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sexta-feira, 21 de maio de 2010

O Euro já Era - Um banqueiro suíço anuncia o fim do euro

Numa incrível entrevista ao jornal suíço “La Tribune de Geneve”, Alexander Wohlwend, proprietário do Arabesque Wealth Management, está convencido de que o euro não irá sobreviver à crise actual.

Melhor do que isso, ele confirma as nossas previsões mais sombrias sobre os acontecimentos actuais: para que a moeda única se mantenha, seria preciso alinhar ao mesmo nível todas as economias da zona euro, que é exactamente o que o poder autoritário europeu está a pôr em prática com a tutela dos Estados implicados.

Sem papas na língua, Sr. Wohlwend explica também que “os Estados Unidos planearam e desejaram a criação do euro, com a cumplicidade da Comunidade Europeia, para infectar a Europa com o seu conceito de globalização”.

Como a entrevista não está disponível no site do diário, colocamos abaixo os principais trechos, e o fac-símile da versão impressa.

TDG19052010

Clique na imagem para ver maior

Alexander Wohlwend para o “La Tribune de Genève” (trechos):

Eu acredito que a Constituição da Europa em volta da moeda única tem um sentido não-político, económico e cultural. A história mostrou que qualquer moeda, multi-nacional é condenada a explodir quando há desequilíbrios nas economias de quem a partilha. (…)

O euro não escapará à regra pois as diferenças culturais e económicas na Europa são imensas. A crise na Grécia, é apenas o primeiro sintoma. (…)

Poderá ser muito rápido. Eu acredito que dentro de cinco anos os países europeus terão, em grande parte, começado a retirar-se da zona euro. (…)

[O plano de 750 biliões é] uma fuga em frente. (…) A Europa está eufórica pois está drogada com dívida. Esta solução só aumenta a dose da droga criando ainda mais divida! Todo esse dinheiro acabará por ser extraído dos contribuintes, o que poderá conduzir a graves crises sociais. (…)

Foram os Estados Unidos que planearam e desejaram a criação do euro, com a cumplicidade da Comunidade Europeia, para “contaminar” a Europa com o seu conceito de globalização e de lucro máximo a curto prazo. O problema é que, eles criaram uma dívida insondável e desmantelaram a sua indústria, rapidamente imitado pelos Estados europeus.

Além disso, uma vez que eles separaram o dólar do padrão do ouro, eles criaram a moeda a qualquer custo, até baixar de 98% o valor do dólar em relação à onça de ouro. O dólar também está moribundo e o desaparecimento do euro irá beneficia-lo, permitindo-lhe temporariamente permanecer vivo. (…)

Com 2,2 triliões de dólares que a China detém em títulos do Tesouro americano, cada chinês tem uma dívida de 15 mil dólares para com os Estados Unidos. Por enquanto, não é do interesse da China ver a queda do dólar, ela continuará a aumentar suas reservas em títulos do Tesouro, que eventualmente usará para comprar uma grande parte da indústria americana.

E, provavelmente, no meio da confusão, com os países ocidentais, se estes não se protegerem retornando à sua soberania monetária e territorial para reconstruir a base industrial, o único vencedor de uma estabilidade económica de longa duração.

Entrevista por Barraud Emmanuel da TDG

Fonte: Mecanopolis

Provafinal

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O Renascimento de Moedas Regionais

Segredos do Euro 7

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Rainer Daehnhardt

A grande maioria dos media europeus mantém-se calada em relação ao aparecimento de formas de pagamento regionais, dentro da zona do Euro. O jornal suíço “ZEIT-FRAGEN” (edição de 15 de Dezembro 2008, 16º ano, nº 51), porém, dedicou as suas primeiras duas páginas exclusivamente a este assunto.

Informa que já existem em circulação 16 (dezasseis) moedas regionais, e com crescente aceitação por parte das populações!

Os benefícios regionais são de tal ordem, que, facilmente, podem substituir o Euro, quando tal for considerado conveniente!

Por exemplo, as cédulas, também consideradas vales, denominadas “CHIEM-GAUER “, que de momento já existem em 640 estabelecimentos comerciais nesta zona da Alta Bavária, que aderiram aos pagamentos em notas de

Chiemgauer.

