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sexta-feira, 9 de julho de 2021

Cobras mais venenosas do Brasil: principais espécies conhecidas


As cobras mais venenosas do Brasil podem ser classificadas com base em alguns critérios diferentes. Isso porque a avaliação depende de fatores como a potência do veneno animal e a frequência de acidentes observados com cada espécie.

No Brasil, por exemplo, a cobra coral verdadeira possui o veneno mais perigoso de todos, mas é responsável por apenas 1% dos acidentes. Por outro lado, as espécies de jararaca possuem venenos menos potentes e representam mais de 80% dos acidentes.

Diante das possibilidades, a nossa lista foca em apresentar o risco a partir da intensidade do veneno. Em alguns casos, por exemplo, uma única picada pode ser tão letal como o ataque de um carnívoro faminto, como um leão.

10 cobras mais venenosas do Brasil

Cobra Coral

Cobras mais venenosas do Brasil: principais espécies conhecidas
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A cobra coral tem o veneno mais forte não só do Brasil, mas de todo o planeta. Elas podem ser encontradas em partes da África, Ásia e Oceania, além do Brasil, é claro. Por aqui, existem 39 espécies e e subespécies, sendo 36 do gênero Micrurus e 3 do gênero Leptomicrurus. O veneno tem uma ação que provoca sintomas como visão borrada e dupla, face alterada, aumento de salivação e dores musculares. Além disso, alguns casos podem provocar insuficiência respiratória e levar à morte. A principal ocorrência da cobra coral é nos estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste Sul, mas também existem exemplares em partes da Bahia e Tocantins.

Cascavel

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O veneno neurótico das cascaveis afeta o sistema nervosa da vítima e provoca dificuldades de respiração e locomoção. Além disso, outros sintomas podem incluir visão turva, flacidez no rosto, paralisia de músculos dos olhos e e visão dupla. Em média, os primeiros sinais na vítima só aparecem em cerca de seis horas após a picada. Apesar da aparente demora, é a cobra com segundo veneno mais forte do Brasil.

Jararaca-de-alcatrazes

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As cobras mais venenosas do Brasil incluem algumas variações da jararaca, sendo a jararaca-de-alcatrazes a mais peçonhenta do grupo. A princípio, a ilha de Alcatrazes tinha ligação com o continente, mas a elevação das águas isolou a região e, assim, as cobras dali. Ainda que a espécie tenha ficado menor em tamanho, seu veneno é dez vezes mais forte do que as jararacas comuns no continente.

Jararaca-ilhoa

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A cobra é endêmica da ilha de Queimada Grande, na costa de São Paulo, ou seja, só ocorre nessa região do país. O veneno da espécie arborícola de jararacas é muito perigoso, pois é capaz de gerar falência geral dos órgãos na vítima em até duas horas após a picada. Por causa disso, a espécie consegue se alimentar de aves, já que elas morrem após um tempo relativamente curto e não conseguem escapar para regiões muito distantes.

Surucucu-pico-de-jaca

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Apesar de ser uma das cobras mais venenosas do Brasil, a espécie é responsável por apenas 2% dos acidentes com cobras do país. A variação de surucucu é nativa das regiões da Mata Atlântica e Floresta Amazônica, sendo a única que avança nas vítimas mesmo sem provocação. Além disso, ela possui um bote muito potente em força, distância e altura. O veneno é capaz de gerar hemorragias locais que podem se espalhar pelo corpo, a menos que o soro antiofídico seja aplicado de forma imediata.

Jararaca-cruzeira

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A espécie de jararaca-cruzeira é endêmica do Brasil, não ocorrendo em outras partes do mundo. Ela é comum especialmente nos estados de Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. De acordo com pesquisas sobre picadas de cobra, essa é a serpente com o maior registro para acidentes em relação aos seres humanos.

Jararacuçu

Cobras mais venenosas do Brasil: principais espécies conhecidas
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Podendo chegar até 2 metros de comprimento, além de ser uma das cobras mais venenosas do Brasil também está entra as que mais atacam pessoas por aqui. Logo após a picada, a cobra é capaz de injetar uma grande quantidade de veneno, oferecendo risco imediato para suas vítimas.

