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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Bento XVI aprova casamento de padres, bispos gays aproveitam e pegam carona

Bento XVI finalmente ouviu o clamor de Baha’u’llah e obedeceu a oitava boa nova da epístola de Bishárát abaixo (onde se lê DEUS substitua por Baha’u’llah):

“A oitava Boa-Nova – Os atos piedosos dos monges e sacerdotes entre os seguidores do Espírito (…) Neste Dia, entretanto, que eles renunciem à vida de reclusão e dirijam os passos para o mundo exterior (…) Nós lhes temos concedido permissão para contraírem matrimônio, a fim de que façam surgir alguém que possa fazer menção de Deus, o Senhor do visível e do invisível, o Senhor do Trono Excelso(…) BISHÁRÁT (Boas-Novas)”

Para unificar Católicos e Anglicanos (os seguidores do espírito) em nome da unidade diversidade, Bento XVI acabou aceitando o casamento entre Padres. Segundo informações da revista “Isto é” os itens abaixo são os que mais chamam atenção:

1) A Igreja Católica terá dois tipos de padres: os casados e os celibatários;

2) A igreja Anglicana aceita homossexuais como padres.

bispogay

Na foto ao acima, temos o bispo gay Gene Robinson dos EUA todo feliz com as novas reformas… Vale lembrar que a Bíblia condena não só quem prática o homossexualismo, mas também quem aprova. Bento deveria ler a Bíblia de vez em quanto para se informar melhor. Romanos capítulo I não deixa dúvidas de que DEUS condena o pecado do homossexualismo:

Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem. (Romanos 1 : 32)

3) Os Anglicanos terão que construir uma nova paróquia;

Isso écanção nos ouvidos da nova ordem mundial de Baha’u’llah (o Senhor das religiões) , pois a construção de novos templos será totalmente financiada em obediência ao artigo K-31 do Kitáb-i-aqdas ( a carta magna da nova ordem mundial) descrito abaixo:

“K-31. Ó povos do mundo! Edificai, em todas as terras, casas de adoração em nome dAquele que é o Senhor de todas as religiões.”

4) Muitos católicos não aceitam homossexuais como padres (e com razão)

Mas o Vaticano já avisou que não admitirá opiniões divergentes. Isso é uma amostra do futuro autoritarismo que o Papa, mais conhecido como falso profeta, terá na nova ordem mundial.

Essa intolerância do Papa em não aceitar a verdade Bíblica descrita em Romanos capítulo I é uma obediência ao artigo do K- 162 Kitáb que diz:

“162. Se Ele decretar lícito o que desde tempos imemoriais fora proibido(..) a ninguém é dado o direito de Lhe questionar a autoridade…”

O Vaticano está tentando unificar todos os seguimentos do cristianismo e não importa de que forma. Como os líderes evangélicos são um pouco mais radicais, o melhor caminho para Bento é o uso das concordatas, mas basta um suborno ou a troca de algum favor para que os “líderes” evangélicos entrem rapidamente no jogo do Vaticano e de Baha’u'llah.

http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2085/a-vez-dos-padres-casados-decisao-do-papa-bento-xvi-154580-1.htm

Obs.: O bahaismo não apóia o homossexualismo, pois o objetivo da fé Bahá’i é apenas unificar todas as religiões (não existe conversão ) e essas imoralidades fazem parte do pacote.

Fonte


sábado, 8 de agosto de 2009

Bento XVI propõe uma reforma confusa da ONU

Segundo o site oficial de notícias do Vaticano Zenit (link no final), Bento XVI pediu a reforma da ONU em sua nova ENCÍCLICA CARITAS IN VERITATE no capítulo 67. O site Zenit não forneceu aos seus leitores detalhes sobre esse parágrafo que são de extrema importância.

Bento XVI se apresenta novamente confuso entre qual ideologia ele deve seguir (Illuminatis ou Bahá’is). No parágrafo 67 Bento propõe um parlamento mundial que ajunte para si todos os povos (Habacuque 2:5) :

67. Perante o crescimento incessante da interdependência mundial, sente-se imenso — mesmo no meio de uma recessão igualmente mundial — a urgência de uma reforma quer da Organização das Nações Unidas quer da arquitectura económica e financeira internacional, para que seja possível uma real concretização do conceito de família de nações(…). Isto revela-se necessário precisamente no âmbito de um ordenamento político, jurídico e económico que incremente e guie a colaboração internacional para o desenvolvimento solidário de todos os povos.

