Este Blog permanece ativo 24 horas por dia e somente informa os que aqui chegam, com assuntos que circulam pela internet e jornais. Não categoriza nem afirma isso ou aquilo como verdade absoluta. Não pretende desenvolver uma doutrina, nem convencer ninguém. Mas apenas que possamos refletir em assuntos importantes de nosso dia-a-dia. Portanto, tudo que for postado são de conteúdo informativo, cabendo a cada um ter suas próprias conclusões.
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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Papa celebra missa junto com ativista gay


LifeSiteNews, que é o maior portal católico pró-vida do mundo, noticiou sobre o Papa Francisco celebrando missa com o Pe. Michele, um dos maiores ativistas homossexuais da Itália.


Papa Francisco I beija mão de Pe. Michele, notório ativista homossexual da Itália

Papa Francisco I beija mão de Pe. Michele, notório ativista homossexual da Itália
Meses atrás, o papa foi capa da maior revista homossexual do mundo — gesto significativo dos ativistas gays americanos, que acham que esse papa tem muito mais a favor do que contra sua causa.

Se Jesus estivesse no lugar do papa diante do Pe. Michele, o que Ele faria? Ele diria: “Você não precisa de cargo de padre, bispo ou pastor. Você precisa ser liberto da opressão do pecado homossexual. Você quer ser liberto?”

Se a resposta fosse sim, Jesus o libertaria e diria: “Venha e siga-me. Vou lhe ensinar a ser meu discípulo.”

Se a resposta fosse não, Jesus diria: “Você não pode ser padre, bispo e pastor e ao mesmo tempo viver debaixo da opressão do homossexualismo. Como você poderá libertar os cativos e destruir as obras do diabo com a autoridade do Meu Nome se você é cativo e as obras do diabo não foram destruídas em sua vida?”

Enquanto o padre ativista gay não é liberto, o mínimo que se poderia fazer por ele é não mantê-lo no cargo de padre.

Só não vou fazer uma crítica pesada porque esse é um problema do quintal católico. As críticas pesadas deixo para o quintal evangélico.


Papa Francisco I realiza missa com Pe. Michele

Eis agora o trecho principal do artigo “Pope kisses the hand of, concelebrates mass with pro-homosexual activist priest” de LifeSiteNews, traduzido por mim:

O Papa Francisco causou espanto no começo de maio ao concelebrar missa com um padre que é um dos principais ativistas homossexuais da Itália e está fazendo campanhas para que a Igreja Católica mude seu ensino sobre a homossexualidade. 
O papa também beijou a mão do padre. Em 6 de maio, Francisco recebeu o padre de 93 anos que cofundou Agedo Foggia, uma organização de ativistas homossexuais que se opõe ao ensino da Igreja Católica.

O Pe. (Don) Michele de Paolis concelebrou missa com o Papa Francisco no Domu Santa Marta e então deu de presente ao pontífice um cálice de madeira, um pratinho e um exemplar de seu mais recente livro “Querido Don Michele — perguntas para um padre inconveniente.”

Num livro anterior, Don Michele escreveu: “o amor homossexual é um do de (Deus) que em nada é inferior ao amor heterossexual.”

Julio Severo

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Quem disse que não haveria reunião de Papas?



Papa Francisco se reúne com  Papa Emeritus Bento XVI no Castel Gandolfo, na Itália, em 23 de março de 2013 para um animado Bate Papas.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

VATICANO - O problema da Pedofilia e abuso de autoridade na Igreja Católica Romana

O Cardeal austríaco Christoph Schoenborn fala durante um culto na igreja, sobre o que foi revelado recentemente nos casos de abuso infantil na Igreja Católica Romana, em Viena, em 2010.

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REUTERS / Peter Bader-Heinz Por Philip Pullella Philip Pullell

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - A briga interna da Igreja Católica sobre o tratamento dos seus escândalos de abuso sexual tem aumentado a um novo nível, com um acusando o outro de cardeal cover-up.

As acusações foram levantadas pelo Cardeal Christoph Schoenborn de Viena contra o cardeal italiano Angelo Sodano, que serviu por 16 anos - 1990-2006 como secretário de Estado no Vaticano, essa é a segunda mais importante posição.

Schoenborn, que supostamente, em uma conversa privada com editores de jornais austríacos no mês passado, acusou Sodano de bloquear uma investigação contra ex-cardeal austríaco HansHermann Groer.

A agência de notícias católica austríaca Kathpress publicou um resumo da conversa no sábado último, em jornais italianos, dando-lhe cobertura e destaque na sua edição de domingo.

Groer deixou o cargo de arcebispo de Viena, em 1995, após alegações de que havia abusado sexualmente de jovens seminaristas no passado. Ele morreu em 2003, nunca admitindo a culpa..

Schoenborn disse aos jornalistas que o cardeal Joseph Ratzinger, quando dirigiu o departamento doutrinário do Vaticano, e agora é papa, queria uma investigação completa de Groer em 1995, mas foi bloqueado por Sodano, segundo Kathpres.

" A disputa ganhou as páginas de muitos jornais, como o conservador Il Giornale "A guerra no Vaticano contra a pedofilia".

De acordo com Kathpress, Schoenborn criticou Sodano por declarar que as denúncias de abuso sexual aram como "fofocas mesquinhas", quando se dirigiu ao papa no início do mês na missa de domingo passado no Vaticano.

SODANO é acusado

No mês passado, no National Catholic Reporter, uma Edição nos Estados Unidos, publicou uma série de artigos onde diz que que Sodano fechou os olhos para outro caso de abuso sexual quando servia no Vaticano, no período de 1990-2006.

Esse caso envolveu o Pe. Marcial Maciel, fundador da ordem dos Legionários de Cristo sacerdotal, que foi denunciado de ser um molestador sexual e ter sido pai de pelo menos um filho.