Caiçara

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A cobra caiçara é comum de países da América do Sul, como Argentina, Bolívia e Paraguai. No Brasil, ocorre na região central e sudoeste, sendo destaque de agressividade entre as variações de jararacas. O bote da cobra acontece no sentido vertical, podendo alcançar partes mais altas do corpo, diferente das espécies que costumam atacar somente membros inferiores. O veneno é capaz de destruir fibras e tecidos musculares, podendo causar efeito em menos de 4 horas após a picada.

Cobra cotiara

Cobras mais venenosas do Brasil: principais espécies conhecidas
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Além de ser uma das cobras mais venenosas do Brasil, a cotiara também é uma das mais bonitas do país. A espécie costuma armar o bote a partir do menor sinal de cheiro de suas vítimas e oferece risco letal. Diferente do que diz a crença popular, o veneno não pode ser tratado com torniquete ou tentativa de sugamento, precisando de soro antibotrópico o mais rápido possível.

Urutu cruzeiro

Cobras mais venenosas do Brasil: principais espécies conhecidas
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A urutu é uma serpente temida pela força de sua mordida. Isso porque mesmo quando não tem efeito letal, a mordida pode destruir o tecido do músculo e deixar a vítima permanentemente aleijada. Os efeitos do veneno são similares ao de outras espécies de jararaca.

Acidentes com cobras venenosas no Brasil

Cobras mais venenosas do Brasil: principais espécies conhecidas
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No Brasil, apenas 1% dos acidentes com cobras são de responsabilidade da cobra mais venenosa da lista, a cobra coral. Considerando o risco de acidente, as jararacas são as mais perigosas, já que são mais estressadas e ocorrem em todo o país.

Considerando todas as variações de espécies, mais de 90% das picadas ocorre no contato com jararacas. Além do comportamento arisco das espécies, outros fatores favorecem a alta porcentagem, como por exemplo a quantidade de espécimes e distribuição pelo território nacional.

Para essas cobras venenosas, o ataque é a melhor forma de defesa. Sendo assim, apenas a proximidade com uma das serpentes pode ser suficiente para provocar o bote e a inoculação do veneno.

Atrás das jararacas, as outras cobras venenosas que mais atacam no Brasil são as cascaveis (7% dos acidentes) e as sururucus (2%).

Fonte

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Brasil - Portugal e Áustria e Maria Leopoldina

Maria Leopoldina, que se casou com D. Pedro I para firmar uma parceria diplomática entre Portugal e Áustria.


A independência do Brasil em relação a Portugal foi firmada, em 1822, e como o momento histórico ocorreu durante a regência da imperatriz Maria Leopoldina, ela se tornou a primeira mulher a governar o Brasil, ocupando o cargo interinamente por alguns dias.

Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena nasceu em Viena, na Áustria, em 22 de janeiro de 1797, e integrava uma das famílias mais poderosas da Europa no século 18, os Habsburgo. Terceira filha de Francisco 1º, Imperador da Áustria, a princesa embarcou ao Brasil há 200 anos e mudou os rumos do nosso país.

Aos 20 anos, em maio de 1817, Leopoldina se casou à distância e por procuração com um homem que nunca havia visto: o príncipe português Pedro de Bragança, futuro Dom Pedro 1º, como forma de firmar uma aliança diplomática entre Portugal e Áustria.

Para consumar a união, Leopoldina embarcou em uma viagem de navio de seis meses de duração, rumo a um continente que o mundo pouco conhecia, a América. Na tripulação, trouxe pintores, cientistas e botânicos europeus, conhecida como Missão Científica Austríaca, para catalogarem a fauna e flora brasileiras.

"Leopoldina foi muito bem preparada para governar e aceitou de bom grado cruzar o oceano e deixar para trás tudo o que conhecia para obedecer e agradar ao pai e a sua nação, cumprindo o papel que era esperado dela como princesa", afirma a professora Maria Celi Chaves Vasconcelos, do Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ e especialista em educação de mulheres nobres.

Em 1822, durante uma viagem do marido a São Paulo, Leopoldina permaneceu no palácio imperial e ocupou o cargo de regente do país, período que inclui a assinatura da independência brasileira, em 2 de setembro.

