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domingo, 23 de janeiro de 2011

Quem ganha com as tragédias do Rio de Janeiro?

Quem ganha na realidade, com as tragédias ocorridas no Rio de Janeiro, em janeiro/2011, com certeza são as TV's. Principalmente a poderosa Globo. Audiência total, parece até um seriado, com capítulos e tudo, e mais, ao vivo diretamente do grande estúdio mais verdadeiro e natural possível, os atores são reais, a violência das águas a da natureza, são genuínas. Quer melhor que isso para dar audiência? Não precisa de mais nada, já é uma super produção que rende muitos pontos e os cofres vão se abarrotando.

Você viu alguém conhecido, uma celebridade, ou um apresentador de programas, um cantor famoso, uma grande empresa, um banco fazendo alguma doação
vultuosa. Se viu, foi muito raro, porque agora, os atores mais importantes que socorrem os que estão morrendo, são aqueles que estão doando até o que não tem, são os pobres mortais, ou melhor os mortais pobres, que continuam anônimos.

Informação é uma coisa, transformar a informação em um seriado, novela e etc., é outra coisa.

E os políticos que arrancam o couro do povo, estão doando algo?
Ahh, tem um que diz que se receber uma aposentadoria retroativa, vai doar, isso só se receber.

E os bancos, são os que mais lucram com os que tem pouco, cobram juros exorbitantes e até acharam um jeito de amarrar e garantir para seus cofres os salários dos aposentados, os ditos empréstimos consignados. Viram algum banco doando algo.

Podem esperar que já tem algum
espertinho, pensando em fazer uma super produção cinematográfica, usando esta tragédia, e vai lucrar muito dinheiro, e os atores principais, nao receberão nem um centavo, quem viver verá.

E o governo?
Ahh, esse também. A estratégia é deixar tudo acontecer e ficar cada vez pior, esperam o ápice para enviar resgate, recursos humanos, alimentos e roupas e etc., ai, quando o caos está instalado, entra em cena os planos do governo. As forças armadas, as cruzes vermelhas, amarelas e também as cruzes dos mortos em céu aberto.

Agora sim, está em evidencia as Forças Armadas, Exercito Marinha e outras mais, a presidenta da republica mais o ministro tal e tal. Mas a poderosa TV está sempre lá ao vivo para mostrar e nos entreter com a tragédia dos outros.

Todas as
ações tomadas depois da tragédia, poderia ter sido tomadas muito antes, em governos anteriores, só que não daria tanta evidencia aos órgãos. Agora sim, fizemos isso, mais aquilo e aquilo outro, salvamos tantas pessoas, alimentamos e vestimos mais tantas e etc..

É claro que não é somente culpa do governo. O poder público, não está sozinho nisso, escolas, igrejas, associações de bairros tem a sua
parcela de culpa. Juntamente com eles, está a especulação imobiliária que pressiona o poder público para autorizar construções onde não deveria em lugares de grande risco.

A negligência do governo Federal, Estadual e Municipal, quanto a severidade nas autorizações de construção em áreas de risco, mais a falta de construção de habitação social mais o
desespero de não ter onde morar do cidadão, somando a isso a natureza que é a menos culpada, são as mais prováveis causas das tragédias no Brasil.

Esperamos que esta tragédia sirva de lição para que os governos tratem com seriedade este assunto, estruturem grupos de trabalho que tracem planos de ação, que evitem que tantas vidas se percam, por causa de eventos da natureza que acontecem a milhares de anos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Tragédia - Seis adolescentes se afogam em Shreveport Red River

As temperaturas subiram na segunda-feira e a água fresca de Shreveport, Louisiana, Red River atraiu um grupo de familiares e amigos às suas margens.

Em um esforço para se refrescar, um dos adolescentes andava na parte rasa do rio e
em algum momento, ele escorregou e caiu em águas profundas e foi quando começou a se afogar.

Então, mais seis adolescentes foram em seu socorro.

Assistente dos Bombeiros, Fred Sanders diz que eles estavam brincando na água à noite em lugar raso, mas um deles escorregou para um trecho de 20 metros de profundidade.

Sanders diz que eles estavam com adultos, mas nenhum do grupo sabia nadar.

Ele diz que eram de duas famílias - três irmãos em uma família, e dois irmãos e uma irmã de outra família.

São eles: Litrelle Stewart, 18 anos; Latevin Stewart, 15, e LaDairus Stewart, 17, e os irmãos Warner Takeitha, 13; JaMarcus Warner, 14, e JaTavious Warner, 17, os que morreram..
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Desgraça no Haiti está sendo boa para nós aqui, diz cônsul no Brasil; assista


Reportagem exibida ontem (14) no "SBT Brasil" mostra o cônsul geral do Haiti em São Paulo, George Samuel Antoine, afirmando que a tragédia no Haiti está tendo bons resultados para ele e atribuindo a culpa do terremoto de terça-feira (12) à religião.

Antoine deu as declarações à repórter Elaine Cortez sem saber que estava sendo gravado.

"A desgraça de lá está sendo uma boa pra gente aqui, fica conhecido", disse o cônsul. "Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá f...", completa Antoine.

Uma das principais correntes religiosas no país é o vodu, que tem relação com outras manifestações de origem africana como o candomblé e a santeria.

Após a gravação da reportagem, o jornalista Carlos Nascimento informou que foi feito outro contato com o cônsul, que disse ser uma pessoa preparada para o cargo.

O total de mortos pelo terremoto de 7 graus pode chegar a 50 mil, diz a Cruz Vermelha no Haiti, e os desabrigados devem somar 3 milhões. O governo enterrou na quinta-feira 7.000 corpos em uma vala comum.

Dezessete brasileiros morreram no tremor que devastou a capital do país, Porto Príncipe. Há cerca de 1.310 brasileiros no país, dos quais cerca de 50 são civis. O Brasil possui 1.266 militares na missão de paz da ONU, Minustah (missão de estabilização da ONU liderada pelo Brasil), enviada ao país depois de uma sangrenta rebelião, em 2004, que sucedeu décadas de violência e pobreza.

Corpos

Na tarde desta quinta-feira, ao menos 1.500 corpos estavam empilhados dentro e fora do necrotério do hospital geral de Porto Príncipe, e caminhonetes continuam a ser usadas para transportar as vítimas do terremoto, o que indicava que o número poderia aumentar. "Não posso dizer quantos corpos serão trazidos para cá", disse o diretor do hospital, Guy LaRoche.

Ainda há muitos corpos que continuam nas ruas, a maioria coberta apenas por panos brancos sob um calor de 27ºC. Algumas pessoas enterravam seus parentes em covas rasas nas margens de uma estrada. Uma mulher foi amarrada a uma tábua e coberta com um lençol antes do enterro, enquanto fogueiras eram acesas para afastar moscas.

Outros tentaram enterrar seus parentes nas encostas, o que não foi recomendado pelos militares brasileiros --que lideram a missão de paz da ONU no país-- porque os corpos poderiam ficar expostos após a ocorrência de chuvas.