Isso levou o Vaticano a dizer que as acusações contra ele, que morreu em 2008, eram verdadeiras.

Vários editoriais mostram que as acusações contra Sodano revelou a profundidade da crise sobre da pedofilia na Igreja.

Sábado, 08, o papa aceitou a renúncia de Dom Walter Mixa de Augsburg, o primeiro bispo a reconhecer sua culpa e renunciar ao cargo na Alemanha por causa do escândalo que abalou a Igreja em vários países europeus e nos Estados Unidos.

Mixa tinha admitido a bater em alunos e agora está sendo investigado por acusações de abuso sexual, revelam o Ministério Público alemão e funcionários da igreja.

Nas últimas semanas, um bispo belga renunciou após admitir ter abusado sexualmente de um menino, e três bispos irlandeses afastados por envolvimento em casos de abuso sexual.

Bispos belgas fizeram uma visita de uma semana no sábado ao Vaticano para uma conferência com a imprensa, em que se falou sobre a dor provocada pelo escândalo que levou à renúncia no mês passado do bispo de Bruges, Vangheluwe Roger, que deixou o cargo após admitir que tinha abusado sexualmente de um menino anos atrás.

(Editado por Maria Golovnina)

Papa Bento XVI com os bispos poses Bélgica ...
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Papa Bento XVI com os bispos Belgas , no Vaticano, sábado, 8 de maio de 2010, onde a Igreja tem sido abalado por recentes alegações de abuso por parte de sacerdotes e bispos.

(Foto: AP / L'Osservatore Romano, ho)

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Nesta foto fornecida pelo jornal do Vaticano Osservatore Romano o Arcebispo de Bruxelas Andre Leonard, de pé, aborda o Papa Bento XVI no Vaticano, sábado 8 de maio de 2010.

(Foto: AP / L'Osservatore Romano, ho)

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Esta foto de 1986 lançado por Bill <span class=
Esta foto de 1986 lançado por Bill <span class=

Estas fotos acima, de 1986 por Bill Nash, mostra o reverendo James Tully nos Seminário dos Padres Missionários Xaverianos em Milwaukee, um ano depois que ele voltou de Serra Leoa, onde cumpriu uma condenação nos E.U. por dar alcool a amenores e apalpa-los. A igreja enviou Tully de volta à Serra Leoa para uma segunda temporada 1994-1998. Ele está segurando fotografias da aldeia onde ele fez o trabalho missionário na Serra Leoa. Tully é um exemplo de como a igreja transferiu padres abusadores de país para país, em um escândalo que se alastrou para o mundo todo.

(AP Foto / Bill Nash)

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Da esquerda, Liege Bispo Aloysius Jousten, Arcebispo de Bruxelas Andre Leonard, bispo de Tournai e Guy Harpigny Antwerpen e o bispo Johan Bonny, durante uma conferência de imprensa no Vaticano, sábado, 8 de maio, 2010.

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O Arcebispo de Bruxelas Andre Leonard, à esquerda, chega para para a conferência de imprensa no Vaticano, sabado, 8 de maio de 2010.

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Walter Mixa, bispo católico de Augsburg, aguarda, no início da Primavera, a Assembleia da Conferência Episcopal alemã, em Hamburgo, norte da Alemanha. Ele está sendo investigado pelo Ministério Público por denuncia de abuso sexual. Bento XVI aceitou formalmente sua oferta de renúncia feito em 21 de abril. Mixa também está sob investigação por alegada má conduta financeira em uma casa de abrigo para crianças sob sua direção. Ele admitiu ter batido em crianças quando ele era um sacerdote, mas seu advogado, negou relatos da imprensa, mas os promotores estão investigando a denúncia sobre o abuso sexual. (Foto: AP Focke Strangmann / Arquivo)

Tradução: Vulcão Ativo

Original em Inglês: Aqui


sábado, 29 de agosto de 2009

“Caritas in veritate” é recomendada por líderes evangélicos americanos

Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis (II Timóteo 3 : 1)

Várias personalidades do mundo protestante, conhecidos como líderes moraes, do sistema religioso babilônico americano aplaudiram e recomendam para suas igrejas os princípios da encíclica de Bento XVI “ Caritas in veritate”.

A declaração chamada Doing the Truth in Love (Fazendo a Verdade no Amor) pede que todos os cristãos se sensibilizem com a encíclica. Abaixo segue um trecho do documento:

“ …Exortamos os cristãos em toda parte, mas especialmente os nossos companheiros evangélicos no Norte global, para ler, enfrentar, e responder a Caritas in veritate e sua identificação da chamada gêmeo do amor e da verdade em nossas vidas como cidadãos, empresários, trabalhadores e, Mais fundamentalmente, como seguidores de Cristo…”

Os líderes evangélicos americanos também apóiam a criação de um socialismo teocrático controlado por Bento XVI para criar uma nova comunidade mundial:

“…Caritas in veritate propõe um modelo integral de desenvolvimento humano no contexto da globalização “, a expansão da interdependência mundial.” Afirmamos com esta encíclica que a globalização deve se tornar uma pessoa “centrada na comunidade e orientada para o processo de integração….”

Esse convívio ecumênico é uma obediência direta as leis do artigo k-75 Kitáb-i-aqdas (Apocalipse 10):

K-75(…) Convivei, pois, com os seguidores de todas as religiões, e proclamai a Causa de vosso Senhor, o Mais Compassivo. É esse o próprio diadema de todos os atos, se sois dos que compreendem(..)

Somente com a unidade, a causa de Baha’u’llah descrita acima, bem estabelecida acontecerá a sua manifestação espiritual. Isso é necessário para que se cumpra a profecia da Bíblia abaixo, pois primeiro vem a apostasia e depois a manifestação espíritual:

Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, (II Tessalonicenses 2 : 3)

Esse apoio ao Papa pelos americanos é extremamente grave, pois os líderes evangélicos de lá são aclamados como deuses por muitos brasileiros, ou seja vários desses líderes vão promover a mudança de comportamento por aqui.