Somente cinco dias depois Dom Pedro 1º foi informado sobre a notícia da independência, dando o famoso grito às margens do rio Ipiranga, sendo essa segunda data a que entrou para os livros de história como o Dia da Independência: 7 de setembro de 1822.

"O período em que a princesa exerceu o poder foi pequeno, mas fundamental para o Brasil. Além disso, ela foi a primeira mulher a exercer o governo", explica a professora de pós-graduação em História Social da USP Cecilia Helena L. de Salles Oliveira.

Apesar de ela ser retratada como uma mulher melancólica e humilhada com os escândalos e relações extraconjugais de Dom Pedro 1º, escritores têm reivindicado a Leopoldina uma imagem menos passiva na história nacional.

"As pesquisas das últimas três décadas apontam várias interpretações novas sobre a história do Brasil. Tais descobertas apresentam questões diferentes e revelam situações pouco ou nada conhecidas", explica Oliveira.

Para o escritor Paulo Rezzutti, o modo como é contada a história de Leopoldina demonstra como nosso passado tem sido narrado somente do ponto de vista masculino.

"Quando entra para a história, a figura da mulher o faz por causa de uma suposta 'santidade' ou por causa de suas relações familiares, dando a impressão que somente homens fizeram parte de assuntos como a política nacional", afirma o escritor. "D. Leopoldina ajudou a escrever nossa história política, mas é comum explicá-la apenas como mãe de D. Pedro 2º e esposa de D. Pedro 1º".

Em seu último livro, D. Leopoldina: a história não contada - A mulher que arquitetou a independência do Brasil, Rezzutti busca documentos históricos, como cartas escritas pela imperatriz para a família na Europa, para apresentar uma Leopoldina menos melancólica e mais hábil nos assuntos políticos e diplomáticos.

"Em 1822, D. Leopoldina desrespeitou as ordens das cortes constitucionais portuguesas e declarou o 'Fico' antes de D. Pedro, com uma visão muito mais astuta que o marido: a imperatriz tinha certeza que se saíssem do Brasil como os políticos portugueses desejavam, não só Portugal perderia o domínio do Brasil, como provavelmente haveria uma guerra civil aqui", explica Rezzutti.

Exímia política

A postura de Leopoldina ao se recusar a retornar a Portugal ainda divide opiniões. Enquanto para um grupo de escritores aquela foi uma atitude revolucionária, para outros a princesa foi apenas estrategista.

Para Vasconcelos, não existe o menor traço de rebeldia em qualquer escrito de ou sobre Leopoldina.

"Seria revolucionária por ter influenciado D. Pedro na Proclamação da Independência? Não creio que haja aí nenhum traço revolucionário; acho que ela era, talvez, conhecedora o suficiente da história política para fazer o julgamento correto sobre o momento vivido e o quanto ele era propício à Independência", defende a pesquisadora, se referindo ao fato de Leopoldina temer ir a Portugal em um momento de intensa movimentação popular contra o rei D. João 6º, sogro da princesa.

Além disso, Leopoldina temia revoluções populares por crescer ouvindo o exemplo deixado pela tia-avó Maria Antonieta, última rainha da França, guilhotinada durante a Revolução Francesa.

O professor do departamento de História da USP, João Paulo Garrido Pimenta, explica que todos os Habsburgo do século 19 foram criados para governar.

"Leopoldina foi educada na Áustria de maneira exemplar e comum à época: para servir aos interesses públicos de sua dinastia - os Habsburgo - e de seu Estado - o Império Austríaco", explica Pimenta.

Foi servindo os interesses da dinastia Habsburgo que a irmã mais velha de Leopoldina, a arquiduquesa Maria Luíza, se casou com o maior inimigo da família, Napoleão Bonaparte, como estratégia para deter o avanço do francês sobre a Europa. Maria Luíza era uma inspiração para Leopoldina.

"Napoleão era chamado de 'o flagelo da Europa'. Ele derrubou diversas monarquias, inclusive de parentes da realeza austríaca. Os próprios Habsburgos tiveram que fugir duas vezes de Viena durante guerras entre a Áustria e a França de Napoleão. Por isso, Leopoldina e seus irmãos tinham um boneco apelidado de Napoleão, em que eles batiam", conta Rezzutti.