Até aqui, o pensamento do Papa (o falso profeta) está de acordo com as ordem deixadas por Baha’u’llah (Habacuque 2:5) em sua epístola descrita abaixo:

LAWH-I-MAQSÚD – (Epístola de Maqsúd) – “O Grande Ser(..) escreveu: Há de vir o tempo em que se compreenda universalmente a necessidade imperiosa de se convocar uma vasta assembléia de homens – assembléia essa, que a todos abranja. Os governantes e reis da terra, devem forçosamente, assisti-la e, participando de suas deliberações”


Mas o que a ONU acatou foi parte do discurso de Bento realizado no ano de 2008 que fala sobre o direito de proteger. Essa prática de recolher sugestões de pessoas famosas para um posterior processo de consulta é muito comum pela ONU, pois isso também é um dos mandamentos de Baha’u’llah para o seu futuro parlamento mundial.Mais adiante, e na mesma epístola LAWH-I-MAQSÚD, ele ordena aos governante da terra que usem o seu processo de consulta multilateral divina para uma suposta resolução dos problemas da humanidade:

“O Grande ser escreveu: (…) Incumbe a todas as nações nomearem alguns homens de entendimento e erudição para se reunirem e, mediante consulta (…)”

Mas quando Bento parece se inclinar para o reino de Abhá, seu coração muda para as práticas iluministas de David Rockefeller (a babilônia americana). Nesse discurso ele defende a ONU como uma policia mundial. Segundo o Papa, compete a ONU proteger o direito humano e de proteger, se é que isso existe, dos civis, ou seja, a ONU se transformaria em uma polícia global que é exatamente as intenções de David Rockefeller. Abaixo segue um trecho da notícia que fala sobre isso:

““…Para este debate dedicado às vítimas dos conflitos e à responsabilidade dos Estados e da ONU de proteger a população, a Assembléia quis levar em consideração, entre outros, o pensamento de Bento XVI sobre a necessidade de que a comunidade internacional proteja os direitos..”

A comunidade internacional, a qual Bento se refere, é controlada pela comissão trilateral (EUA/União Européia/ Japão).

Bento continuará deixando os católicos confusos até que ele receba a intercessão da Rainha dos Céus através de uma aparição para auxiliá-lo em suas decisões. Ele declara isso no último parágrafo da encíclica:

79.” …Que a Virgem Maria(…) com a sua intercessão celeste, a força, a esperança e a alegria necessárias para continuarmos a dedicar-nos com generosidade ao compromisso de realizar o desenvolvimento integral do homem todo e de todos os homens.”

Sem uma aparição da Rainha dos Céus, o Papa (seja quem ele for) jamais obedecerá integralmente os mandamentos de Baha’u’llah ou rasgará o véu illuminati como descrito na epístola abaixo; que diz:

“ O Papa! Rasgue os véus (…) cabe por tanto proclamar Baha’u’llah, o esplendor da autoridade do seu senhor (…)-
Kawh in Pap
- Baha’u’llah

Referencias:

http://www.zenit.org/article-22078?l=portuguese

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/167182.html

http://www.zenit.org/article-22257?l=portuguese

Fonte

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Bento XVI “rezará” pela unidade ecumênica na Terra Santa


Palavras de Bento XVI: ““Irei em peregrinação à Terra Santa, para pedir ao Senhor, visitando os lugares santificados pela sua passagem terrena, o precioso dom da unidade…”

Como essa “unidade cristã” pode trazer paz para o Islã, Judeus e católicos se eles não aceitam os ensinamentos do Senhor Jesus como Verdade? Essa oração do Papa pelo ecumenismo está preparando as pessoas do oriente médio para aceitarem a manifestação espiritual de Baha’u’llah (Apocalipse 17:8), afinal…ele é o Imã Mahdi do islã, o cristo cósmico dos judeus cabalistas, dos católicos e infelizmente de alguns evangélicos.

Por ouro lado, desde o Papa Pio IX , a quem Baha’u’llah enviou um a sua epístola em forma de pentagrama, todos os Papas posteriores ficaram cheios do espírito da unidade. Isso é necessário para que eles obedeçam de forma direta o artigo 144 do kitáb-i-aqdas abaixo (Obs. onde se lê “DEUS” substitua por Baha’u’llah):

144. “Convivei com todas as religiões em amizade e concórdia para que se inale de vós a doce fragrância de Deus.”

A viagem termina no dia 15 de maio de 2009, Sexta-feira, com um encontro ecumênico na Terra Santa. Bento XVI - mais uma vez- segue a risca as ordens deixadas por Baha’u’llah e receberá como galardão o título de líder mundial de todas as religiões.

