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sábado, 18 de julho de 2009

Ícones, janelas, menus - Quando a informática vai evoluir?


A interação homem-computador está passando por uma revolução, entrando em uma era multimodal que vai muito, muito além do atual paradigma, chamado WIMP - Windows-Ícones-Menus-Ponteiros. Agora, um grupo de pesquisadores europeus desenvolveu uma nova plataforma de desenvolvimento gratuita que poderá acelerar essa revolução.



Problema complexo

Nós temos a tecnologia. Então, por que nossas interfaces primárias homem-computador continuam baseadas no paradigma WIMP, que já tem 35 anos de idade?

Voz, gestos, toque, háptica, feedback de força e muitos outros sensores ou atuadores já estão disponíveis, prometendo simplificar e simultaneamente melhorar a interação dos humanos com os computadores. Mas nós continuamos travados a cento e poucas teclas, um mouse e dores nos pulsos.

Em parte, o passo lento do desenvolvimento de interfaces é apenas a história se repetindo. A história dos sistemas mecânicos que funcionavam mais rápido do que a escrita manual é uma saga de 150 anos e, eventualmente, levou ao desenvolvimento do teclado padrão QWERTY nos início dos anos 1870.

Em parte, o problema é de complexidade. As interfaces devem se adaptar à morfologia e à neurologia humanas e têm que tornar seu trabalho mais fácil do que era antes. Pode levar um bocado de tempo para descobrir como otimizar essas interfaces.

A revolução das interfaces

A revolução já começou, com os sistemas de toque e os sistemas baseados em gestos reinventando os telefones celulares e os videogames. Mas o ritmo do desenvolvimento e da chegada desses avanços ao mercado tem sido dolorosamente lento.

É isso o que querem mudar os pesquisadores do projeto OpenInterface (interface aberta) que iniciou seu trabalho a partir dos muitos dispositivos de interação atualmente disponíveis - telas de toque, sensores de movimento, reconhecimento de voz e muitos outros - e está trabalhando para criar um programa de desenvolvimento de código aberto capaz de dar suporte de forma rápida e fácil ao projeto e desenvolvimento de novas interfaces de usuário mesclando os diversos tipos de dispositivos de entrada de dados disponíveis.

"Esses dispositivos e modalidades de uso estão disponíveis há muito tempo, mas sempre que os desenvolvedores tentam empregá-los em novas aplicações ou simplificar seu uso, eles precisam reinventar a roda," diz Laurence Nigay, coordenador do projeto OpenInterface.

Sistema de desenvolvimento de interfaces multimodais

A nova plataforma OpenInterface pretende acabar com isso. A plataforma consiste em um kernel, que é uma ferramenta gráfica para a montagem de componentes e um repositório de componentes de software.

O sistema OpenInterface permite que os desenvolvedores explorem diferentes possibilidades de interação. Um desenvolvimento mais rápido significa mais iterações de uma nova interface para se obter uma interface multimodal que seja utilizável.

No estágio atual, o sistema inclui vários dispositivos e modalidades de interação, incluindo o Shake, um dispositivo de sensoriamento de movimento, o Wii remoto (Wiimote), o iPhone, dispositivo de captura Interface-Z, vários programas de reconhecimento de voz, acompanhamento do movimento dos dedos por câmeras e vários conjuntos de ferramentas, incluindo ARToolKit e Phidgets.

Os pesquisadores já construíram diversos tipos de aplicativos que demonstram a capacidade do novo sistema, mesclando os diversos recursos à sua disposição. Um deles usa um Wiimote para operar a visualização de slides. Outro desenvolveu controles para um videogame usando o sensor de rotação do iPhone em conjunto com o sensor de movimento do Wiimote.

Os usuários podem escolher qualquer dispositivo de interação que queiram.

Aplicações multimodais para PC e celular

"Todas essas aplicações foram desenvolvidas simplesmente para demonstrar a capacidade do sistema OpenInterface para desenvolver rapidamente e prototipar novas interfaces multimodais em um PC e em telefones celulares combinando diversos dispositivos de controle," explica Nigay.