Os “Chiemgauer“ são vales regionais, emitidos com a classificação: “Vereins-interner Régio-Gutschein”, ou seja, vales internos de uma associação regional. São emitidos nos valores de 1, 2, 5, 10, 20 e 50 Chiemgauer, atribuindo-se a cada Chiemgauer o valor de um euro.

O Governo Alemão Federal não sabe o que deve fazer! Se proíbe a circulação, tem parte da população bávara contra si, o que é politicamente inconveniente. Se permite a sua circulação, age contra ordens secretas de Bruxelas, que, preferivelmente não são mencionadas em público. Como a circulação dos Chiemgauer, é “apenas” de três milhões de euros por ano, consideram que o assunto não requer especiais cuidados.

Onde está a diferença entre o Chiemgauer e o Euro? A associação que emite o Chiemgauer assume o dever de reaceitar estes vales e de os pagar em euros.

Nos euros, porém, ninguém assume responsabilidade de nada!

A troca de Chiemgauer por euros tem, porém, um grande senão! Sofre uma desvalorização de 5%. Assim, quem tiver 100 Chiemgauer, que só têm validade na região do Chiemgau, vai ter de os gastar nesta região, para não perder os tais 5%. Não faz sentido levá-los para fora, pois não possuem valor e para os cambiar em euros perdem-se 5%.

Com este sistema, levantou-se a Alemanha nos anos trinta, causando náuseas aos banqueiros globalistas, que não têm assim qualquer lucro.

Com a circulação do Chiemgauer, fica o dinheiro na região, circulando do padeiro para o sapateiro e deste para outro trabalhador, que, de novo, o gasta no talho ou qualquer outro comércio da vila.

Para evitar que alguém acumule esta riqueza criada pela força do trabalho real, limitou-se a sua circulação pelo espaço de três meses, datando todos os vales. Assim, os mesmos têm de ser gastos ou trocados, neste último caso com uma perda de 5%.

Esta ideia da punição indirecta para quem acumulasse riquezas em dinheiro, já fora inventada no século XIII pelo Imperador Frederico Barba Roxa, com resultados altamente benéficos para o bem-estar do seu povo. Podemos assim olhar de forma positiva para a cada vez mais real probabilidade do desaparecimento do Euro. Vai significar um descalabro do sistema financeiro e bancário ainda vigente, mas uma transformação positiva para a Humanidade.

Quem pensa que nós não temos capacidades para criar moeda separada de Bruxelas, engana-se. Já nos anos vinte e trinta do século XX, houve muitas câmaras municipais portuguesas que fizeram frente à falta dos pequenos trocos, emitindo vales camarários, de circulação geral, que corriam como moeda legal.

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Ainda na década dos anos setenta, houve casas comerciais em Ponta Delgada que, perante a grave crise da falta de pequenos trocos, carimbavam fragmentos do seu papel de embrulho, no qual escreviam um valor para vale, devidamente assinado e carimbado pela funcionária da caixa. Outros estabelecimentos houve, que imprimiram vales de pequenos valores, para trocos, com tal qualidade, que o Governo Regional pediu para os mesmos não serem postos em circulação, porque revelavam a grande facilidade com que se poderia criar moeda regional própria, o que era, então, considerado politicamente inconveniente (o resultado foi o arredondamento dos preços, algo altamente prejudicial para a população).

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Mais informações:

www.zeit-fragen.ch

http://www.chiemgauer.info/

http://www.regiogeld.de/

Bibliografia sugerida:

- Kennedy, Margrit, Lietaer, Bernard (2004): “Regionalwährungen- Auf dem Weg zu nachhaltigem Wohlstand, München.

- Gelleri, Christian (2005): “Assoziative Wirtschaftsräume in Fragen der Freiheit”,Bad Boll.

- Gesell,Silvio (1986): “Die natürliche Wirtschaftsordnung – Durch Freiland und Freigeld, Lauf.

- Lietaer, Bernard A. (1999): “Das Geld der Zukunft – über die destructive Wirkung des existierenden Geldsystems und die Entwicklung von Komplementärwährungen, Pössnek.

Fonte