerais, inclusive cinco sítios de petróleo no Haiti; Oil in Haiti dr. Georges Michel ; Excerto do documento Dunn Plantation ; o Haiti está cheio de petróleo , afirma Ginette e Daniel Mathurin. Há uma conspiração multinacional para tomar ilegalmente os recursos minerais do povo haitiano : Espaillat Nanita revelou que no Haiti há enormes recursos de ouro e outros minerais, Is UN proxy occupation of Haiti masking US securing oil/gas reserves from Haiti ).

De fato, a atual autoridade-haitiana-sob-a-ocupação-EUA/ONU encarregada de conceder licenças de exploração e mineração no Haiti não explica, de qualquer maneira relevante ou sistemática, à maioria haitiana acerca das companhias a comprarem, após 2004, portos de águas profundas no Haiti, que lucros partilham com o povo do Haiti, não explicam os efeitos ambientais das escavações maciças nas montanhas do Haiti e sobre as águas neste momento. Ao invés disso, o diretor de Mineração do Haiti alegremente sustenta que "novas investigações serão necessárias para confirmar a existência de petróleo no Haiti" .

Num trecho retirado do artigo postado em 09/Outubro/2000 por Bob Perdue, intitulado "Lonnie Dunn, third owner of the Dauphin plantation" , ficamos a saber que: "Em 8 de Novembro de 1973, Martha C. Carbone, da Embaixada Americana em Port-au-Prince, enviou uma carta ao Office of Fuels and Energy, Departamento de Estado, na qual declarava que o Governo do Haiti "... tem diante de si propostas de oito grupos diferentes para estabelecer um porto de transbordo para petróleo em um ou mais portos de águas profundas haitianos. Alguns dos projetos incluem a construção de uma refinaria..." Ela a seguir comentava que a Embaixada conhecia três firmas: Ingram Corporation de Nova Orleans, Southern California Gas Company e Williams Chemical Corporation da Florida.. (Segundo John Moseley, a companhia de Nova Orleans provavelmente chama-se "Ingraham", não Ingram.)

No número de 6 de Novembro de 1972 da revista Oil and Gas Journal, Leo B. Aalund comentava no seu artigo "Vast Flight of Refining Capacity from U.S. Looms",.: "Finalmente, o Haiti de 'Baby Doc' Duvalier está a participar com um grupo que quer construir um terminal de transbordo junto a Fort Liberté, no Haiti". Uma das propostas mencionadas por Carbone estava sem dúvida submetida aos interesses Dunn.

Além disso, ficamos sabendo por este artigo que "a Lonnie Dunn, que possuía a área de plantação Dauphin "planejou retificar e ampliar a entrada da baía [Fort Liberté] de modo a que super-petroleiros pudessem nela entrar e a carga ser distribuída para petroleiros mais pequenos para transferência a portos dos EUA e Caribe que não pudessem acomodar navios grandes..." ( Foto de Fort Liberté, Haiti).

Inserimos no sítio web HLLN as outras partes relevantes deste documento que se referem ao interesse que corporações dos EUA têm tido, durante décadas, em Fort Liberté como porto de águas profundas ideal para multinacionais instalarem uma refinaria de petróleo.

Nas décadas de 50 e 60 havia pouca necessidade dos portos ou do petróleo do Haiti pois do Médio Oriente jorravam dólares em abundância. Para os monopólios que ali atuavam não havia necessidade de enfraquecerem-se a si próprios colocando mais petróleo no mercado e cortarem os seus lucros. Escassez manipulada, tem nome de lucro! Ou, o que equivale dizer, capitalismo.

Mas o embargo petrolífero da década de 70, o advento da OPEP, a ascensão do fator venezuelano, a Crise do Golfo seguida pela guerra pelo petróleo do Iraque, tudo isso tornou o Haiti uma aposta melhor para o fato de três peças e os mercenários militares chamados "governos ocidentais", sim, um meio mais fácil de colocar a pilhagem e o saqueio sob a cobertura pública do "levar a democracia" ou da "ajuda humanitária".

Por acaso, após a mudança de regime de 2004 promovida por Bush filho, a seguir ao golpe militar de 1991 de Bush pai, descobrimos torrentes de "discussões" no Congresso acerca de perfurações off-shore em preparação, com a "revelação" final, tal como escrito há anos no documento Dunn, de que "é necessário para os super-petroleiros que precisam portos de águas profundas os quais não estão prontamente disponíveis ao longo da Costa Leste dos EUA – assim como por considerações ambientais e outras que não permitem a construção de refinarias internas na escala em que serão necessárias".