Fazia parte da formação da família o aprendizado de línguas - Leopoldina falava 11 idiomas - a formação intelectual em diversas áreas do saber, além de aulas de teatro que tinham a finalidade de ensinar os Habsburgos a desempenhar o papel de monarcas diante do povo.

Diferentemente de D. Pedro, Leopoldina sabia dialogar com o povo brasileiro, mesmo sendo este tão diferente das suas raízes germânicas: a princesa incluiu o nome de Maria, passando a ser conhecida como Dona Leopoldina ou Maria Leopoldina como forma de estabelecer relações com a cultura nacional.

Independentemente dos motivos que fizeram Leopoldina permanecer no Brasil, para Rezzutti, a imperatriz deve ser interpretada como uma mulher revolucionária por ter sido a primeira a fazer política na alta esfera de decisões brasileiras.

"Além de chefiar o conselho de Estado que aconselhou D. Pedro 1º a proclamar a independência, também tomou diversas resoluções importantes, como a contratação de militares estrangeiros para chefiar o Exército brasileiro contra os militares portugueses e contra uma futura invasão de Portugal durante a Guerra da Independência", defende o escritor.

Datada ou moderna?

Apesar de reconhecer as habilidades diplomáticas e políticas de Leopoldina no cenário brasileiro, Vasconcelos defende que a imperatriz não foi uma mulher moderna para os padrões europeus do século 19.

"Como uma arquiduquesa, Leopoldina foi educada com os mais rígidos padrões de etiqueta, conduta, pensamento moral e religioso, dos quais jamais se afastou. Foi educada para ser como foi, uma imperatriz consorte, que deveria obedecer ao marido em tudo e por tudo, aceitando, inclusive, sua infidelidade, grosseria e caprichos", aponta a pesquisadora, destacando a submissão da austríaca a D. Pedro.

"É sabido que parte desse comportamento decorria de sua paixão pelo marido, mas, por outro, era um traço da educação das arquiduquesas, principalmente depois do fim trágico de Maria Antonieta em decorrência de suas extravagâncias", complementa Vasconcelos.

A amante mais famosa de D. Pedro foi a Marquesa de Santos, que teve uma filha com o Imperador e entregou a criança para crescer no palácio, junto com Leopoldina, e para ter influência no paço imperial. Pouco antes de morrer, Leopoldina era proibida de circular por determinados lugares dentro do próprio palácio para não encontrar a Marquesa.

Mesmo não se opondo ao marido, a Imperatriz fazia desabafos em cartas enviadas ao pai, tia e irmã, contando as humilhações que sofria com D. Pedro 1º. São conhecidas cerca de mil cartas escritas pela austríaca, guardadas no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro.

Rezzutti conta que em uma das últimas que escreveu à família, Leopoldina chegou a afirmar que essas humilhações a levariam a morte.

Por essas cartas, Leopoldina é comumente retratada como uma mulher melancólica e triste.

"Até no seu leito de morte foi necessário que afastassem a amante do marido, a Marquesa de Santos, para que Leopoldina pudesse, pelo menos, morrer em paz", completa Vasconcelos.

Com relação às pautas sociais, como direitos e emancipação das minorias, a imperatriz foi conhecida por fazer muita caridade aos necessitados, mesmo que isso gerasse dívidas enormes ao Império, e por ser querida pelo povo.

"Leopoldina sabia falar sobre qualquer assunto, em qualquer língua mais usual e dominava ciências da natureza tão em voga naquele momento histórico. Também é sabido que era contra a escravidão", afirma Vasconcelos. "Mas o restante, o quanto ela pensava ou acreditava em termos de emancipação da mulher, por exemplo, jamais saberemos".

Para Pimenta, um dos pontos positivos de Leopoldina era que, diferentemente do marido, ela acreditava que ser princesa e imperatriz era uma função pública a serviço da nação e não somente um status social.

"Mesmo antes de conhecer o Brasil e seu futuro esposo, Leopoldina preocupava-se com o bom exercício de sua função pública como princesa que, por meio de seu casamento com D. Pedro 1º, serviria para aproximar diplomaticamente Áustria e Portugal", explica o historiador.

