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domingo, 29 de maio de 2011

Augustus Nicodemus fala sobre decisão das Presbiterianas dos EUA e da Escócia de aceitarem pastores gays.

Por Quê Igrejas Presbiterianas pelo Mundo estão Aceitando Pastores Homossexuais?

Duas denominações presbiterianas acabam de decidir no plenário de suas Assembléias Gerais que homossexuais praticantes podem ser pastores nas igrejas delas.

A primeira foi a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América (PCUSA). Veja a notícia aqui:


E ontem, foi a vez da Igreja Presbiteriana da Escócia. Veja a notícia aqui:



Estas resoluções foram tomadas depois de muitos anos de conflitos internos e discussões teológicas. E em ambas as igrejas, o voto passou com uma maioria apertada. Os pastores, presbíteros, diáconos e membros destas denominações que discordam da decisão, e que por muito tempo lutaram para que ela não fosse aprovada, enfrentam agora o dilema de saber qual é a coisa correta a fazer. Com certeza, muitos sairão para outras denominações ou para formar novas igrejas; outros, ainda, permanecerão na esperança de que um dia as coisas mudem.

A pergunta que não quer calar é como igrejas de origem reformada, que um dia aceitaram as confissões de fé históricas e adotaram os lemas da Reforma, especialmente o Sola Scriptura, chegaram a este ponto? Em minha opinião, o que está acontecendo hoje é o resultado lógico e final da conjunção de três fatores: a teologia liberal que foi aceita por estas igrejas, a conseqüente rejeição da autoridade infalível da Bíblia e a adoção dos rumos da sociedade moderna como norma.

O processo pelo qual estas denominações passaram, uma na Europa e outra nos Estados Unidos, é similar. As etapas vencidas são as mesmas. Primeiro, em algum momento de sua história, em meados dos séculos XIX, o método crítico de interpretação da Bíblia passou a ser o método dominante nos seminários e universidades teológicas destas denominações. Boa parte dos pastores formados nestas instituições saíram delas convencidos que a Bíblia contém erros de toda sorte e que reflete, em tudo, o vezo cultural de sua época. Para eles, os relatos bíblicos dos milagres são um reflexo da fé dos judeus e dos primeiros cristãos expresso em linguagem mitológica e lendária (veja aqui um post sobre liberalismo teológico).

Segundo, uma vez que a Bíblia não poderia ser mais considerada como o referencial absoluto em matérias de fé e prática, devido ao seu condicionamento às culturas orientais antigas e patriarcais, estas denominações aos poucos foram adotando as mudanças culturais e a direção da sociedade moderna como referência para suas práticas.

Terceiro, com a erosão da autoridade bíblica e o estabelecimento da cultura moderna como referencial, não tardou para que estas igrejas rejeitassem o ensinamento bíblico de que somente homens cristãos qualificados deveriam exercer a liderança nas igrejas e passaram a ordenar mulheres como pastoras e presbíteras. As passagens bíblicas que impõem restrições ao exercício da autoridade por parte da mulher nas igrejas foram consideradas como sendo a visão patriarcal dos autores bíblicos, e que não cabia mais na sociedade moderna (veja aquiuma matéria deste blog sobre ordenação feminina).

O passo seguinte foi usar o mesmo argumento quanto ao homossexualismo: as passagens bíblicas que tratam as relações homossexuais como desvio do padrão de Deus e, portanto, pecado, foram igualmente rejeitadas como sendo fruto do pensamento retrógrado, machista e preconceituoso dos autores da Bíblia, seguindo a tendência das culturas em que viviam. A igreja cristã moderna, de acordo com este pensamento, vive num novo tempo, onde o homossexualismo é comum e aceito pelas sociedades, inclusive com a aprovação do Estado para a união homossexual e benefícios decorrentes dela.

E o resultado não poderia ser outro. O único obstáculo para que uma igreja que se diz cristã aceite o homossexualismo como uma prática normal é o conceito de que a Bíblia é a Palavra de Deus, inerrante e infalível única regra de fé e prática para o povo de Deus. Uma vez que esta barreira foi derrubada - e a marreta usada para isto sempre é o método crítico e o liberalismo teológico - não há realmente mais limites que sejam defensáveis. Pois mesmo os argumentos não teológicos, como a não procriação em uniões homossexuais e a anormalidade anatômica e fisiológica da sodomia, acabam se mostrando ineficazes diante do relativismo da cultura moderna. E as igrejas que abandonaram a autoridade infalível da Palavra de Deus acabam capitulando aos argumentos culturais.