Notícia:

Vaticano divulga programa do Papa na Terra Santa

Viagem decorre de 8 a 15 de Maio, com passagens pelas mesquitas de Amã e Omar, o memorial do Holocausto e o Muro das Lamentações

O Vaticano divulgou esta Quinta-feira o programa oficial da visita que Bento XVI irá realizar à Terra Santa, de 8 a 15 de Maio, num percurso que inclui a Jordânia, Israel e os Territórios Palestinos. Esta será a 12ª viagem internacional do atual Papa, eleito em Abril de 2005.

O objetivo da visita foi definido pelo próprio Papa, no passado dia 8 de Março: “Irei em peregrinação à Terra Santa, para pedir ao Senhor, visitando os lugares santificados pela sua passagem terrena, o precioso dom da unidade e da paz para o Médio Oriente e para a humanidade inteira”.

Bento XVI irá tornar-se, assim, no terceiro Papa dos tempos modernos a visitar a Terra Santa, depois de Paulo VI (1964) e João Paulo II (2000).

A viagem inicia-se a 8 de Maio, com a chegada ao aeroporto de Amã, na Jordânia. Bento XVI irá visita o centro “Regina Pacis” e, mais tarde, o Palácio Real, onde se encontrará com os Reis do país.

No Sábado, 9 de Maio, o Papa vai ao Monte Nebo – do cima do qual, segundo a tradição, Moisés avistou a Terra Santa -, para visitar a antiga Basílica do Memorial de Moisés. Nesse mesmo dia, terá lugar a visita à Mesquita de Al-Hussein Bin-Talal, de Amã, ma qual Bento XVI se irá encontrar com chefes religiosos muçulmanos, o corpo diplomático e os reitores das universidades jordanas.

A 10 de Maio, Domingo, o Papa preside à Missa no Estádio Internacional de Amã. De tarde, o destino será o Rio Jordão, onde os Evangelhos relatam o Baptismo de Jesus.

Israel

A chegada a Telavive acontece na manhã de 11 de Maio. Nessa Segunda-feira, Bento XVI chega a Jerusalém, para encontrar-se com o presidente de Israel.

Mais tarde, num gesto muito aguardado, o Papa visitará o memorial de Yad Vashem, recordando as vítimas do Holocausto. O dia conclui-se com um encontro com organizações para o diálogo inter-religioso.

O dia seguinte começa na Cúpula da Rocha (Mesquita de Omar), na esplanada das Mesquitas. O Papa encontrar-se-á com o Grão-Mufti de Jerusalém.

Daqui, Bento XVI segue para o Muro das Lamentações, outro momento marcante da viagem, antes de se encontrar com os Grão-Rabinos de Jerusalém no centro “Hechal Shlomo”, tal como João Paulo II fizera em 2000.

A tarde é dedicada a encontros e celebrações com a comunidade católica da Terra Santa.

Belém e Nazaré

Na Quarta-feira, 13 de Maio, Bento XVI segue para Belém, onde visita a Gruta da Natividade (em privado), o hospital infantil da Cáritas e o campo de refugiados de Aida, concluindo o dia junto do presidente da Autoridade Nacional Palestina.

A 14 de Maio, o Papa desloca-se a Nazaré, onde se encontrará com o primeiro-ministro. Bento XVI reúne-se ainda com os chefes religiosos da Galiléia e visita a Gruta da Anunciação.

Conclusão

A viagem termina no dia 15, Sexta-feira, com um encontro ecumênico, a visita ao Santo Sepulcro e à Igreja Patriarcal Arménia Apostólica de São Tiago. A partida de Telavive acontece pelas 13h30 locais (menos 2 em Lisboa).

http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=71266&seccaoid=4&tipoid=56

Fonte

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Católicos pedem a renúncia de Bento XVI

Tido, desde o início, com muito pouca capacidade midiática, Bento XVI, agora, tem dado muito que falar. Numa questão de semanas, esse intelectual tímido e introvertido vem multiplicando os escândalos. O mais recente – e não dos menores, pois concerne à sobrevivência do continente africano – suscitou um brado de indignação midiático sem precedentes.