  1. Adel Abadeer, Associate Professor of Economics, Calvin College (Grand Rapids, MI)
  • Roy Berkenbosch, Director, Micah Center, King’s University College (Edmonton, AB)
  • Elwil Beukes, Professor of Economics, The King’s University College (Edmonton, AB)
  • Daniel K. Bourdanné, General Secretary, International Fellowship of Evangelical Students (Oxford, UK)
  • James Bradley, Professor of Mathematics & Statistics Emeritus, Calvin College (Grand Rapids, MI)
  • Paul Brink, Associate Professor of Political Studies, Gordon College (Wenham, MA)
  • Joe Carter, Web Editor, First Things (Manassas, VA)
  • Jonathan Chaplin, Director, Kirby Laing Institute for Christian Ethics (Cambridge, UK)
  • J. Daryl Charles, Director and Senior Fellow, Bryan Institute for Critical Thought & Practice (Dayton, TN)
  • Richard Cizik, President, The New Evangelicals (Washington, DC)
  • Bruce J. Clemenger, President, Evangelical Fellowship of Canada (Markham, ON)
  • Javier Comboni, Jean & E. Floyd Kvamme Professor of Political Economy, Wheaton College (Wheaton, IL)
  • Justin D. Cooper, President, Redeemer University College (Ancaster, ON)
  • Paul R. Corts, President, Council for Christian Colleges and Universities (Washington, DC)
  • Janel Curry, Byker Chair in Christian Perspectives on Political, Social, and Economic Thought, Calvin College (Grand Rapids, MI)
  • Calvin B. DeWitt, Professor of Environmental Studies, University of Wisconsin-Madison (Madison, WI)
  • Brian Dijkema, Labour Activist (Ottawa, ON)
  • Joel Edwards, International Director, Micah Challenge (London, UK)
  • Jacob P. Ellens, Vice President, Academic, Redeemer University College (Ancaster, ON)
  • Bruce Ellis Benson, Professor of Philosophy, Wheaton College (Wheaton, IL)
  • Janet Epp Buckingham, Director, Laurentian Leadership Centre (Ottawa, ON)
  • James Featherby, Fellow, London Institute for Contemporary Christianity (London, UK)
  • Harry Fernhout, President, The King’s University College (Edmonton, AB)
  • Brian T. Fikkert, Associate Professor of Economics & Community Development, Covenant College (Lookout Mountain, GA)
  • Richard L. Gathro, Dean, Nyack College (Washington, DC)
  • Ivy George, Professor of Sociology and Social Work, Gordon College (Wenham, MA)
  • Michael W. Goheen, Geneva Professor of Worldview and Religious Studies, Trinity Western University (Langley, BC)
  • Bob Goudzwaard, Emeritus Professor of Economics and Cultural Philosophy, Free University of Amsterdam (Netherlands)
  • Andy Hartropp, Research Tutor in Development Studies, Oxford Centre for Mission Studies (Oxford, UK)
  • Peter S. Heslam, Transforming Business, University of Cambridge (Cambridge, UK)
  • John Hiemstra, Dean, Faculty of Social Science, The King’s University College (Edmonton, AB)
  • Roland Hoksbergen, Professor of Economics and International Development, Calvin College (Grand Rapids, MI)
  • Dennis Hoover, Vice President for Research and Publications, Institute for Global Engagement (Washington, DC)
  • Robert Joustra, Researcher, Cardus (Hamilton, ON)
  • Timothy A. Kelly, Director, DePree Center Public Policy Institute (Pasadena, CA)
  • David T. Koyzis, Professor of Political Science, Redeemer University College (Ancaster, ON)
  • Tracy Kuperus, Associate Professor, International Development Studies, Calvin College (Grand Rapids, MI)
  • Jamie McIntosh, Executive Director, International Justice Mission Canada (London, ON)
  • Ruth Melkonian-Hoover, Assistant Professor of Political Studies, Gordon College (Wenham, MA)
  • George N. Monsma, Jr., Professor of Economics, Emeritus, Calvin College (Grand Rapids, MI)
  • Stephen V. Monsma, Research Fellow, The Henry Institute, Calvin College (Grand Rapids, MI)
  • Richard Mouw, President, Fuller Theological Seminary (Pasadena, CA)
  • Bryant L. Myers, Professor of International Development, Fuller Theological Seminary (Pasadena, CA)
  • David K. Naugle, Professor of Philosophy, Dallas Baptist University (Dallas, TX)
  • David Neff, Editor in Chief, Christianity Today (Carol Stream, IL)
  • Ray Pennings, Director of Research, Cardus (Calgary, AB)
  • Michael Pollitt, Reader in Business Economics, Judge Business School, University of Cambridge (U.K.)
  • Dan Postma, Managing Editor, Comment Magazine (Hamilton, ON)
  • Vinoth Ramachandra, Author, Subverting Global Myths (Colombo, Sri Lanka)
  • Jonathan S. Raymond, President, Trinity Western University (Langley, BC)
  • Paul W. Robinson, Director, Human Needs and Global Resources Program, Wheaton College (Wheaton, IL)
  • Duncan Roper, Former Professor of Mathematics, University of Western Sydney (now resident of Martinborough, NZ)
  • Michael Schluter, Chairman, Relationships Foundation International (Cambridge, UK)
  • Chris Seiple, President, Institute for Global Engagement (Washington, DC)
  • Timothy Sherratt, Professor of Political Studies, Gordon College (Wenham, MA)
  • Ronald J. Sider, President, Evangelicals for Social Action (Philadelphia, PA)
  • James W. Skillen, President, Center for Public Justice (Washington, DC)
  • John G. Stackhouse, Jr., Sangwoo Youtong Chee Professor of Theology and Culture, Regent College (Vancouver, BC)
  • Glen Harold Stassen, Lewis B. Smedes Professor of Christian Ethics, Fuller Theological Seminary (Pasadena, CA)
  • Elaine Storkey, President, Tearfund (London, UK)
  • Alan Storkey, Economist (Cambridge, UK)
  • Gideon Strauss, President (designate), Center for Public Justice (Washington, DC)
  • Robert Sweetman, Academic Dean and Acting President, Institute for Christian Studies (Toronto, ON)
  • Steven Timmermans, President, Trinity Christian College (Palos Heights, IL)
  • Michael Van Pelt, President, Cardus (Hamilton, ON)
  • Jim Wallis, President, Sojourners (Washington, DC)
  • Alissa Wilkinson, Associate Editor, Comment Magazine (Brooklyn, NY)
  • Paul Williams, David Brown Family Chair of Marketplace Theology and Leadership, Regent College (Vancouver, BC)