Legado

Durante a vida, Leopoldina procurou formas de acabar com o trabalho escravo. Em uma tentativa de mudar o tipo de mão de obra no Brasil, a imperatriz incentivou a imigração europeia para o país. Primeiro vieram os suíços, se fixando no Rio de Janeiro e fundando a cidade de Nova Friburgo. Depois, a fim de povoar o sul brasileiro, a imperatriz incentivou a vinda dos alemães.

Dona Leopoldina também contribuiu para a formação da cultura e da educação científica brasileira. Além da Missão Científica Austríaca que trouxe consigo em 1817, também trouxe para o Brasil sua biblioteca particular, dando início a uma biblioteca nas salas do Palácio em que viveu com D. Pedro 1º. A imperatriz também caçava pequenos mamíferos e coletava minerais, ajudando e incentivando estudos sobre a História Natural do Brasil.

Na Áustria, os estudos, retratos e coletas feitos pela Missão Científica fundou no país de origem da imperatriz o Museu Brasileiro, despertando interesse dos europeus em conhecer as belezas naturais do "Novo Mundo".

Outro legado de Leopoldina é a bandeira nacional. Embora a história conhecida seja a de que o amarelo representa o ouro e o verde, as florestas brasileiras, as cores do maior símbolo nacional representam as duas Casas que deram origem ao Brasil independente: o verde representa a Casa de Bragança, de D. Pedro 1º, e o amarelo representa a Casa de Habsburgo, de Leopoldina.

Apesar de dar nome a ruas, bairros e até escola de samba no Rio de Janeiro, Dona Leopoldina viveu apenas nove anos no Brasil por causa de sua morte prematura, aos 29 anos, no dia 11 de dezembro de 1826. Estava grávida, tendo abortado o filho no leito de morte.

A causa da morte da imperatriz até hoje causa divergências. As versões mais conhecidas dizem que Leopoldina, grávida, teria sofrido violência física por D. Pedro 1º, enquanto que outra versão aponta uma septicemia puerperal.

"Em uma carta de Leopoldina para a irmã, escrita na vinda para o Brasil, a princesa diz não esperar fazer nada tão especial e importante pela Áustria quanto fez Maria Luísa ao casar-se com Napoleão. Mas defendo que Leopoldina fez muito mais que a irmã, pois ela ajudou a criar um Brasil independente", defende Rezzutti.

*O texto foi publicado originalmente em 10 de dezembro de 2017.

Universa

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Consagração

REALIZADA NO PALÁCIO DO PLANALTO, A RESIDÊNCIA OFICIAL DO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO, UMA CERIMÔNIA OFICIAL DE CONSAGRAÇÃO DO BRASIL À MARIA, COMUMENTE CHAMADA PELOS CATÓLICOS DE “NOSSA SENHORA.” A CERIMÔNIA ACONTECEU NO DIA 21 DE MAIO DE 2019.

Católicos e evangélicos reagiram de forma diferente à consagração. Em sua reportagem Presidência da República assinou hoje consagração do Brasil ao Imaculado Coração de Maria,” o site católico Aleteia disse:



“Segundo organizadores, o ato procuraria reforçar o atendimento do pedido feito por Nossa Senhora de Fátima de que o mundo seja consagrado ao seu Coração Imaculado.”

A Aleteia acrescentou que a cerimônia contou “com a participação do presidente Jair Bolsonaro e do bispo dom Fernando Arêas Rifan, atual ordinário da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney” e foi oficialmente assinada pela Presidência da República, que concordou com a consagração oficial do Brasil à “Nossa Senhora.”