Enfatizamos que o Haiti é um local de despejo ideal para os EUA/Canadá/França e agora o Brasil , pois questões ambientais, de direitos humanos, de saúde e outras nos EU e nestes outros países provavelmente não permitiriam a construção de capacidade de refinação interna na escala em que as novas explorações de petróleo neste hemisfério exigirão. Assim, por que não escolher o país mais militarmente indefeso do Hemisfério Ocidental e salpicá-lo com iniciativas de desestabilização por trás da máscara "humanitária" da ONU e os paternais cabelos brancos de Bill Clinton com uma cara sorridente?

É relevante notar aqui que a maior parte dos principais portos de águas profundas do Haiti foram privatizados a partir da mudança de regime promovida por Bush em 2004. Também é relevante notar que no ano passado escrevi um artigo intitulado Is the UN military proxy occupation of Haiti masking US securing oil/gas reserves from Haiti : "Se há reservas significativas de petróleo e gás no Haiti, o genocídio e os crimes dos EUA/Europa contra a população haitiana ainda não começaram. Ayisyen leve zye nou anwo, kenbe red. Nou fèk komanse goumen. (Reler Is there oil in Haiti , de John Maxwell.)

As revelações do dr. Georges Michel e dos documentos Dunn Plantation parecem responder afirmativamente à questão de que há reservas substanciais de petróleo no Haiti. E a nossa informação no Ezili Dantò Witness Project é que na verdade está sendo aproveitada, mas não para o benefício dos haitianos ou do desenvolvimento autêntico do Haiti.

Eis porque havia a necessidade de marginalizar as massas haitianas através do derrube do governo democraticamente eleito de Aristide e de colocar as armas e a ocupação da ONU que hoje mascaram os EUA/europeus (como uma peça para o novo poder que é o Brasil) assegurando as reservas de petróleo e gás do Haiti e outras riquezas minerais tais como ouro, cobre, diamantes e tesouros submarinos. ( Majescor and SACG Discover a New Copper-Gold in Haiti , Oct. 6, 2009; Ver Haiti's Riches e There is a multinational conspiracy to illegally take the mineral resources of the Haitian people : Espaillat Nanita revelou que no Haiti há enormes recursos de ouro e outros minerais.)

Hoje, os EUA e os europeus dizem estar felizes com os "ganhos de segurança" do Haiti e com o seu governo "estável". Quer dizer: as últimas eleições presididas pelos EUA/ONU no Haiti excluíram o partido majoritário de qualquer participação. As prisões do Haiti estão cheias, desde 2004, com milhares de organizadores comunitários, civis pobres e dissidentes políticos que os EUA/ONU etiquetaram como "gangsters", detidos indefinidamente sem julgamento ou audiências. A Cité Soleil foi "pacificada".

Desde 2004 há mais ONGs e organizações caritativas no Haiti – cerca de 10 mil – do que em qualquer outro lugar do mundo e o povo haitiano está muitíssimo pior do que antes desta civilização EUA/ONU (também conhecida como "Comunidade Internacional") e seus bandidos, ladrões e esquadrões da morte corporativos que cassam os direitos de nove milhões de negros. Os preços dos alimentos estão demasiado altos, alguns recorrem ao pão que o diabo amassou na forma de biscoitos Clorox para aliviar a fome.

Lovinsky Pierre Antoine , o dirigente da maior organização de direitos humanos do Haiti, desapareceu em 2007 no Haiti ocupado pela ONU sem que qualquer investigação fosse efetuada. Entre 2004 e 2006, sob a ocupação ocidental, primeiro pelos Marines dos EUA e a seguir pelas tropas multinacionais encabeçadas pelo Brasil, de 14 mil a 20 mil haitianos, principalmente quem se opunha à ocupação e à mudança de regime, foram chacinados com impunidade total.

Mais crianças haitianas estão fora da escola hoje em 2009 do que antes de vir a "civilização" EUA/ONG após 2004. Sob o regime imposto pelos EUA em Boca Raton, o Supremo Tribunal do Haiti foi despedido e outro completamente novo, sem qualquer autoridade constitucional emanada de mandato do povo do Haiti, substituiu os juízes legítimos e os funcionários judiciais sob a tutela da ocupação da ONU e da comunidade internacional.

(...)

[1] Ezili: Marguerite Laurent/Ezili Dantò é dramaturga, poeta, comentadora política e social, escritora e promotora de direitos humanos. Nasceu em Port-au-Prince e foi educada nos EUA. Para mais informação ver http://www.ezilidanto.com

O original encontra-se em http://pakalert.wordpress.com/

Via: Resistir


sábado, 16 de janeiro de 2010

Mapa da Morte No Iraque

Este Mapa Criado por Tim Obleek, é um quadro interativo da Coligação e os E.U. que mostra ataques militares da guerra no Iraque desde o início, mapeados através das dimensões de tempo e espaço. No Quadro ao lado do mapa, desmarque EUA e observe-o e depois marque novamente e veja quem é o campeão nos ataques militares.
Clique aqui para ir ao Mapa

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Os Gaviões no Haiti


Como se não bastasse os saques por causa da fome, necessidade e desespero, aparecem aqueles que pensam longe, no futuro. Os gaviões da elite mundial, os aproveitadores de oportunidades de lucros futuros às custas de catástrofes como essa de Haiti.