Referência:

http://www.cpjustice.org/doingthetruth

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Brasil x Vaticano 2

Segundo pesquisa, favorecimento a uma crença faz fiéis discordarem de pacto do governo com o Vaticano

Pesquisa do instituto Ibope feita a pedido da organização não governamental Católicas pelo Direito de Decidir aponta que 75% dos católicos entrevistados discordam ou pelo menos têm restrições a um acordo fechado com apenas uma religião. O levantamento foi realizado para tratar do acordo bilateral assinado entre o governo brasileiro e o Vaticano, que agora tramita no Congresso.

Aprovada na semana passada pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, a proposta tem 20 artigos que criam um estatuto jurídico e dão direitos à Igreja Católica no Brasil. Entre outros pontos regulamenta a forma do ensino religioso nas escolas públicas, prevê que o casamento oficiado pela igreja, caso siga também as exigências do direito civil, tenha valor jurídico e estabelece que o Estado brasileiro vai ajudar a preservar os bens móveis e imóveis, como igrejas e obras de arte.

A pesquisa do Ibope, no entanto, mostra que a proposta de dar privilégios a uma única religião desagrada à maior parte dos entrevistados, mesmo aqueles que poderiam, em tese, ter seu credo beneficiado. Entre os católicos, 44% acreditam que um acordo bilateral não deveria existir porque o Estado brasileiro não tem religião oficial. Outros 31% acham que aprovar um acordo desse tipo desrespeita as demais religiões.

O porcentual sobe quando as perguntas são feitas a pessoas de outra fé, como os evangélicos. Mas é maior ainda entre aqueles que se dizem agnósticos, ateus ou de religiões com menos expressão no Brasil, como espíritas e budistas. Entre esses, 82% reprovam o acordo.

"É um acordo totalmente inadequado e absolutamente na contramão do processo histórico. A cultura brasileira é de enorme tolerância religiosa. Dar privilégios a uma única religião vai contra a Constituição", diz Maria José Rosado, coordenadora da ONG Católicas pelo Direito de Decidir.

Para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), não há privilégios no acordo - a não ser pelo fato de que a religião católica é um Estado e, como tal, pode assinar um acordo bilateral com o governo brasileiro, o que não acontece com outras religiões. "A concessão de privilégios é uma mentira. Tudo o que está no acordo está na legislação brasileira. Se não agrada, então é preciso mudar a lei", diz dom Orani João Tempesta, presidente da comissão episcopal pastoral de educação, comunicação e cultura e arcebispo do Rio.

Já o Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), que divulgou ontem uma nota na imprensa, vê o acordo como discriminação às outras religiões. "O Estado é laico, não pode privilegiar ninguém. Eu não quero privilégios para os evangélicos, mas não pode um Estado teocrático fazer um acordo desses com um Estado democrático", afirma a o pastor Silas Malafaia, vice-presidente do Cimeb. O texto terá de passar pelas comissões de Educação, Trabalho e Constituição e Justiça, antes de ir ao plenário. Depois, o mesmo processo se repete no Senado.

Fonte

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Brasil x Vaticano


Apesar da oposição de igrejas cristãs tradicionais, igrejas evangélicas e grupos ateus, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou parecer recomendando a ratificação da Concordata firmada no final do ano passado entre o Brasil e o Vaticano. A proposta vem tramitando em regime de urgência, sob forte pressão da Igreja Católica, e, graças a um acordo de lideranças, poderá ser submetida à votação de plenário nos próximos dias. Se for aprovada, seguirá para o Senado.

Envolvendo temas que sempre deram margem a polêmicas, como ensino religioso nas escolas públicas de um Estado laico, os 20 artigos da Concordata assinada pelo presidente Lula e pelo papa Bento XVI foram negociados durante um ano. Sob a justificativa de reunir leis esparsas e dar forma jurídica a um intercâmbio que já existia, a iniciativa partiu do Vaticano. Durante as negociações, o Itamaraty recusou as propostas de oficialização de feriados católicos e permissão para a entrada de missionários em áreas indígenas, mas acatou as demais solicitações do Vaticano.

Além da questão do ensino religioso, três pontos do acordo merecem destaque. O primeiro é a concessão de isenção fiscal para rendas e patrimônio de pessoas jurídicas eclesiásticas. O segundo é a manutenção, com recursos do Estado brasileiro, do patrimônio cultural da Igreja Católica, como prédios, acervos e bibliotecas. O terceiro é isenção para a Igreja Católica de cumprir as obrigações impostas pelas leis trabalhistas brasileiras.

Independentemente de suas implicações morais, essas três concessões ao Vaticano esbarram em problemas jurídicos e são incompatíveis com o Estado laico que nossas Constituições consagram desde a proclamação da República, no final do século 19. A concessão de isenção fiscal para pessoas jurídicas eclesiásticas, por exemplo, pode abrir um perigoso precedente, pois as demais igrejas sentir-se-ão estimuladas a invocar o princípio da isonomia para exigir o mesmo benefício.

