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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Cometa Lulin se aproxima da Terra

Jack Newton
O astrônomo amador Jack Newton tirou a foto no observatório localizado no quintal de sua casa no Arizona.
É cometa Lulin e não Lulinha.

Na madrugada do dia 24, o cometa esverdeado, descoberto em 2007, estará a uma distância de aproximadamente 60 milhões de quilômetros da Terra.

Em 1996, um menino de sete anos, na China, curvado sobre a ocular de um pequeno telescópio, viu alguma coisa que mudou sua vida ─ um cometa de rara beleza, avermelhado, brilhante, enfunado que arrastava uma imensa cauda pelo céu. De início ele pensou ter descoberto o cometa, mas, posteriormente, soube que duas pessoas com sobrenomes “Hale” e “Bopp” o haviam descoberto. Sem esconder seu desapontamento, o pequeno Quanzhi Ye, prometeu a si mesmo que um dia encontraria seu próprio cometa.

Numa tarde de julho de 2007, Ye, com 19 anos e estudando meteorologia na universidade chinesa de Sun Yat-sen, curvado sobre sua mesa, analisava uma imagem em preto e branco de um campo estelar. A foto tinha sido feita algumas noites antes pelo astrônomo, Chi Sheng Lin, durante uma “patrulha celeste” no Observatório Lulin, em Taiwan. O dedo de Ye se moveu sobre a foto lentamente ─ e parou. Uma das estrelas não era exatamente uma estrela, mas um cometa e dessa vez Ye foi o primeiro a vê-lo. A promessa feita 12 anos havia se confirmado.

O cometa que recebeu o nome do observatório onde a foto foi feita, agora se aproxima da Terra. Na madrugada de 23 para 24 de fevereiro ─ durante o carnaval ─ Lulin estará a uma distância de aproximadamente 60 milhões de quilômetros ─ 0,41 unidade astronômicas─ ou seja, menos da metade da distância da Terra ao Sol. Graças a essa aproximação poderá ser observado com a ajuda de binóculos ou telescópios.

De acordo com a revista Sky & Telescope, Lulin “poderá até ser visto a olho nu no céu sem Lua.” Estimativas atribuem ao cometa magnitude 4 ou 5. Há certa ambigüidade nas projeções do brilho de Lulin, por ser provavelmente essa, sua primeira aproximação do Sol e ninguém tem certeza de como ele reagirá. Por isso, além de céu sem Lua, recomenda-se escolher um local afastado de iluminação artificial e céu bem limpo ─ se meteorologia permitir ─ para poder observá-lo.

Para ter uma idéia aproximada da localização do cometa na madrugada do dia 24, observe na direção oeste, a partir das 4hs da manhã, próximo de Saturno, na constelação do Leão bem baixa em direção ao poente. Veja a posição dessa constelação no céu clicando Aqui

Fonte

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Milhares de cometas escuros podem colidir com a Terra

Milhares de cometas que circulam no sistema solar podem ser um perigo para a Terra por serem indetectáveis, o que dificulta a antecipação de um eventual impacto, alertaram quarta-feira vários astrónomos britânicos.
Imagens do impacto

São cerca de três mil os cometas que circulam no sistema solar e apenas 25 podem ser avistados a partir da Terra, conforme no artigo da revista New Scientist, assinado por Bill Napier, da Universidade de Cardiff, e por David Asher, astrónomo do Observatório da Irlanda do Norte.

"Devemos alertar para o perigo invisível mas significativo que são os cometas escuros", dizem os astrónomos, explicando que um cometa fica escuro quando perde a cola brilhante.

Desprovido desta substância, "o trajecto de um cometa que esteja em rota de colisão com o planeta Terra pode passar despercebido ao telescópio", afirmam Napier e Asher.

Nos últimos séculos, o cometa de que há registo de ter passado mais próximo da Terra foi o IRAS-Araki-Alcock, que esteve a cinco milhões de quilómetros da superfície terrestre e que tinha apenas um por cento de matéria luminosa.

IOL