Perivaldo jogou na seleção brasileira ao lado de Zico e de Sócrates. Hoje vive na rua, em Lisboa, e vende roupa velha para sobreviver.
No meio do chão, uns poucos objetos: um casaco de senhora, uma mala e uns sapatos usados recolhidos na rua.
Em 1989 a Seleção Inglesa enfrentava a Suécia pelas eliminatórias da Copa de 1990. Ao início da partida, Terry Butcher sofreu um leve corte na cabeça, que foi “curado” com bandagens. Mas o jogador que tinha como característica o jogo aéreo não deixou passar sequer uma cabeçada durante a partida, e suas bandagens ficaram assim:
Não se pode dizer que a Inglaterra não teve total entrega de seus jogadores. Terry Butcher é mais que um símbolo disto, e o resultado da partida fez justiça ao seu amor pela camisa (boa essa hein amigos).
Os ingleses conquistaram o empate necessário para a classificação à Copa do Mundo de 1990, chegando até às semifinais com uma defesa formada por Terry Butcher, Mark Wright, Des Walker e Stuart Pearce.
Terry hoje é manager e trabalha na comissão técnica da Seleção da Escócia. Nada mais apropriado para um zagueiro que fez do jogo aéreo e da força física suas principais cartas nas partidas.
Maradona não perdeu a chance de alfinetar Pelé
"Do Brasil, gostaria de ter Kaká, oferece desequilíbrio, e, se fosse o contrário, eles gostariam de ter Messi, certamente", disse. Maradona, que estreará no grande clássico com a ida à Copa do Mundo de 2010 em jogo. Sua seleção ocupa a incômoda quarta colocação, com 22 pontos. A seleção brasileira é líder com 27.
"Eles têm o futebol alegre e vistoso, enquanto nós temos garra e muito bons jogadores. Eu digo que aqui não há melhores, estamos os dois, cabeça a cabeça. É preciso levar em conta que os dois dão muitos jogadores ao futebol mundial", disse Maradona, no site oficial da Fifa.
Para Maradona, é "um clássico sul-americano comparável a uma final de Liga dos Campeões ou uma final de Eurocopa". Sobre a comparação histórica com Pelé, Maradona comentou: "eu joguei dez anos no futebol europeu, e Pelé jogou no futebol sul-americano. Apesar de ter ganhado Mundiais, jogar na Europa é outra coisa".
"Embora nem por isso eu seja muito melhor do que ele nem nada pelo estilo. Peguei uma época do futebol espanhol e do futebol italiano que os marcadores eram cães de caça. Tive que enfrentar a morte!", acrescentou.
"Pelé tinha Coutinho e Rivelino, que para mim estão lá em cima. E depois tinha Jairzinho, Clodoaldo, Gérson, Tostão. Tinha monstros. Mas o importante é que houve uma votação do povo e o deixei em segundo. Isso ninguém vai me tirar. E, no Brasil, houve outra votação na qual também ficou em segundo, atrás de Ayrton Senna. Então, que pare de ser segundo!", comentou Maradona.
O atual técnico da Argentina avaliou o futebol mostrado pelo Brasil na recente Copa das Confederações, da qual os brasileiros saíram campeões.
"Jogou muito bem. Acho que custou encontrar a volta do lado esquerdo, onde testou com Kléber, (André) Santos e até com Daniel Alves. Por isso, acho que agora Dunga convocará Marcelo, do Real Madrid", disse.
"Mas Felipe Melo esteve muito bem, assim como Luís Fabiano e Kaká. Maicon é um trator, e Robinho sempre que tem a bola e vai para a frente mira nos olhos. É uma equipe dura", disse. O técnico argentino quis fazer uma aposta sobre o resultado do jogo de 5 de setembro.
"Não acredito nisso de adivinhar resultados. Mas o que posso dizer é que nós buscamos a classificação nesta partida", concluiu.
A conquista da terceira Copa das Confederações pela seleção brasileira foi intensamente comemorada pelos jogadores e comissão técnica.
Afinal, o título veio com uma vitória de virada, conquistada com muita determinação por um time que se por um lado não tem o brilhantismo de outras seleções brasileiras, por outro mostra espírito coletivo e grande união.
A vitória do Brasil sobre o esforçado time dos Estados Unidos era esperada e portanto não chegou a surpreender.
O que surpreendeu mesmo foi o fervor religioso demonstrado explicitamente por inúmeros jogadores que aos poucos foram revelando o amor a Jesus em mensagens em inglês estampadas em camisetas que vestiam por baixo da famosa camisa canarinho.
Os comentaristas da BBC que acompanharam a final também não estavam preparados para a reza coletiva, com todos ajoelhados, de mãos dadas, num círculo feito em pleno gramado que incluiu até a comissão técnica.
Um deles disse que o capitão Lúcio parecia um pregador evangélico pela emoção com que proferia cada palavra.
Num lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da seleção brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões.
Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão.
Para os críticos deste tipo de atitude, isso soa oportunismo inadequado e surpreende ver que a Fifa não se opõe a que jogadores se descubram do "manto sagrado" que os consagrou para exibir suas preferências religiosas.
Será que a tolerância da entidade teria sido a mesma se ao final do jogo algum jogador mostrasse uma camiseta dizendo "Eu não acredito em Deus" ? Ou se outro fosse um pouco além e gravasse no peito algo como "Essa vitória foi obtida graças ao esforço dos jogadores sem nenhuma interferência divina ou sobrenatural"?
É comum ver atletas fazendo sinal da cruz ao entrar em campo, beijando anéis, medalhas de santos, cruzes e patuás que trazem pendurados em cordões e apontando aos céus como a agradecer pelo gol marcado. Ninguém tem nada a ver com manifestações individuais.
Mas uma manifestação coletiva, explícita e organizada como um ritual religioso pode dar margem a críticas ao ser associada a um bem público, a uma instituição tão democrática como a seleção brasileira.
A religiosidade de cada um seja ela qual for merece respeito, da mesma forma como merece ser respeitada a falta de religiosidade daqueles que assim optaram a seguir a vida.
Se a moda pega, a Fifa corre o risco de ter a Copa do Mundo do ano que vem cheia de manifestações religiosas, com missas, cultos e pregações diversas após cada partida.
O povo merece continuar torcendo pelo futebol de sua seleção, independente da reza, sessão espírita, ponto, ritual de sacrifício, sermão ou pregação.
Afinal, futebol é bola na rede, o resto é conversa.
"Um Deus infinito pode Se dar inteiro a cada um de seus filhos. Ele não se distribui de modo que cada um tenha uma parte, mas a cada um Ele se dá por Inteiro, tão integralmente como se não houvesse outros". (Tozer)