Em contraste, o GospelPrime, o maior site evangélico do Brasil, publicou uma reportagem suavizada intitulada “Bolsonaro participa de consagração do Brasil a Jesus por meio do ‘coração de Maria.’”
Enquanto na versão católica Jesus foi apenas um acessório para a missão maior de exaltar Maria, na versão evangélica do Gospel Prime Maria foi apenas um acessório para exaltar Jesus.
Com tal confusão, quem está certo, o grande site católico Aleteia, que exaltou Maria, ou o GospelPrime, o grande site evangélico, que exaltou Jesus? Toda essa confusão poderia ter sido evitada se Jesus tivesse sido exclusivamente exaltado, sem nenhum acessório.
Considerando que o evento foi exclusivamente católico, seria muita pretensão nós evangélicos o interpretarmos diferente da Aleteia, que é católico e sabe interpretar suas cerimônias e consagrações católicas. Portanto, a tentativa do GospelPrime de suavizar o evento católico, como se a intenção máxima fosse exaltar Jesus Cristo, não faz o mínimo sentido, nem mesmo como propaganda política.
Apoiadores de Bolsonaro comentaram que, como presidente, Bolsonaro teria uma suposta obrigação de participar de todas as cerimônias religiosas sem discriminação. Assim, nessa visão, Bolsonaro deveria, para agradar aos católicos, consagrar o Brasil para “Nossa Senhora”; para agradar aos evangélicos, consagrar o Brasil para o Senhor Jesus Cristo; para agradar aos adeptos das religiões afro-brasileiras, consagrar o Brasil para Iemenjá e os exus; e por aí vai.
Contudo, tais consagrações têm profundas consequências espirituais, para bênção ou maldição. Quando uma nação é oficialmente consagrada pela presidência para determinados deuses, deusas e demônios, nada é levado na brincadeira por esses deuses, deusas e demônios.
Mesmo sendo eleitor de Bolsonaro, não tenho direito nenhum de determinar a fé dele. Tudo o que posso fazer é oferecer minha mera opinião.
A cerimônia na residência de Bolsonaro me faz recordar o governo militar. A crise estava tanta no início da década de 1980 que um dos primeiros atos do presidente João Figueiredo foi consagrar o Brasil para a Aparecida, estabelecendo oficialmente 12 de outubro como Dia da Aparecida, que ele designou oficialmente como padroeira do Brasil. De nada adiantou. A inflação aumentou. A crise econômica cresceu, e o governo militar se desmoronou sob muitas pressões e crises.
Mas por que consagrar o Brasil para Maria, copiando o erro dos militares? Tanto católicos quanto evangélicos sabem que na Bíblia não existe um único relato de Maria salvando uma nação, uma família ou mesmo um só indivíduo. Mas há abundantes relatos de Deus salvando nações, famílias e pessoas. Jesus é Deus!
Por que não consagrar o Brasil para o Senhor Jesus Cristo e proclamar um Dia de Oração e Jejum para Ele?
Os presidentes americanos do passado costumavam proclamar um Dia de Oração e Jejum para Jesus Cristo. É por isso que os Estados Unidos prosperaram tanto.
Se consagrar o Brasil para “Nossa Senhora” fosse a resposta para todos os problemas do Brasil, o dia 12 de outubro instituído pelos militares teria transformado o Brasil numa potência econômica e militar maior do que os Estados Unidos.
Precisamos orar pela salvação de Bolsonaro. Precisamos também, como evangélicos, parar de amenizar a realidade, como se em vez de consagração à “Nossa Senhora,” Bolsonaro tivesse ajudado a consagrar o Brasil para Jesus Cristo. Como ele conhecerá a verdade se a suavizarmos para lhe fazer agrados?
Aliás, dois lemas que fizeram e fazem parte da campanha de Bolsonaro são:
* “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” — palavras do próprio Jesus Cristo no Evangelho de João.
* “Deus acima de todos.”
Jesus Cristo é Deus. Ele está infinitamente acima de mim e de Bolsonaro. E, sim, Ele está também infinitamente acima de Maria, que não tem parte em seu trono, glória e majestade. Embora agraciada com a missão terrena de ser mãe de Jesus, ela sempre foi uma pecadora, como todos nós, em necessidade da redenção e perdão de pecados oferecido por Jesus.
Obviamente, Bolsonaro desconhecesse essa importante realidade.
Portanto:
Ore por Bolsonaro para que, sob pressão de crises, ele não copie os militares do passado que entregaram o Brasil à idolatria e viram como resultado mais crises e problemas.
Ore para que Bolsonaro consagre o Brasil a Jesus Cristo, declarando que o Brasil pertence a Jesus Cristo. Acredito que nenhum católico e evangélico se oporia a essa consagração.
Só por meio da nossa oração e jejum ele conhecerá a verdade que liberta e depois reconhecerá Jesus Cristo como Deus acima de todos.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