Do mesmo modo os católicos já não suportam a situação. Nesse sentido, 55% dos católicos franceses admitem ter formado uma opinião negativa a respeito do Papa Ratzinger. Chegou-se ao grau máximo do suportável.


bento


Há mais. Hoje, 43% dos católicos franceses agora desejam que o soberano Pontífice se demita do cargo, entregando-se a uma vida reclusa, para contentamento geral. A insatisfação está longe de ser uma reação exclusivamente francesa — bem ao contrário do que, sem nenhum tato, tenta insinuar o jornal Avvenire (porta-voz da conferência episcopal italiana e de seu presidente, o Cardeal conservador Angelo Bagnasco). Na muito católica Itália, 52% dos interpelados declaram-se em total desacordo com as resoluções do Pontífice. Dentre os católicos italianos, menos da quinta parte estaria disposta a defender Bento XVI.


De todos os lados, tanto no circuito das paróquias quanto no das rádios, TVs e imprensa, já se fala abertamente no “problema Bento XVI”.


Desde a sua eleição, na primavera de 2005, esse velho Cardeal já despertara mal-estar no público, que nele observava falta de carisma e um extremo conservadorismo (mais de 1000 teólogos sob censura…). E, de fato, após alguns meses de inação, o Pontífice acabou, de fato, por revelar sua verdadeira face: rude intransigência, rígida incompreensão.


Joseph Ratzinger “não condiz com o perfil de um Papa”


Em relação a seu predecessor, João Paulo II, a presente situação é bem diversa. Ao contrário do que acontecia com o Papa anterior, não se encontram, na figura de Bento XVI — à maneira de contrapeso para os evidentes erros de algumas de suas posições, verdadeiramente inaceitáveis —, nem a irradiação de personalidade, nem um compromisso confiável no diálogo inter-religioso. Porte distinto, muito elegante, mas sem influência, Bento XVI “não condiz com o perfil de um Papa”, como se costuma dizer na Itália. Ademais, no Vaticano, não soube constituir à sua volta uma equipe habilitada para corrigir os erros, com uma atuação complementar à sua. Pelo contrário, fez-se cercar de antigos colaboradores, que sempre o sustentaram em suas [rígidas] tomadas de posição quando ainda era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.


Entretanto, mais do que as escolhas discutíveis e certamente infelizes, o que levou Bento VI a perder o rumo foi uma espécie de autismo e de retranca, uma desconfiança extrema e uma autoconfiança em suas próprias luzes. A sistemática recusa em dar ouvidos às opiniões alheias, como também em pedi-las, além de um fechamento no silêncio, tudo isso, em certa medida, explica as gafes cometidas, que são, desde logo, inequívoca expressão de um atingir um objetivo restaurador extraordinariamente reacionário e inteiramente solitário.


Positivamente, com a publicação de sua Carta, Bento XVI deixou-se superar pelos acontecimentos, e já nem sabe como enfrentar o brado de indignação que ele próprio — ingenuamente — provocou. Sua Carta de explicação sobre o caso Williamson é aflitiva. Isso porque, no fundo, Joseph Ratzinger parece não haver tirado nenhuma conclusão efetiva sobre a crise atual, revelando, assim, notória incapacidade de enfrentar um conjunto de circunstâncias, em cujo cerne, desde o início, mais do que ninguém, se acha ele diretamente envolvido.


Um Papa introvertido e confiante em suas certezas


Para convencer os demais acerca do bom fundamento de sua orientação, Bento XVI deveria ter uma percepção diferente sobre a forma de comunicar-se, aprendendo a “apanhar no ar” os projéteis que esvoaçam ao seu redor… Propriamente eis o que faz falta a esse homem de idade avançada, rebuscado e persistente, como que saído de um vitral de outros tempos, talvez de um museu.


No dia 28 de maio de 2006, Bento XVI retratou de forma errônea e inoportuna (sobretudo na boca de um alemão) os nazistas como um “bando de criminosos” que “enganou” o povo alemão. Alguns meses depois, no dia 12 de setembro de 2006, ao fazer uma alocução na Universidade de Ratisbona, associou o Islã à violência, sem ressalvas ou matizes, citando a respeito uma opinião por demais rigorosa e provocativa de Manuel II Paleólogo, imperador bizantino na Idade Média.


