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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Milionário desfaz-se de fortuna porque se sente ‘infeliz e culpado’


Kaka, Robinho, Ronaldinho, Ronaldo, Ronaldo o Cristiano, alguns políticos brasileiros, acho que não vão vender seus bens, acho que não. Eles não vão se sentirem culpados nem infelizes de trabalharem tanto.

Senhor Rabeder, 47, um empresário de Telfs está em processo de venda de sua luxuosa villa 3.455 pés quadrados com lago, sauna e vista para a montanha mais espetacular dos Alpes, no valor de £ 1,4 milhões.


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Austriano e ex-millionairio Karl Rabeder se desfez de sua fortuna

Também está a venda a sua casa de pedra em Provence, com seus 17 hectares com vista para o arrière-pays, no valor de £ 613.000. Uma coleção de seis planadores no valor de £ 350.000, e um luxuoso Audi A8, no valor de cerca de £ 44.000.

Senhor Rabeder também vendeu todo seu mobiliário de interiores e seus negócios, de vasos de flores artificiais, com o qual que fez sua fortuna.

"Minha idéia é ter nada. Absolutamente nada", disse ele ao jornal Daily Telegraph. "O dinheiro é contraproducente, que impede a felicidade de vir".

Em vez disso, ele vai sair do seu retiro de luxo Alpino e morar em uma pequena cabana de madeira nas montanhas ou uma quitinete simples de Innsbruck.

Sua arrecadação nas vendas, está indo toda para instituições de caridade na América Central e América Latina. Ele nunca mais vai ter um salário desses.

"Durante muito tempo eu acreditava que riqueza e luxo, automaticamente significava mais felicidade", disse ele. "Eu venho de uma família muito pobre, onde as regras eram de trabalhar mais para conseguir mais coisas materiais, e eu apliquei isso por muitos anos", disse Rabeder.

Mas com o tempo, isso foi mudando e pensamento comportamentos conflitantes o venceram.

"Mais e mais eu ouvi as palavras:" Pare o que você está fazendo agora, todo esse luxo e o consumismo, e comece uma vida real ", disse ele. "Tive a sensação de que eu estava trabalhando como um escravo para ter as coisas que eu não precisava.

Tenho a sensação de que há muita gente fazendo a mesma coisa. "

No entanto, durante muitos anos, ele disse que não era simplesmente "corajoso" o suficiente para desistir de todas as armadilhas da sua existência confortável.

O ponto de virada veio quando ele estava em um período de três semanas de férias com sua esposa nas ilhas do Havaí.

"Foi o maior choque da minha vida, quando eu percebi como é horrível, sem alma e sem sentido o estilo de vida de um cinco estrelas", disse ele. "Nestas três semanas, nós gastamos todo o dinheiro que poderíamos gastar. Mas, em todo esse tempo, tivemos a sensação de que não havia conhecido uma única pessoa verdadeira. As pessoas fizeram o papel de ser amigável e os convidados desempenharam o teatro de ser importante e ninguém foi verdadeiro. "

Ele tinha sentimentos semelhantes a de culpa quando na viagem a América do Sul e África. "Eu cada vez mais tenho a sensação de que existe uma ligação entre a nossa riqueza e sua pobreza", disse ele.

De repente, ele percebeu que "se eu não fizer isso agora eu não vou fazer isso para o nunca mais".

Senhor Rabeder decidiu sortear sua casa Alpina com a venda de 21.999 bilhetes de loteria custando apenas £ 87 cada. A casa de Provence, na aldeia de Cruis está à venda na imobiliária local.

Todo o dinheiro irá para a caridade e microcrédito, que oferece pequenos empréstimos para a América Latina e desenvolve estratégias de ajuda ao desenvolvimento dos trabalhadores por conta própria, em El Salvador, Honduras, Bolívia, Peru, Argentina e Chile.

Desde que vendeu seus pertences, o Sr. Rabeder disse que se sentia "livre", o oposto da pesada carga que levava ".

Mas ele disse que não julga aqueles que optaram por manter a sua riqueza. "Eu não tenho o direito de dar qualquer conselho a outra pessoa. Eu estava ouvindo a voz do meu coração e da minha alma"


domingo, 20 de dezembro de 2009

Visão Empresarial + responsabilidade social = Lucro

Uma rua íngreme do bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, abriga o primeiro hotel da cidade a ser incluído no seleto grupo Relais&Châteaux. Inaugurado há pouco mais de um ano, com o objetivo de ser um hotel boutique de luxo, o Santa Teresa tem curiosas particularidades.

Uma delas é a de ter entre os seus empregados um contingente significativo de moradores do Morro dos Prazeres, a favela mais próxima. Ao escolher um antigo hotel abandonado, que estava embargado pela Protecção Civil, o empresário François Delort olhou para a vizinhança e, em vez de sentir receio, percebeu que poderia agregar ao seu projeto de exclusividade, a tão em voga "responsabilidade social".

Nos três anos em que se dedicou à reforma do imóvel começou a estabelecer relações com as comissões de moradores das três comunidades pobres da região. O passo seguinte foi capacitar profissionais do morro para desempenharem funções no bar, restaurante e spa.

"Gosto muito de ver a elite de Ipanema ser atendida aqui, que é um lugar caro, por moradores de favela. Tenho muito orgulho em mostrar que pessoas pobres podem andar bem vestidas e trabalhar num lugar de luxo", diz ele.

Antes de chegar ao Brasil, há cinco anos, Delort foi diretor da rede europeia Exclusive Hotels. Depois passou um ano até definir qual seria a melhor cidade brasileira para um refúgio de luxo. Quando encontrou o casarão de 1850 percebeu que havia chegado ao seu destino. Era o lugar adequado para o hotel design que pretendia. Melhor ainda: o bairro de Santa Teresa, no centro, com seu casario português e forte influência do período colonial, não possuía nenhum hotel.

Toda a reforma e decoração foram orientadas por Delort, que não usou tintas sintéticas (apenas cal) e pesquisou peças de artistas populares que contassem um pouco da tão diversificada cultura brasileira.

O resultado é um espaço moderno que fala do Brasil sem rusticidade. "Procurei a vanguarda na arte popular. Não gosto de artesanato. Tudo o que há aqui, da arte plumária às esculturas em madeira, possui uma tradição por trás: são expressões do design tropical", explica com o seu forte sotaque.

Os portugueses, em especial os oriundos da Ilha da Madeira, já descobriram o Santa Teresa. Alguns anteciparam as suas reservas para participar do 'L'autre réveillon', a festa que vai acontecer nos diferentes espaços do hotel, como opção à tradicional passagem de ano da praia de Copacabana.

Com uma vista privilegiada será possível ver os fogos 'em três dimensões' e preservar toda a distância da multidão que, ano após ano, toma conta da orla. Como um refúgio silencioso, o hotel ocupa uma área de quatro mil metros quadrados, cercada por jardins, com palmeiras e árvores de fruto, onde habitam micos e tucanos.


Rio de Janeiro é um luxo

Expresso