ISRAEL E A POLÍTICA MUNDIAL

Ser a favor de Israel, não significa ser a favor da liderança atual sem reservas, mas sim a favor da prosperidade geral da nação, principalmente a Espiritual.
Uma nação, é considerada por indivíduos que mesmo dispersos pelo mundo afora, (em outros países) estão unidos por identidade de origem, de costumes e de religião. Lembrem-se: as Escrituras nos fornece fortes indícios de que o anti-cristo será um Judeu. Dn 11:37-39.
Entre Judeu e Israelita, existem diferenças que nos alertam quanto a verdadeira liderança de Israel. A liderança da nação talvez ainda não esteja nas mãos de verdadeiros Israelitas.
Nm 24:9 - Quem abençoar o povo de Israel será abençoado; e quem o amaldiçoar será amaldiçoado.
Esteja quem estiver na liderança de Israel, é prudente abençoá-la.
O presidente eleito que não se posicionar a favor de Israel, colocará o seu país em apuros. O cidadão que se unir a tal candidato/presidente, será  conivente e sofrerá as consequências. Mas se na sua individualidade, abençoar Israel, na sua individualidade será abençoado e  não amaldiçoado, mesmo diante das crises que passa o país.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Brasil: Como sobreviver?

por Adriano Benayon
As TVs e a grande mídia promovem intensamente a candidata que surgiu com a morte do desaparecido na explosão. Marina da Silva costuma ser apresentada como defensora do meio-ambiente e como diferente de políticos que têm levado o País à ruína financeira e estrutural, como foram os casos, em especial, de Collor e de FHC. 

Mas Marina não representa ambientalismo algum honesto, nem qualquer outra coisa honesta. O que tem feito é, a serviço do poder imperial angloamericano, usar a preservação do meio ambiente como pretexto para impedir – ou retardar e tornar absurdamente caras – muitas obras de infra-estrutura essenciais ao desenvolvimento do País.

Pior ainda, a tirania do poder mundial, com a colaboração de seus agentes locais, já ocupa enormes áreas, notadamente na região amazônica, para explorar não só a biodiversidade, mas os fabulosos recursos do subsolo, verdadeiro delírio mineral, na expressão do falecido Almirante Gama e Silva, profundo conhecedor da região e, durante muitos anos, diretor do projeto RADAM. 

Além da pregação enganosa sobre o meio ambiente, o império vale-se de hipocrisia semelhante em relação à pretensa proteção aos direitos dos indígenas, a fim de apropriar-se de imensas áreas, que os três poderes do governo têm permitido segregar do território nacional, pois brasileiro não entra mais nelas.

As ONGs ditas ambientalistas, locais e estrangeiras, financiadas pela oligarquia financeira britânica, como a Greenpeace e o WWF (Worldwide Fund for Nature) trabalham para quem as sustenta, não estando nem aí para o meio-ambiente. 

Isso é fácil de notar, pois não dão sequer um pio contra a poluição dos mares, produzida pelo cartel anglo-americano do petróleo: a mais terrível poluição que sofre o planeta, pois os oceanos são a fonte principal do oxigênio e do equilíbrio da Terra.

Marina foi designada ministra do meio ambiente, em Nova York, quando Lula, antes de sua posse, em janeiro de 2003, foi peitado por superbanqueiros, em reunião após a qual anunciou suas duas primeiras nomeações: Meirelles para o BACEN e Marina Silva para o MME. 

Empossada no MME, Marina, nomeou imediatamente secretário-geral do ministério o presidente da Greenpeace, no Brasil.

Marina foi dos poucos brasileiros presentes, quando o príncipe Charles reuniu, na Amazônia, outros chefes de Estado da OTAN e caciques das terras que ele e outros membros e colaboradores da oligarquia mundial já estão controlando por meio de suas ONGs e organizações "religiosas", como igreja anglicana, Conselho Mundial das Igrejas etc. 

Todos deveriam saber que os carteis britânicos da mineração praticamente monopolizam a extração dos minerais preciosos, e a maioria dos estratégicos, notadamente no Brasil, na África, na Austrália e no Canadá.

Os menos desavisados entenderam porque Marina desfilou em Londres, nas Olimpíadas de 2012, única brasileira a carregar a bandeira olímpica. 

É difícil inferir que o investimento da oligarquia do poder mundial em Marina da Silva visa a assegurar o controle absoluto pelo império angloamericano das riquezas naturais do País?