A Constituição, na alínea b do inciso VI do artigo 150, proíbe a União de instituir impostos sobre "templos de qualquer culto". Tributaristas alegam que o texto da Concordata é impreciso, abrindo campo para a ampliação do benefício, que poderia ser aplicado não só aos templos, mas a todos os negócios da Igreja Católica, que é dona de editoras, rádios e escolas. Além disso, que medidas legais poderão ser tomadas pelo Estado brasileiro no caso de mau uso da isenção fiscal de receitas e ativos da Igreja Católica?

No que se refere à manutenção do patrimônio cultural da Igreja Católica com dinheiro dos contribuintes - muitos dos quais, diga-se, são ateus ou seguidores de outras religiões -, os problemas jurídicos são ainda mais graves. O artigo 19 da Constituição é preciso ao determinar que o Estado não pode "subvencionar igrejas". E, mesmo que pudesse, faz sentido destinar recursos públicos para o custeio de bens que, segundo a Concordata, permanecerão sob gestão, custódia e salvaguarda de ordens religiosas? A Igreja Católica terá de se submeter à fiscalização dos Tribunais de Contas, como a lei brasileira prevê, ou gozará de autonomia, valendo-se da condição ambígua de ser formalmente subordinada ao Estado do Vaticano?

Por fim, ao eximir a Igreja Católica de obrigações trabalhistas, classificando a relação jurídica de padres e freiras como "vínculo não empregatício", sob a justificativa de que eles exercem uma função "peculiar", de "caráter apostólico, litúrgico e catequético", a Concordata comete dois pecados jurídicos. Além de dar tratamento privilegiado à Igreja Católica enquanto empregadora, violando o princípio da igualdade das partes perante a lei, ela não pode passar por cima dos dispositivos do artigo 5º da Constituição que asseguram o livre acesso à Justiça e determinam que "a lei não excluirá da apreciação do Judiciário lesão ou ameaça ao direito". Como é "cláusula pétrea", o artigo não pode ser revogado.

Evidentemente, as chancelarias do Brasil e do Vaticano estavam conscientes desses problemas quando negociaram a Concordata. Talvez tenha sido por esse motivo que o texto tenha ficado muito retórico. A retórica parece ter sido a estratégia para tentar contornar os problemas jurídicos mais gritantes do acordo firmado por Lula e Bento XVI.

Fonte

Essa é Boa - Santa Sé Elogia o Bruxo.


O novo filme de Harry Potter, que está batendo recordes de bilheteria, é o melhor da série, afirmou o jornal do Vaticano, ''L'Osservatore Romano'', apesar da dura condenação feita no passado contra a saga pelo cardeal Joseph Ratzinger, atual papa Bento XVI.

"Harry Potter e o enigma do príncipe" foi elogiada pelo jornal vaticano por sua capacidade de "misturar suspense com romantismo". "A mistura de suspense sobrenatural e romantismo é equilibrada, por isso as aventuras dos protagonistas são verdadeiras ", afirma o ''L'Osservatore Romano''.

Ao contrário dos outros episódios, o jornal da Santa Sé admite que novo filme evita "convidar os jovens e eludir realidade ou a acreditar em poderes sobrenaturais ". Para a Igreja católica, as sequências anteriores de ''Harry Potter'' pecavam por ser "anticristãs" e "pouco educativas".

Com esta reabilitação do filme, a Igreja católica tenta se aproximar dos milhões de adolescentes de todo o mundo fascinados com saga do jovem bruxo. Mas em 2003, o então cardeal Ratzinger não pensava assim.

"Esse filme corrompe a alma dos jovens cristãos em uma idade delicada, já que ainda não se formou ", escreveu na ocasião o atual Papa.



terça-feira, 18 de agosto de 2009

O acordo entre a “santa sé” e as forças armadas

Em sua epístola Lawh in pap, Baha’u’llah oferece ao Papa (seja ele quem for na época da sua manifestação espiritual) o cargo de líder supremo das religiões, mas como o vaticano também é um Estado, as concordatas militares da “santa sé” estão abrindo as portas para um perseguição em massa descrita no livro de Apocalipse:

Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos. (Apocalipse 13 : 10)

Vários artigos da concordata darão poderes ao papa em um futuro próximo para acionar o exército mundial de Baha’u’llah , por exemplo: No Artigo 1 e no parágrafo dois está escrito o seguinte: “ O Ordinariado Militar canonicamente assimilado às dioceses, será dirigido por um Ordinarido Militar que gozará de todos os direitos”

A concordata não deixa claro quais são – todos os direitos, ou seja, se um ordinário católico molestar alguém durante uma lei marcial estará livre de julgamento.

No ARTIGO II, a concordata prevê a sede do militarismo católico em Brasília: “A Sede do Ordinariado Militar e de sua Cúria será no Estado-Maior das Forças Armadas em Brasília, Distrito Federal”

No Artigo XIII a “Santa sé” se isenta das despesas com seus ordinários transferindo-as para os cofres públicos:

ARTIGO XIII – Competirá ao Estado-Maior das Forças Armadas, respeitadas as suas limitações, prover os meios materiais, orçamentários e de pessoal necessário ao funcionamento da Cúria do Ordinário Militar.

O segredo das concordatas estão nas minúcias que passam despercebidas, pois essas estão transferindo poderes jamais vistos ao Papa.

