Este Blog permanece ativo 24 horas por dia e somente informa os que aqui chegam, com assuntos que circulam pela internet e jornais. Não categoriza nem afirma isso ou aquilo como verdade absoluta. Não pretende desenvolver uma doutrina, nem convencer ninguém. Mas apenas que possamos refletir em assuntos importantes de nosso dia-a-dia. Portanto, tudo que for postado são de conteúdo informativo, cabendo a cada um ter suas próprias conclusões.
Mostrando postagens com marcador USP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador USP. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Todo mundo precisa tomar água, mas as pessoas idosas, mais ainda

Arnaldo Lichtenstein, Médico, clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP.
Currículo Lattes

Todo mundo precisa tomar água, mas as pessoas idosas, mais ainda.
Para elas, que já têm uma reserva hídrica naturalmente menor, uma desidratação pode ser fatal. O pior é que seus mecanismos de equilíbrio interno já não funcionam tão bem e elas não sentem sede, esquecendo-se de repor as perdas.

Assim, é fundamental que se ofereçam líquidos para os idosos o tempo todo. Água, sucos, frutas, leite, chá, gelatina, sopa. Tudo vale.

Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: "Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?" Alguns arriscam: "Tumor na cabeça". Eu digo: "Não". Outros apostam: "Mal de Alzheimer".

Respondo, novamente: "Não". A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns: diabetes descontrolado; infecção urinária; a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratamse com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.

Insisto: não é brincadeira. Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica. Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se automaticamente um "alarme". Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo "pede" água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos.

Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água. Conclusão: idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo.

Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol. Basta o dia estar quente - e o verão já vem aí - ou a umidade do ar baixar muito - como tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor. Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.

Por isso, aqui vão dois alertas. O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!

Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.

Caras

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Brasileiros descobrem nova fonte de células-tronco

Cientistas brasileiros descobrem por obra do acaso, como inúmeras descobertas na história da ciência que a tuba uterina, a antiga Trompa de Falópio, é rica em células-tronco.
Os pesquisadores querem saber agora por que as tubas, canais que ligam os ovários ao útero, possuem essas células pluripotentes em tamanha abundância.


[celulasTroncoTuba.gif]
Como foi a descoberta das células-tronco nas tubas uterinas (Arte/Folha)

E essa descoberta tem a vantagem de não suscitar questões éticas relacionadas as pesquisas com esse tipo de célula.
Não tínhamos a intenção de extrair células-tronco da trompa de falópio. Na verdade, queríamos cultivar as células do aparelho reprodutor feminino do endométrio, da trompa e até do sangue menstrual para que essas células servissem de suporte para a cultura de células-tronco embrionárias humanas.
Tatiana Jazedje. Bióloga do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP
Extraídas de tecidos descartados de cirurgias como retirada do útero e laqueadura, feitas em seis pacientes, as células, depois de isoladas, se dividiam rápido demais.
Esse fato chamou a atenção de Jazedje e seus colegas da equipe de pesquisadores.

O perfil genético dessas células foi analisado no laboratório e se percebeu que elas "tinham cara de célula-tronco", segundo a pesquisadora. Surpresos, os cientistas resolveram testar a sua capacidade de diferenciação (isto é, de se transformar em diversos tecidos do organismo).

"Precisávamos de três tecidos diferentes para mostrar que era célula-tronco", disse a bióloga. Conseguiram quatro: músculo, gordura, osso e cartilagem.

Os fragmentos de tecido das tubas uterinas "podem representar uma nova fonte potencial de células pluripotentes para medicina regenerativa", já que células-tronco têm potencial para regenerar órgãos, ressaltam os pesquisadores.

Entretanto, a célula-tronco adulta é menos potente do que a polêmica célula-tronco embrionária, capaz de se converter em qualquer tipo de tecido.

A equipe do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP e de mais duas instituições paulistanas publicaram a descoberta no periódico "Journal of Translational Medicine".


Fonte

Contador visitas