Em maio de 2007, visitando o Brasil, como que insensível ao charme e à acolhida calorosa desse povo entusiasta, o arguto e embaraçado Pontífice afirma que a evangelização das populações indígenas da América Latina “em nenhum momento representou uma ruptura com as culturas pré-colombianas”. Uma estupidez em face da História e um ultraje aos descendentes dessas culturas…


Mais recentemente, no dia 21 de janeiro de 2009, um decreto do Vaticano, expressamente promulgado por ele, revoga a excomunhão de quatro prelados integristas, dentre os quais D. Richard Williamson, bispo inglês inteiramente sulfuroso, notório negacionista. No episódio, o público acusa a Cúria romana — sociedade formada de celibatários, muitas vezes anciãos, conservadores obstinados, arrivistas ou testas-de-ferro, em cujo seio, contrariamente às antigas promessas, o Papa nenhuma reforma introduziu. No ambiente da Cúria, a comunicação entre os diversos dicastérios (“ministérios”) é inexistente, com intrigantes em grande número, que, a todo instante, se deixam seduzir pelo desejo de obter uma mitra ou um barrete de cardeal… No tocante ao apressado e escandaloso levantamento da excomunhão, desempenhou de modo muito autêntico o seu papel o inquietante cardeal Castrillón Hoyos, que, logo depois declararia não ver no negacionismo um problema verdadeiramente real.


Uma tal manifestação de incompetência e de espírito partidarista dessa magnitude deveria justificar, pelo menos, o imediato afastamento desse prelado, bem como de seu braço direito, o Bispo luxemburguês Camille Perl, do mesmo naipe que aquele. Contudo, ao mesmo tempo, também um outro prelado parece nada haver aprendido com a história recente. Trata-se do cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos (que, aliás, nem é situado entre os mais conservadores do Vaticano). Por disposição do Papa, ele declara justa a pena de excomunhão, lançada no Brasil por um arcebispo que todos execram (D. Cardoso Sobrinho), contra uma mãe de 9 anos que fez abortar sua filha, estuprada pelo seu padrasto e grávida de gêmeos, assim como contra os médicos responsáveis pelo aborto.


A situação chegou a tal ponto que não há mais retorno. Até um jornalista católico dentre os mais ultramontanos e conservadores, como é o caso de Patrice de Plunkett, vê-se obrigado a reconhecer que agora “é preciso mudar tudo: os métodos, as pessoas”. Conforme a observação muito acertada de Jean-Louis Schlegel, “o Papa reina, mas não governa”. Sim, este pontificado parece realmente encerrado, profundamente desacreditado. “É preciso mudar tudo…”.


De um lado, segundo o Direito Canônico, que rege a vida interna da Igreja, nenhum mortal pode destituir o Papa. De outro, mesmo supondo que essa destituição tivesse validade legal, facilmente poderíamos imaginar os consideráveis riscos de cisma e fragmentação que haveria entre os que apoiassem a destituição e os que fossem contrários. Estes alegariam que o Pontífice continua bispo de Roma, investido, pela graça de Deus, no [pleno e] ininterrupto exercício de suas funções.


Todavia, o próprio Direito Canônico atualmente em vigor, promulgado por João Paulo II, em 1983, admite a hipótese de o Papa renunciar livremente ao seu cargo por sua própria iniciativa (art. 332-2). Uma vez que acima dele não existe nenhum outro poder exceto Deus, o Soberano Pontífice não precisa obter autorização de ninguém para que a sua demissão seja aceita. Neste caso, para a validade de uma renúncia, basta, pura e simplesmente, “que seja livre e devidamente manifestada”.


No atual contexto, visto que o mundo delineado pela mídia constitui uma aldeia global, torna-se muito arriscado conservar no exercício de suas funções um Pontífice desacreditado, que arrasta consigo os demais no próprio descrédito. Como, portanto, de uns tempos para cá, a situação se modificou bastante, uma saída de cena de Bento XVI, rápida e voluntária, sinal de humildade e de verdadeiro sentido da autoridade como serviço, desbloquearia a situação, permitindo que sem tardar seja aberta uma nova página da história da Igreja. Sem isso…

http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=papa&artigo=demissao-bento-xvi&lang=bra

Fonte


segunda-feira, 2 de março de 2009

Papa aceita renúncia de bispo

O papa Bento XVI aceitou nesta segunda-feira a renúncia do bispo auxiliar de Linz, na Áustria, Gerhard Wagner, cuja nomeação causou inúmeros protestos diante das posições ultraconservadoras do religioso. Wagner ficou conhecido em 2001, quando descreveu como satânicos os livros de literatura juvenil Harry Potter.

Ele também é famoso por fazer duras críticas ao homossexualismo, o que considera uma doença que precisa de cuidados. Pouco após a passagem do furacão Katrina, que destruiu a cidade americana de Nova Orleans em 2005, Wagner disse que não se tratava de coincidência o fato de as clínicas de aborto e as casas noturnas da região terem sido destruídas. Para ele, o aumento de catástrofes naturais seria consequência da "contaminação espiritual", e não resultado do aquecimento global.

