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quinta-feira, 12 de março de 2009

Investigadores descobrem forma de leitura de memórias

Londres, 13 Mar - Um estudo científico da Universidade de Londres afirma que pode ser possível "ler" as memórias de uma pessoa, através da observação da sua actividade cerebral, revela hoje a revista Current Biology.

A descoberta foi feita através de um aparelho de digitalização que permite detectar a actividade de uma zona específica do cérebro e pode ter aberto uma nova área de investigação do cérebro.

Demis Hassabis e Eleanor Maguire, autores do estudo, investigaram durante anos o papel do hipocampo, uma zona diminuta do cérebro, que permite que os seres humanos se recordem do passado e imaginem o futuro.

Hassabis e Maguire usaram uma ressonância magnética funcional para medir os fluxos sanguíneos do cérebro de um voluntário enquanto ele estava num cenário de realidade virtual.

"Surpreendentemente, apenas com a observação dos dados do cérebro (registados por um algoritmo informático criado por Hassabis) conseguimos indicar de forma exacta onde estava este voluntário, podíamos ler a sua memória espacial", explica Maguire.

"Perceber como os seres humanos guardam as memórias é fundamental para ajudar a perceber o seu esquecimento como acontece na doença de Alzheimer", explicou Hassabis.

Estudos anteriores feitos em ratos já tinham permitido descobrir que a memória fica gravada no hipocampo mas estas investigações concluíram que não era possível registar o momento exacto a que se referem as memórias, uma conclusão que Hassabis e Maguire refutam.

Para Maguire, esta investigação abre uma série de possibilidades para descobrir como são codificadas as memórias pelos neurónios, observando recordações mais completas e precisas do passado e até visões do futuro.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Está chegando a pílula do esquecimento.

Finalmente, os médicos estão desenvolvendo uma pílula que pode ajudar a apagar más recordações. Isso mesmo, se você beber muito à noite e acordar com um traveco na sua cama, tome a pílula e esqueça de tudo!

Agora, falando sério, o método utiliza recursos já existentes de pílulas que alteram a pressão arterial. Os cientistas dizem que esse medicamento poderia ser útil para enfraquecer ou apagar más lembranças em pessoas com estresse pós-traumático, e acredite, isso seria muito bom.

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Alguns defensores da ética já estão ficando ouriçados, dizendo que isso descaracterizaria a própria condição de ser humano e blá blá blá. Fácil dizer isso quando não se foi estuprado, torturado, traumatizado ou coisa parecida. Segundo outra pesquisa, as más recordações são facilmente mais lembradas do que as boas”, infelizmente.

Maas, como nem tudo são flores, existe a parte realmente ruim. Vejam:

“Uma interessante complexidade é a possibilidade de que as vítimas, por causa da violência, podem querer apagar a memória dolorosa e com ele a sua capacidade de dar provas contra agressores”

disse o professor John Harris, um especialista em ética biológica da Universidade de Manchester, num artigo no Daily Mail.

“Do mesmo modo criminosos e testemunhas de crimes podem, sob o pretexto de apagar uma memória dolorosa, tornar sua incapacidade de dar provas.”

Isso é REALMENTE um problemão, mas não se pode negar o desenvolvimento da ciência pensando no mau uso da ferramenta. Se fossemos seguir por essa linha de raciocínio ainda estaríamos usando paus e pedras, como nossos ancestrais nas cavernas.
Agora, o dilema fica por conta das discussões nos salões nobres do governo e na consciência de cada um.

Um estudo feito em 2007 onstatou que os indivíduos tinham a capacidade de suprimir memórias específicas num determinado momento no tempo através da prática repetida. Aparentemente um caminho natural para livrar-se de más recordações.

E então, chegou a hora de decidir. É melhor viver a vida atrás de uma doce mentira ou uma realidade dura e cruel? Escolha.

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