Nem todos os que adotam o método crítico são favoráveis ao homossexualismo. E nem todos liberais são a favor da homossexualidade. Mas espero que as decisões destas duas igrejas, que têm em comum a adoção deste método e a aceitação do liberalismo teológico, sirvam como reflexão para os que se sentem encantados com o apelo ao academicismo e intelectualismo da hermenêutica e da teologia liberais.

Gritos de Alerta

terça-feira, 9 de junho de 2009

Desmond Tutu endossa pastores homossexuais na Igreja Presbiteriana da Escócia

Hilary White

EDINBURGO, ESCÓCIA, 29 de maio de 2009 (LifeSiteNews.com) — O arcebispo Desmond Tutu apoiou a decisão da Igreja da Escócia de nomear um homossexual abertamente praticante para o ministério. A Assembléia Geral da Igreja da Escócia, conhecida como Kirk, num voto sábado de 326 a 267 confirmou a nomeação de Scott Rennie, um homossexual abertamente praticante, como pastor na Igreja Queen’s Cross em Aberdeen.

Na quarta-feira, Desmond Tutu, ganhador do Prêmio Nobel da Paz e bispo anglicano emérito da Cidade do Cabo, em seu discurso na Assembléia Geral, disse que ele ficou estupefato que as igrejas estejam debatendo “quem vai para a cama com quem” quando pessoas estão morrendo de fome, AIDS e em guerras.

Rennie disse para a BBC domingo a noite que ele não achava que esse voto é o “fim da discussão” dentro da Igreja da Escócia. “A Igreja está numa viagem de descoberta, de conversação um com o outro sobre homossexualidade”.

A Assembléia Geral mais tarde votou por uma moratória de dois anos em quaisquer outras ordenações de pastores homossexuais e concordou em não discutir a questão publicamente durante esse tempo.

Tutu comparou a ordenação de homossexuais à ordenação de mulheres na Comunhão Anglicana, dizendo: “Eu acharia impossível ficar parado quando pessoas estão sendo perseguidas por algo sobre o qual elas nada podem fazer — sua orientação sexual”.

O caso de Scott Rennie é semelhante ao caso de Gene Robinson, bispo episcopal americano cuja confirmação como bispo de New Hampshire foi o ponto de partida para a crise em andamento na Comunhão Anglicana Mundial. Robinson tinha naquele ponto sido casado e pai de dois filhos. Rennie também esteve casado durante cinco anos e teve uma filha. Ruth e Scott Rennie se separaram e se divorciaram e Scott Rennie está agora num relacionamento atual com outro homem.

Ruth Rennie disse para o jornal Scotsman que aqueles que se opuseram à eleição de seu ex-marido como pastor da Igreja Queen’s Cross “não têm compaixão” “Em seu ministério”, disse ela, “Scott é por natureza uma pessoa sensível e caridosa, e o que ele tem enfrentado provavelmente o tornou um pastor ainda melhor”.

Em 2008, depois que Scott Rennie disse para a congregação de Queen’s Cross que ele é um homossexual praticante que vive com outro homem, eles o elegeram como seu pastor por 140 votos a 28. Essa seleção foi mais tarde sustentada pelo Presbitério de Aberdeen por 60 votos a 24. Isso fez de Rennie o primeiro pastor abertamente praticante a ser confirmado na Kirk.

A decisão, porém, foi posteriormente contestada por um grupo de 12 pastores e presbíteros em Aberdeen e a questão foi adiada para a Assembléia Geral deste ano, o tribunal mais elevado da igreja e seu órgão governante, que se reuniu de 21 a 27 de maio.

Como com as principais denominações protestantes, a Kirk está experimentando profundas divisões sobre a questão da homossexualidade. Em 1994, um relatório do Conselho Doutrinário da Kirk concluiu: “Casais que coabitam, quer heterossexuais ou homossexuais, podem muito bem demonstrar todas as marcas de uma parceria de compromisso, amor e fidelidade e não devem ser vistos como em estado de pecado”.

Original em Inglês
Tradução: Julio Severo

Fonte

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