HItler_pioXII

Tudo isso que está acontecendo não é diferente dos tempos nazistas. Parece que o livro “ O Papa de Hitler” ( Título em Inglês: Hitler’s pope – The secret history of Pio XII) era apenas um ensaio do que acontecerá. (clique aqui para ver mais artefatos nazis) :

ACORDO ENTRE A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E A SANTA SÉ SOBRE ASSISTÊNCIA RELIGIOSA ÀS FORÇAS ARMADAS

A República Federativa do Brasil e A Santa Sé

Desejosas de promover, de maneira estável e conveniente, e assistência religiosas aos fiéis católicos, membros das Forças Armadas brasileiras, Acordam o seguinte teor:

ARTIGO I

1. A Santa Sé constituíra no Brasil um Ordinariado Militar para a assistência religiosa aos fiéis católicos, membros das Forças Armadas,

2. O Ordinariado Militar canonicamente assimilado às dioceses, será dirigido por um Ordinarido Militar, que gozará de todos os direitos e estará sujeito a todos os deveres dos Bispos diocesanos

ARTIGO II

A Sede do Ordinariado Militar e de sua Cúria será no Estado-Maior das Forças Armadas, em Brasília, Distrito Federal, sendo-lhe pelo Exército Brasileiro o uso provisório do Oratório do Soldado.

ARTIGO III

1. O Ordinário Militar deverá ser brasileiro nato, terá a dignidade de Arcebispo e ficará vinculado administrativamente ao Estado Maior das Forças Armadas, sendo nomeado pela Santa Sé, após consulta ao Governo brasileiro.

2. O Ordinário Militar não acumulará esse encargo com o governo de outra sede diocesana.

ARTIGO IV

O Ordinário Militar será coadjuvado por Vigários Gerais respectivamente para a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, por ele indicados de comum acordo com Forças Singulares.

ARTIGO V

1. A Jurisdição eclesiástica do Ordinário Militar é pessoal, ordinária e própria, segundo as normas canônicas.

2. No eventual impedimento do Ordinário Militar, exercerá sua jurisdição o Bispo diocesano, a convite das autoridades militares ou após entendimento com elas, devendo o mesmo ocorrer com o Pároco local, no impedimento do Capelão católico.

ARTIGO VI

Para efeito de organização religiosa, serão assistidos pelo Ordinariado Militar os fiéis católicos:

a. integrantes das Organizações Militares das Forças Armadas, bem como seus parentes e empregados que habitem sob o mesmo teto;

b. homens e mulheres, membros ou não de algum instituto religioso, que desempenhem de modo estável funções a eles confiadas pelo Ordinário Militar, ou com seu consentimento.

ARTIGO VII

1. Ao serviço religioso do Ordinariado Militar serão destinados sacerdotes do clero secular ou religioso, os quais formarão o seu Presbitério, sendo que os primeiros poderão ser Incardinados no Ordinariado ,segundo as normas do Direito Canônico.

2. Os sacerdotes estavelmente designados para o serviço religioso das Forças Armadas serão denominados Capelães Militares, e terão os direitos e deveres canônicos análogos aos dos Párocos.

ARTIGO VIII

A admissão e o acesso dos Capelães Militares no quadro da respectiva Força Singular far-se-á nos termos da legislação específica brasileira, sendo de competência do Ordinário Militar a concessão da provisão canônica.

ARTIGO IX

O Capelão Militar católico, no exercício de suas atividades militares, subordinar-se-á a seus superiores hierárquicos; no exercício de sua atividade pastoral, seguirá a orientação e prescrições do Ordinário Militar, conforme as normas do Direito Canônico.

ARTIGO X

1. As sanções disciplinares de caráter militar aplicável aos Capelães Militares obedecerão à legislação pertinente, observada a condição peculiar do transgressor, e serão comunicadas ao Ordinário Militar.

2. As sanções disciplinares de caráter canônico serão de competência do Ordinário Militar, que comunicará a decisão à autoridade militar competente para as providências cabíveis.

ARTIGO XI

Quanto à admissão e número de Capelães Militares católicos, valerá a proporcionalidade fixada pela legislação em vigor no Brasil.

ARTIGO XII

As eventuais controvérsias, relacionadas com o serviço ou atribuições pastorais dos Capelães Militares católicos, deverão ser dirimidas mediante entendimento entre o Ministério Militar respectivo e o Ordinariado Militar.

ARTIGO XIII

Competirá ao Estado-Maior das Forças Armadas, respeitadas as suas limitações, prover os meios materiais, orçamentários e de pessoal necessário ao funcionamento da Cúria do Ordinário Militar.

ARTIGO XIV

Na hipótese de dúvida sobre a interpretação ou aplicação dos termos do presente Acordo, as Altas Partes Contratantes buscarão a solução por mútuo entendimento.

ARTIGO XV

O atual Arcebispo Militar será confirmado pelo Governo brasileiro como Ordinário Militar.

ARTIGO XVI

O presente Acordo entrará em vigor na data de sua assinatura, podendo ser denunciado por qualquer das Altas Partes Contratantes, por via diplomática, com um ano de antecedência.

Feito em Brasília, aos 23 dias do mês de outubro de 1989, em dois textos em português.

PELA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL:Paulo Tarso Flecha de Lima PELA SANTA SÉ:Dom Carlos Furno

http://www2.mre.gov.br/dai/b_santa_03_3677.htm

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Vaticano inaugura “Big Brother” católico na Web em casa de veraneio do Papa Bento 16

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O anúncio do “Big Brother” católico foi feito nesta quarta-feira (5).

A câmera foi instalada na residência de veraneio do Papa Bento 16, nos jardins do Cartel Gandolfo, que fica localizado a aproximadamente 30km de Roma.

A idéia é permitir a conexão dos fiéis católicos a fim de assistir o pontífice fazendo seus passeios.

De acordo com o jornal “L’Osservatore Romano”, já há outras cinco câmeras espalhadas pela cidade do Vaticano que já são bem populares na internet.