As aplicações multimodais podem ser desenvolvidas tanto para PC quanto para telefones celulares. O sistema é de código aberto - o que significa que é gratuito - e suporta várias linguagens de programação.

O OpenInterface pode ser baixado do site www.oi-project.org. Veja na seção Showcase do site mais filmes demonstrando as possibilidades de uso da nova ferramenta.


Fonte


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Cientista cria automóvel que anda sozinho

A Microsoft e a KIA juntaram-se e convidaram cientistas de todo o mundo com o objectivo de criarem um veículo autónomo para andar nas estradas. Jackson Matsuura, cientista da Universidade de Coimbra, ficou em primeiro lugar, a nível mundial, afirmou.

Cientista cria automóvel que anda sozinho (U. Coimbra)

O seu automóvel foi concebido em apenas 3 dias e tem a capacidade de substituir um condutor humano. Segundo o cientista, a «experiência na robótica» e «a ajuda dos colegas» do Instituto de Sistemas e Robótica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, «foi o que levou a que isto se proporcionasse».

«O gosto pela robótica» e o facto de «já ter participado num concurso semelhante, no ano passado e tendo ficado em 2º lugar» fez com que Matsuura tivesse vontade de participar nesta competição, conhecida por KIA Urban Challenge, contou ainda ao Portugal Diário.

Por enquanto, o automóvel ainda é só virtual, mas pretende-se que passe ao mundo real. Em conversa com o Jornal, o Investigador brasileiro disse que isso, «depende da indústria dos automóveis», pois ainda há aspectos a serem estudados, entre eles «a segurança do automóvel» que circula sozinho.

IOL

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Italianos criam cadeiras de rodas guiada pelo cérebro

Essa cadeira de rodas motorizada "inteligente" é equipada com dois computadores de bordo, que analisam as ondas cerebrais e orientam o movimento, com o auxílio de câmeras e dispositivos espalhados pela casa. Além disso, é dotada de dois sensores a laser, instalados na frente da cadeira, que reconhecem obstáculos imprevistos, como uma pessoa passando, e dependendo da distância, a cadeira pode parar ou desviar, desde que haja espaço para a manobra.

Esse protótipo, produto do esforço de um time multidisciplinar que envolveu o Departamento de Bioengenharia, responsável pela decodificação dos sinais humanos, do hospital San Camillo, em Veneza, e da clínica de reabilitação Maugeri, em Verona, foi construído pelo Departamento de Inteligência Artificial e Robótica do Politécnico de Milão e ainda está em fase de teste de aperfeiçoamento.

O projeto experimental usa processadores de última geração, com baixo consumo de energia e que são integrados a um aparelho capaz de registrar graficamente as correntes elétricas do cérebro.

A planta de um apartamento foi inserida dentro de um dos programas dos computadores. Os cômodos aparecem para o usuário em um display no braço da cadeira de rodas.

Os nomes de ambientes "sala", "cozinha", "banheiro", "quarto", "primeiro andar" e "portaria" piscam continuamente. As opções luminosas estimulam a atividade cerebral que é então capturada por eletrodos e enviadas ao computador.

Bernardo Darseno, um dos pesquisadores, comenta: "eles estão presos em uma touca que cobre a cabeça do usuário, em posição central para receber os sinais que das áreas mais profundas do córtex cerebral". Uma interface entre o cérebro e o computador completa a operação.

Matteo Matteucci, coordenador da pesquisa, destaca um problema em particular: "uma das partes mais complicadas é a análise dos sinais do eletroencefalograma, pois são muito 'sujos', sofrem algumas interferências e são frágeis. O usuário precisa de muita concentração".

A cadeira de rodas se orienta com o auxílio de uma câmera direcionada para o teto dos cômodos. Em cada ambiente existe um adesivo de plástico, cada um diferente dos demais, que permite, em tempo real, a localização do usuário com exatidão.

Os pesquisadores acreditam que a cadeira, que poderá ser usada por pessoas com diversos graus de deficiência física e dificuldades de locomoção, possa chegar ao mercado entre cinco a 10 anos. Além disso, eles apostam que o mesmo sistema poderá ser usado por cidades inteiras para permitir o deslocamento de deficientes com a cadeira "inteligente".

Fonte: Brasilacadêmico