Do Apocalipsetotal

1) Os objetivos do EUA no Haiti

O terremoto no Haiti abriu caminho para a ordem illuminati, controlada pela comissão trilateral, conseguir mão de obra barata como descrito na notícia abaixo:

Resumo da notícia:

Ocupação do Haiti é agressão imperialista – Imperialismo ianque e gerente Luís Inácio atuam juntos para transformar o Haiti numa plataforma de exportação de artigos produzidos com mão-de-obra escrava e semi-escrava. Enquanto isso, a resistência popular é massacrada com o respaldo da ONU (…)O objetivo era garantir o controle de um país estrategicamente situado entre Cuba e Venezuela. Além disso, é interessante para o governo estadunidense a criação de mais um pólo de indústrias (..) como Nike e Adidas
..(A nova democracia).

Mas para reformar o Haiti também é necessário vários empréstimos. O Banco Mundial não poderia deixar de investir nesse novo comércio:

Resumo da noticia:

O Banco Mundial anunciou na noite de ontem que vai liberar US$ 100 milhões, a maior ajuda financeira até agora, para as vítimas do terremoto no Haiti, que pode ter matado cerca de 100 mil pessoas, segundo estimativas do primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive.

No comunicado, o Banco Mundial informa ainda que pretende criar um fundo para receber doações internacionais direcionadas ao Haiti. O aporte de US$ 100 milhões depende de aprovação do Conselho de Administração da organização.


Já a Cruz Vermelha desbloqueou US$ 500 mil de seu fundo de emergência para enviar ao Haiti, além de 40 t de remédios e material médico. A organização anunciou, no entanto, que necessita de ao menos US$ 10 milhões para dar início ao atendimento às 3 milhões de pessoas que acredita terem sido atingidas pela catástrofe. Para levantar a quantia, iniciou campanhas internacionais, como a que está sendo feita nos Estados Unidos, e já arrecadou US$ 2 milhões. No país, as doações de até US$ 10 são feitas pelo telefone celular. (noticias terra)

Steve Jackson em seu jogo illuminati fez questão de criar uma carta simbolizando a ação da cruz vermelha e os lucrativos eventos que ela proporciona para o império americano. Essa carta deve ser usada para dar a impressão de que os EUA é um pais solidário, ou seja, em quanto a mídia distrai a população com noticias de solidariedade, os EUA pode pensar melhor em como reconstruir o Haiti como na notícia abaixo:

O presidente francês usou a seguinte frase para mobilizar a opinião pública com esse fim: “Vou propor ao presidente Obama, com quem conversarei nas próximas horas, que os Estados Unidos, o Brasil, o Canadá e outros países tomem a iniciativa de convocar uma grande conferência internacional para a reconstrução e o desenvolvimento do Haiti”, declarou. (BBC)

2) A assinatura ocultista (888) no terremoto:


O terremoto aconteceu no dia 13/01/2010 somando todos os números temos: 1+3+1+2+1 = 8.

O Haiti está dividido em 10 partes e o terremoto aconteceu justamente na região número 8. O número 8 na cabala representa Julgamento e na árvore sefirótica representa a esfera HOD (Glória) que significa ideias transformadas em planos estruturados. Isso nos diz que o sistema illuminati julgou essa nação por estar retardando a implantação do governo capitalista.

Essa realidade pode ser vista nas duas notícias abaixo, onde a ONU e os EUA fazem questão de exibir o número oito novamente:

ONU distribuirá alimentos para apenas 8 mil pessoas no Haiti

A ONU só poderá distribuir hoje porções de alimentos para 8 mil pessoas em Porto Príncipe, anunciou a Organização Internacional de Migrações (OIM), responsável por esta tarefa junto ao Programa Mundial de Alimentos (PMA).

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4206886-EI238,00.

WASHINGTON (AP) – Cerca de 800 soldados de infantaria e um porta-aviões da Marinha estão vinculados ao Haiti para ajudar o esforço de ajuda maciça ...

XXX

E para salvar os povos da terra do domínio dos EUA eis que surge a Ordem Mundial de Baha’u’llah que simulará o retorno de cristo para supostamente estabelecer a paz.

Quando os illuminatis jogaram o número 8 para estabelecer o seu governo, automaticamente o nove foi inserido. Como temos 10 regiões no Haiti e uma foi afetada sobraram 9 regiões. Além disso, o número oito representava o oitavo rei do livro de Apocalipse.

E a besta que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição. (Apocalipse 17 : 11)