As imagens do “Big Brother” católico podem ser vistas no site oficial do Vaticano http://www.vaticanstate.va/IT/homepage.htm

Mega

terça-feira, 9 de junho de 2009

O Relatório ficou Pronto - E o Papa ficou visivelmente abalado


Dublin- O Papa Bento 16 estava bem perturbado com as revelações de que padres e freiras violentaram e abusaram de crianças por vários anos em escolas industriais irlandesas, disse a Arquidiocese Católica de Dublin nesta segunda-feira.

Um angustiante relatório sobre o abuso sucessivos do antigo sistema de escolas industriais e reformatórios na Irlanda chocou o país e pôs pressão para que ordens religiosas que administravam as escolas paguem mais compensações.

"Ele estava visivelmente muito perturbado, eu diria, em ouvir algumas das coisas que foram apontadas no Relatório Ryan e como as crianças sofreram", disse o arcebispo Diarmuid Martin.

Martin e o líder da Igreja Católica na Irlanda, cardeal Sean Brady, se encontraram com o pontífice na semana passada para actualizá-lo sobre a repercussão do relatório, que foi assinado por Sean Ryan, da Suprema Corte de Justiça.

O relatório não identificou nenhum dos acusados de abusos após uma acção legal pelos Irmãos Cristãos, uma ordem católica, que impediu a divulgação dos nomes.

As 18 ordens apontadas no relatório, incluindo os Irmãos Cristãos, disseram que pagarão mais compensações às milhares de vítimas após pressão pública e política.

Em 2002, um acordo nivelou a contribuição para um fundo de compensação em 175,7 milhões de dólares. O valor total agora deve ultrapassar 1 bilião de euros.

Nos Estados Unidos, a Arquidiocese Católica Romana de Los Angeles concordou em 2007 em pagar 660 milhões de dólares à 500 vítimas no maior valor já acertado para tal tipo de indemnização.

O relatório irlandês detalhou surras, trabalho escravo e violência sexual por padres durante o século 20, descrevendo em milhares de páginas como crianças também foram vítimas de parentes adoptivos e voluntários.


Angop

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Papa abandona reunião em protesto por declarações de líder muçulmano

Bento XVI abandonou nesta segunda-feira uma reunião com líderes religiosos cristãos, judeus e muçulmanos depois do xeque Taysir al-Talmimi ter acusado Israel de ter cometido um "massacre" em Gaza.

De forma inesperada, Al-Tamimi apelou à união de cristãos e muçulmanos contra Israel e condenou o estado judaico por ter cometido um «massacre» contra «mulheres, crianças e idosos» na Faixa de Gaza.

Em protesto contra o discurso do líder dos tribunais islâmicos palestinianos, o Papa Bento XVI, em visita à Terra Santa, abandonou o encontro inter-religioso, depois de ter apelado ao respeito mútuo entre líderes cristãos, judeus e muçulmanos.

O incidente mancha a visita papal, até aqui marcada pela condenação do Papa a qualquer forma de anti-semitismo e de negação do Holocausto (ver texto relacionado).

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Católicos pedem a renúncia de Bento XVI

Tido, desde o início, com muito pouca capacidade midiática, Bento XVI, agora, tem dado muito que falar. Numa questão de semanas, esse intelectual tímido e introvertido vem multiplicando os escândalos. O mais recente – e não dos menores, pois concerne à sobrevivência do continente africano – suscitou um brado de indignação midiático sem precedentes.

Do mesmo modo os católicos já não suportam a situação. Nesse sentido, 55% dos católicos franceses admitem ter formado uma opinião negativa a respeito do Papa Ratzinger. Chegou-se ao grau máximo do suportável.


bento


Há mais. Hoje, 43% dos católicos franceses agora desejam que o soberano Pontífice se demita do cargo, entregando-se a uma vida reclusa, para contentamento geral. A insatisfação está longe de ser uma reação exclusivamente francesa — bem ao contrário do que, sem nenhum tato, tenta insinuar o jornal Avvenire (porta-voz da conferência episcopal italiana e de seu presidente, o Cardeal conservador Angelo Bagnasco). Na muito católica Itália, 52% dos interpelados declaram-se em total desacordo com as resoluções do Pontífice. Dentre os católicos italianos, menos da quinta parte estaria disposta a defender Bento XVI.


De todos os lados, tanto no circuito das paróquias quanto no das rádios, TVs e imprensa, já se fala abertamente no “problema Bento XVI”.


Desde a sua eleição, na primavera de 2005, esse velho Cardeal já despertara mal-estar no público, que nele observava falta de carisma e um extremo conservadorismo (mais de 1000 teólogos sob censura…). E, de fato, após alguns meses de inação, o Pontífice acabou, de fato, por revelar sua verdadeira face: rude intransigência, rígida incompreensão.


Joseph Ratzinger “não condiz com o perfil de um Papa”


Em relação a seu predecessor, João Paulo II, a presente situação é bem diversa. Ao contrário do que acontecia com o Papa anterior, não se encontram, na figura de Bento XVI — à maneira de contrapeso para os evidentes erros de algumas de suas posições, verdadeiramente inaceitáveis —, nem a irradiação de personalidade, nem um compromisso confiável no diálogo inter-religioso. Porte distinto, muito elegante, mas sem influência, Bento XVI “não condiz com o perfil de um Papa”, como se costuma dizer na Itália. Ademais, no Vaticano, não soube constituir à sua volta uma equipe habilitada para corrigir os erros, com uma atuação complementar à sua. Pelo contrário, fez-se cercar de antigos colaboradores, que sempre o sustentaram em suas [rígidas] tomadas de posição quando ainda era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.


Entretanto, mais do que as escolhas discutíveis e certamente infelizes, o que levou Bento VI a perder o rumo foi uma espécie de autismo e de retranca, uma desconfiança extrema e uma autoconfiança em suas próprias luzes. A sistemática recusa em dar ouvidos às opiniões alheias, como também em pedi-las, além de um fechamento no silêncio, tudo isso, em certa medida, explica as gafes cometidas, que são, desde logo, inequívoca expressão de um atingir um objetivo restaurador extraordinariamente reacionário e inteiramente solitário.