A nomeação de Wagner como bispo auxiliar pelo Vaticano foi cercada de polêmicas e sofreu críticas até mesmo da Igreja austríaca. Por isso, ele decidiu renunciar ao cargo há duas semanas.

Veja

A entrevista de Hans Küng é um erro', afirma cardeal

Houve uma longa entrevista com o teólogo suíço Hans Küng, crítica, como já o fora no passado para com Bento XVI, publicada pelo jornal La Stampa. E surge o imediato protesto do arcebispo de Turim, o cardeal Severino Poletto, e de todos os bispos piemonteses, “amargurados” pela escolha do jornal “precisamente enquanto a Igreja turinense está empenhada na preparação de uma nova Exposição do Sudário em 2010, e se prepara, naquela ocasião, para acolher com entusiasmo o Santo Padre”. A polêmica, não a única que nestes dias viu empenhado o arcebispo (precedentemente havia declarado que “orava” para que a presidente da Região, Mercedes Bresso, mudasse de idéia sobre o caso Englaro), explodiu ontem à tarde com duas notas difundidas pelas secretarias da Cúria. Não sem alvoroço por aquilo que um autorizado colaborador da Stampa, como Gianni Vattimo, já definiu como “a tentativa de censura de quem se sente atualmente em minoria”.

A reportagem é de Vera Schiavazzi e publicada pelo jornal La Repubblica, 27-02-2009. A tradução é de Benno Dischinger.

A entrevista com Küng, o principal teólogo católico do dissenso, entre os primeiros a contestar precisamente a infalibilidade papal, fora publicada na véspera pelo Le Monde e intitulada de modo análogo (“A igreja católica corre o risco de se tornar uma seita”), sem que, no entanto, nem as hierarquias católicas francesas, nem outras pessoas protestassem pela iniciativa do cotidiano de Paris. Ponto central do colóquio, a revogação da excomunhão, e a subseqüente correção de rota, para o bispo lefebvriano negacionista Richard Williamson: “Também se o Papa não tinha conhecimento dos discursos negacionistas e ele pessoalmente não seja anti-semita, todos sabem que aqueles quatro bispos o são – declarou Küng -. O problema fundamental é a oposição ao Concílio Vaticano II e a recusa de uma nova relação com o judaísmo: um Papa alemão deveria ter avaliado melhor a questão e mostrar-se privo de ambigüidade sobre o Holocausto, como prontamente o fez a chanceler Angela Merkel”.

Palavras mais que suficientes, uma vez que a entrevista foi republicada no cotidiano turinense, para impelir Poletto a manifestar “desconcerto e amargura” e a convidar os fiéis “neste tempo de Quaresma a rezar para que o Senhor dê ao Santo Padre o seu conforto e lhe faça sentir toda a nossa proximidade e total sintonia com o seu Magistério”. “Espero – acrescentou o Cardeal – um comportamento bem mais atento para com a Igreja católica. Turim ama o Papa e o aguarda com afeto”. Palavras análogas chegaram da Conferência episcopal piemontesa: “Um ataque infundado que alimenta a desinformação. Causa-nos estranheza que um jornal como La Stampa não saiba avaliar posições que gostariam de se apresentar como abertas e inovadoras e acabam sendo, ao invés, repetitivas, provincianas e descontadas”.

Foi pronta e nítida a réplica de Giulio Anselmi, diretor do cotidiano do Grupo Fiat: “Hans Küng é um grande teólogo e intelectual que teve com este Papa relações diversificadas e nem sempre negativas. Disse coisas interessantes e nós as publicamos, sendo de meu desagrado que o cardeal Poletto se irrite com isso. Mas, é correto que cada um exprima o seu ponto de vista: também o cardeal, figura de suma autoridade, que de resto dispõe de um jornal próprio, como qualquer outro. Temos leitores de vários tipos, e só podemos ter um comportamento laico”. Para o filósofo Gianni Vattimo, “estamos diante da censura, da decapitação de cada possível debate. O típico delírio de onipotência de quem está perdendo toda autoridade”. Enquanto o constitucionalista Gustavo Zagrebelsky observa: “Numa democracia, às críticas dever-se-ia responder com argumentos, e não se declarando ofendidos. O respeito ao Papa, como a todos, é um dever, mas é normal que a sociedade civil se interesse por aquilo que ocorre na igreja católica, precisamente como acontece o inverso. Dir-se-ia que é a igreja que ainda não está habituada com isso”.

IHU