Algo mais notório: a mentora ostensiva da candidatura de Marina é a Sra. Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú, o que tem maiores lucros no Brasil, beneficiário, como os demais, das absurdas taxas de juros de que eles se cevam desde os tempos de FHC, insuficientemente reduzidas nos governos do PT. 

Não há como tampouco ignorar as conexões do Itaú e de outros bancos locais com os do eixo City de Londres e Wall Street de Nova York.

D. Marina nem esconde desejar que o Banco Central fique ainda mais à vontade para privilegiar os bancos a expensas do País, que já gasta 40% de suas receitas com a dívida pública, sacrificando os investimentos em infra-estrutura, saúde, educação etc. 

Contados os juros e amortizações pagos em dinheiro e os liquidados com a emissão de novos títulos, essa é despesa anual com a dívida pública, a qual, desse modo, cresce sem parar (já passa de quatro trilhões de reais).

Ninguém notou que Marina – além de regida pelo Itaú – já tem, para comandar sua política uma equipe de economistas tão alinhada com a política pró-imperial como a que teve o mega-entreguista FHC, e como a de que se cercou Aécio Neves? 

Como assinalou Jânio de Freitas, Marina e Aécio se apresentam com programas idênticos. Na realidade, é um só programa, o do alinhamento com tudo que tem sido reclamado pela mídia imperial, tanto pela do exterior, como pela doméstica.

Da proposta de desativar o pré-sal – a qual fere mortalmente a Petrobrás, que ali já investiu dezenas de bilhões de reais, e beneficia as empresas estrangeiras, as únicas, no caso, a explorá-lo - até à substituição do MERCOSUL por acordos bilaterais - como exige o governo dos EUA - Marina e o candidato do PSDB estão numa corrida montando cavalos do mesmo proprietário, com blusas idênticas, diferenciadas só por uma faixa. 

Por tudo, a figura de Marina antagoniza o pensamento do patrono do PSB, João Mangabeira, e o de seu fundador, Miguel Arraes, cujas memórias estão sendo rigorosamente afrontadas.

Não há, portanto, como admitir que os militantes do PSB fiquem inertes vendo a sigla tornar-se instrumento de interesses rapinadores das riquezas nacionais e prestando-se a que oligarcas internos e externos se aproveitem do crédito que os grandes nomes do Partido granjearam no coração de milhões de brasileiros de todos os Estados. 

Há, sim, que recorrer a medidas apropriadas, previstas ou não, nos Estatutos do Partido, para que este sobreviva e ajude o Brasil a sobreviver.

De fato, estamos diante de um golpe de Estado perpetrado por meios aparentemente legais, incluindo as eleições. Parafraseando o Barão de Itararé, há mais coisas no ar, além da explosão de avião contratado por um candidato em campanha. 

A coisa começou quando políticos e parlamentares notoriamente alinhados com os interesses da alta finança, e outros enrustidos, articularam a entrada de Marina na chapa do PSB, acenando a Eduardo Campos com o potencial de votos e de grana que ela traria.

Fazendo luzir a mosca azul, a Rede o pegou como peixes de arrastão. 
Velório de Eduardo Campos.Alguém viu a foto de Marina sorrindo no funeral do homem? Alguém notou que, imediatamente após a notícia da morte dele, a grande mídia, em peso, dedicou incessantemente o grosso de seus espaços à tarefa de exaltar D. Marina?

Os golpes, intervenções armadas e outras interferências, por meio de corrupção, praticadas a serviço da oligarquia financeira angloamericana, em numerosos países, inclusive o nosso, desde o Século XIX, deveriam alertar-nos para dar mais importância a contar com bons serviços de informação e de defesa. 

Golpes de Estado podem ser dados através de parlamentos, poderes judiciários, além de lances como os que estão em andamento. Agora, a moda adotada pelo império angloamericano, como se viu em Honduras e no Paraguai, na suposta primavera árabe, na Ucrânia etc, é promover golpes de Estado, sem recorrer às forças armadas, as quais, de resto, no Brasil, têm sido esvaziadas e enfraquecidas, a partir dos governos dirigidos por Collor e FHC.
 Doutorado em economia, autor do livro "Globalização versus Desenvolvimento" e ainda filiado ao PSB

RESISTIR/Diario Liberdade