Positivamente, com a publicação de sua Carta, Bento XVI deixou-se superar pelos acontecimentos, e já nem sabe como enfrentar o brado de indignação que ele próprio — ingenuamente — provocou. Sua Carta de explicação sobre o caso Williamson é aflitiva. Isso porque, no fundo, Joseph Ratzinger parece não haver tirado nenhuma conclusão efetiva sobre a crise atual, revelando, assim, notória incapacidade de enfrentar um conjunto de circunstâncias, em cujo cerne, desde o início, mais do que ninguém, se acha ele diretamente envolvido.


Um Papa introvertido e confiante em suas certezas


Para convencer os demais acerca do bom fundamento de sua orientação, Bento XVI deveria ter uma percepção diferente sobre a forma de comunicar-se, aprendendo a “apanhar no ar” os projéteis que esvoaçam ao seu redor… Propriamente eis o que faz falta a esse homem de idade avançada, rebuscado e persistente, como que saído de um vitral de outros tempos, talvez de um museu.


No dia 28 de maio de 2006, Bento XVI retratou de forma errônea e inoportuna (sobretudo na boca de um alemão) os nazistas como um “bando de criminosos” que “enganou” o povo alemão. Alguns meses depois, no dia 12 de setembro de 2006, ao fazer uma alocução na Universidade de Ratisbona, associou o Islã à violência, sem ressalvas ou matizes, citando a respeito uma opinião por demais rigorosa e provocativa de Manuel II Paleólogo, imperador bizantino na Idade Média.


Em maio de 2007, visitando o Brasil, como que insensível ao charme e à acolhida calorosa desse povo entusiasta, o arguto e embaraçado Pontífice afirma que a evangelização das populações indígenas da América Latina “em nenhum momento representou uma ruptura com as culturas pré-colombianas”. Uma estupidez em face da História e um ultraje aos descendentes dessas culturas…


Mais recentemente, no dia 21 de janeiro de 2009, um decreto do Vaticano, expressamente promulgado por ele, revoga a excomunhão de quatro prelados integristas, dentre os quais D. Richard Williamson, bispo inglês inteiramente sulfuroso, notório negacionista. No episódio, o público acusa a Cúria romana — sociedade formada de celibatários, muitas vezes anciãos, conservadores obstinados, arrivistas ou testas-de-ferro, em cujo seio, contrariamente às antigas promessas, o Papa nenhuma reforma introduziu. No ambiente da Cúria, a comunicação entre os diversos dicastérios (“ministérios”) é inexistente, com intrigantes em grande número, que, a todo instante, se deixam seduzir pelo desejo de obter uma mitra ou um barrete de cardeal… No tocante ao apressado e escandaloso levantamento da excomunhão, desempenhou de modo muito autêntico o seu papel o inquietante cardeal Castrillón Hoyos, que, logo depois declararia não ver no negacionismo um problema verdadeiramente real.


Uma tal manifestação de incompetência e de espírito partidarista dessa magnitude deveria justificar, pelo menos, o imediato afastamento desse prelado, bem como de seu braço direito, o Bispo luxemburguês Camille Perl, do mesmo naipe que aquele. Contudo, ao mesmo tempo, também um outro prelado parece nada haver aprendido com a história recente. Trata-se do cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos (que, aliás, nem é situado entre os mais conservadores do Vaticano). Por disposição do Papa, ele declara justa a pena de excomunhão, lançada no Brasil por um arcebispo que todos execram (D. Cardoso Sobrinho), contra uma mãe de 9 anos que fez abortar sua filha, estuprada pelo seu padrasto e grávida de gêmeos, assim como contra os médicos responsáveis pelo aborto.


A situação chegou a tal ponto que não há mais retorno. Até um jornalista católico dentre os mais ultramontanos e conservadores, como é o caso de Patrice de Plunkett, vê-se obrigado a reconhecer que agora “é preciso mudar tudo: os métodos, as pessoas”. Conforme a observação muito acertada de Jean-Louis Schlegel, “o Papa reina, mas não governa”. Sim, este pontificado parece realmente encerrado, profundamente desacreditado. “É preciso mudar tudo…”.


De um lado, segundo o Direito Canônico, que rege a vida interna da Igreja, nenhum mortal pode destituir o Papa. De outro, mesmo supondo que essa destituição tivesse validade legal, facilmente poderíamos imaginar os consideráveis riscos de cisma e fragmentação que haveria entre os que apoiassem a destituição e os que fossem contrários. Estes alegariam que o Pontífice continua bispo de Roma, investido, pela graça de Deus, no [pleno e] ininterrupto exercício de suas funções.


Todavia, o próprio Direito Canônico atualmente em vigor, promulgado por João Paulo II, em 1983, admite a hipótese de o Papa renunciar livremente ao seu cargo por sua própria iniciativa (art. 332-2). Uma vez que acima dele não existe nenhum outro poder exceto Deus, o Soberano Pontífice não precisa obter autorização de ninguém para que a sua demissão seja aceita. Neste caso, para a validade de uma renúncia, basta, pura e simplesmente, “que seja livre e devidamente manifestada”.


No atual contexto, visto que o mundo delineado pela mídia constitui uma aldeia global, torna-se muito arriscado conservar no exercício de suas funções um Pontífice desacreditado, que arrasta consigo os demais no próprio descrédito. Como, portanto, de uns tempos para cá, a situação se modificou bastante, uma saída de cena de Bento XVI, rápida e voluntária, sinal de humildade e de verdadeiro sentido da autoridade como serviço, desbloquearia a situação, permitindo que sem tardar seja aberta uma nova página da história da Igreja. Sem isso…

http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=papa&artigo=demissao-bento-xvi&lang=bra

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