Este Blog permanece ativo 24 horas por dia e somente informa os que aqui chegam, com assuntos que circulam pela internet e jornais. Não categoriza nem afirma isso ou aquilo como verdade absoluta. Não pretende desenvolver uma doutrina, nem convencer ninguém. Mas apenas que possamos refletir em assuntos importantes de nosso dia-a-dia. Portanto, tudo que for postado são de conteúdo informativo, cabendo a cada um ter suas próprias conclusões.
Mostrando postagens com marcador libertação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador libertação. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Libertação

 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. João 8:36

Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres?

Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado.

João 8:33,34


Não é só Jesus que liberta. Muitos dizem: parei de fumar, parei de beber, parei com a jogatina e etc. Já viram alguém dizer isso? 


Sim, foram libertos,mas  pela sua própria força de vontade e persistência. Nunca preencheram o vazio com Jesus. A casa continua vazia, por algum tempo, até que alguém o encontre.


Por isso, libertação verdadeira, acontece gradativamente e só para crentes em Deus.


Primeiramente, precisa ser salvo, depois começa a libertação das ações que desagrada a Deus, como a  soberba, a avareza, a inveja, a ira, a luxúria, a violência, desejos impuros, pensamentos pecaminosos, palavrões, desamor, ódio, adultério, fornicação, desonestidade, mentira, tratamento indevido ao semelhante e etc. 


Tentar libertar uma pessoa sem que ele creia que Deus existe, e que não deseja que Jesus preencha o vazio que surgirá, é dar pérolas aos porcos.


Mt 7:6 Não dêem aos cães as coisas santas; eles podem virar-se contra vocês. Não deitem pérolas a porcos, porque as desprezarão, pisando-as.


E tudo isso só pode acontecer pela lavagem pela palavra ministrada. Se você se banha todos os dias para tirar as sujeiras do seu corpo físico, seu corpo espiritual também precisa ser lavado pela palavra todos os dias. 


1 Tes 5:23 E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.


Libertação é necessária diariamente.

Lucas 11:20…


Quando se compra  uma casa, ela está toda suja, então ela precisa ser limpa e enfeitada, cuidada, para poder morar nela, sim ou não?.


Assim é Jesus quando nos comprou pelo sangue que derramou. 


Estávamos sujos, imundos. Assim como a casa precisa ser limpa a cada dia, nós também precisamos ser libertos diariamente das sujeiras que nos atinge constantemente. Isto, é libertação,  é expulsar os antigos moradores, para outro habitar.


Todos precisam de salvação, da conversão a Deus. Após a conversão, o crente precisa de LIBERTAÇÃO.  E isto se inicia, EXPONDO os pecados a Deus, antes que o inimogo das nossas almas faça.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Leonardo Boff - Fórum Mundial de Teologia e Libertação

Desde os seus primórdios no final dos anos 60 do século passado, este tipo de teologia nasceu no esforço de articular o discurso da fé com o discurso da sociedade na perspectiva dos oprimidos. Sua marca registrada foi e continua sendo “opção pelos pobres contra a pobreza”. A perspectiva era e é global, de sorte que já nos anos 70 se organizaram os primeiros Fórums Mundiais da Teologia da Libertação, em Chicago, no México e no Brasil e continuaram até que a cegueira de setores poderosos do Vaticano os tivessem proibido. Como são por natureza ecumênicos, tais fórums continuaram a acontecer regionalmente.

Com o surgimento dos Fórums Sociais Mundiais a partir de 2001 encontrou-se o espaço público para a continuação destes encontros globais, primeiro em Porto Alegre em 2005, o segundo em Nairobi no Quênia em 2007 e agora em 2009 em Belém.

Perfilou-se melhor o estilo da reflexão. Ao invés de se falar simplesmente de teologia da libertação e assim ressuscitar as discussões do passado, preferiu-se falar em teologia e libertação. O sentido é confrontar a fé refletida e critica (teologia) com os temas da opressão que possuem os mais diversificados rostos desde as crianças consumidas como carvão na máquina produtivista até os massacres como os de Gaza. O discurso não é intraeclesiástico e em favor ou contra as Igrejas mas público, voltado para a sociedade mundial. A questão central nao é discutir o futuro do cristianismo, mas que contribuição este pode dar para os verdadeiros problemas humanos que são a perpetuação da paixão dos pobres, o aquecimento global e suas eventuais conseqüências perversas.

O cristianianismo não pode ser um superego castrador de temas importantes da agenda mundial, mas deve ser uma fonte de inspiração e de ousadia para questionar o paradigma cvilizatório dominante que faz de todos, ricos e pobres, oprimidos, afogados no consumismo de bens materiais, sem sentido de solidariedade e de cuidado para com o patrimônio comum que é o planeta Terra. Mas principalmente pode mostrar-se fecundo no compromisso, junto com os movimentos sociais – os verdadeiros novos atores - no combate ao sistema do capital produtor de grandes injustiças, na luta pela terra, negada às grandes maiorias e na busca de alternativas de produção e de vida. Não é sem razão que é unicamente esse tipo de cristianismo que possui mártires como a Irmã Doroty, o Padre Josimo e tantos outros da América Latina. Das burocracias eclesiásticas nunca saem místicos, santos e mártires mas apenas medíocres reprodutores do stablisment religioso.

Em todos estes Fórums de Teologia e Libertação compareceram mais de mil pessoas vindas de todos os Continentes, também da Europa e dos USA, o que mostra a vitalidade deste tipo de pensamento. As autoridades doutrinárias do Vaticano estão iludidas quando imaginam que com sua disciplina liquidaram a Teologia da Libertação. Ela nasce do grito da Terra e dos pobres. Enquanto estes continuarem a gritar, há todas as razões de se atuar de forma libertadora e elaborar a partir daí uma teologia. De certa forma, suas intuições se tornaram patrimônio comum do cristianismo contemporâneo, salvando-o do cinismo.

O tema deste ano em Belém foi “Água, Terra e Ecologia para um outro mundo possível”. Partiiu-se da conjunção das várias crises, todas elas ligadas à falta de sustentabilidade do sistema-Terra. O tema da ecologia se impunha. Não como técnica de gerenciamento de recursos escassos mas como novo paradigma de relação para com a Terra, não como mero meio de produção mas como um ser vivo, gerador de toda a vida. Como disse um discípulo de E.Morin, Patrick Viveret, biólogo e economista, em sua palestra: importa fazer “um bom uso do fim de um mundo”. Agora se abre espaço para um outro mundo não só possível mas necessário. O cristianismo é chamado a trazer a sua contribuição a partir de seu capital de respeito e de cuidado.

- Leonardo Boff é Teólogo.

Via: Alainet