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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Dá para justificar o suicídio de pastores ou quem quer que seja?

“Podemos nos orgulhar de saber que nosso irmão, nosso amigo, pastor Jarrid Wilson, está no céu nos braços de Jesus,” declarou Greg Laurie, pastor sênior da Comunidade Cristã Harvest (Harvest Christian Fellowship), em uma pregação em 15 de setembro de 2019, em relação a Wilson, que cometeu suicídio em 9 de setembro de 2019, depois de oficializar o funeral de uma mulher que também se matou.
Greg Laurie
Greg prestou um sincero tributo a Wilson, observando que ele era “positivo, vibrante e sempre servindo e ajudando os outros.”
Greg levantou alguns pontos positivos, inclusive “Um momento sombrio na vida de um cristão não consegue desfazer o que Cristo fez por nós na cruz.” Esse é um ponto excelente. Mas isso também se aplicaria se Wilson tivesse cometido qualquer outro pecado, inclusive assassinato de sua esposa ou abuso sexual contra uma criança? Ele seria salvo?
Não tenho resposta, mas Greg parece ter todas as respostas no caso de suicídio: pastores que se matam sobem diretamente para o céu.
Um ponto não tão agradável é o seguinte: Não é covardia um homem abandonar, por suicídio ou não, duas inocentes crianças pequenas? Jarrid Wilson, que tinha 30 anos, tinha dois filhos pequenos. Não dava para ele pensar em suas responsabilidades como pai?
Jarrid Wilson, esposa e filhos
Outro ponto não muito agradável é que em seu tributo a Jarrid Greg confessou: “Ele também lidou com uma depressão muito profunda. Na verdade, era um problema desde a infância e ele estava sob os cuidados de um médico.”
Se Greg sabia que Jarrid tinha “depressão muito profunda,” por que ele o colocou em sua equipe pastoral? Jarrid liderava o ministério de jovens adultos na Comunidade Cristã Harvest. Eu me pergunto o que esses jovens adultos estão pensando agora.
Jarrid não era o culpado por ter responsabilidades pastorais em tal mega-igreja. Quem o ordenou, conhecendo seu histórico claro de “depressão muito profunda” e pensamentos suicidas, é responsável perante Deus.
Curiosamente, a pregação de Greg em tributo a Jarrid foi intitulada “A esperança recebe a última palavra!” Mas essa é uma contradição. Pessoas que se matam perderam toda a esperança, inclusive em Deus.
Não podemos ser juízes para dizer que todas as pessoas que cometem suicídio vão para o inferno ou que vão automaticamente para o céu se forem pastoras, como fortemente sugerido por Greg.
A pregação de Greg, em meio a um abundante tributo encorajador a Jarrid, encontrou um lugar para dizer: “O suicídio é a escolha errada.” Ele acrescentou: “Se você está tendo pensamentos suicidas, você precisa de ajuda profissional.”
Mas Jarrid não procurou ajuda profissional — psicólogos e psiquiatras — durante toda a sua vida? Desde a infância, ele teve tal ajuda profissional. Isso o ajudou?
Mesmo assim, ele fundou Anthem of Hope (Hino de Esperança), uma organização que oferece ajuda profissional a pessoas com problemas de saúde mental — depressão e pensamentos suicidas.
Assim, mesmo depois de seguir as instruções exatas que Greg deu — buscar ajuda profissional por décadas —, Jarrid ignorou todo o seu testemunho “positivo, vibrante, sempre servindo e ajudando os outros,” principalmente ignorando a total fragilidade e estado indefeso de seus filhos pequenos, e, contra toda esperança, escolheu o suicídio. Isso é altruísmo? “Procurar ajuda profissional” funciona? Não funcionou nem um pouco para Jarrid.
O tributo de Greg a Jarrid justificou sua condição e suicídio, apontando que várias figuras bíblicas importantes sofriam de problemas debilitantes de depressão e saúde mental. “Jó desejou nunca ter nascido. Jeremias, pelo menos em uma ocasião, queria morrer. Jonas também queria morrer,” disse Greg.
Mas nenhum deles cometeu suicídio. Na Palavra de Deus todos os casos de suicídio envolviam pessoas em rebelião contra Deus. Judas é só um dos exemplos.
Greg também usou o profeta Elias como um exemplo de depressão profunda. “Elias era um grande profeta de Deus, mas ele enfrentou uma depressão grave e chegou ao ponto em que queria morrer,” disse ele.
Mas Elias queria se matar? O caso dele envolvia pensamentos suicidas?
“Com certeza Elias, se passasse por um médico e ou psicólogo, sairia com um encaminhamento para internamento, e seria considerado como um paciente grave com risco de cometer suicídio,” disse Marisa Lobo, que se identifica como psicóloga cristã.
Concordo sobre psicólogos vendo necessidade para internar Elias num hospital psiquiátrico. Bastaria que Elias dissesse aos psicólogos e psiquiatras que ele ouviu a voz de Deus e viu anjos e pronto: Eles o colocariam numa camisa-de-força e injetariam suas drogas psiquiátricas nele.
Marisa usa Elias em suas palestras sobre pessoas que querem se matar. Pessoas suicidas ouvem vozes para se matar. Elias realmente ouviu uma voz, mas essa voz não o orientou a se matar. Os psicólogos cristãos iriam defender um internamento psiquiátrico para curar Elias de ouvir a voz de Deus? Eles também acham que tratamento psiquiátrico “cura” pessoas de ouvirem vozes de demônios orientando-as a se matar?
Se Jesus e os apóstolos soubessem que internamento e drogas psiquiátricas “curam” as pessoas de ouvir vozes demoníacas eles jamais expulsariam demônios. Eles viajariam no tempo e perguntariam para os psicólogos cristãos de hoje como se formar em psicologia para lidar com as multidões de pessoas com opressão demoníaca — ops, problemas psiquiátricos.
No entanto, a psicologia moderna não recomendaria um internamento só para Elias. Os psicólogos cristãos poderiam também se tornar vítimas de sua própria profissão: Bastaria que eles dissessem que o homossexualismo é pecado, abominação e perversão, conforme diz a Bíblia, e eles seriam diagnosticados como loucos em necessidade de internamento.
Quem foi que disse que a psicologia é consenso entre os cristãos?
A Enciclopédia Popular de Apologética (publicada pela prestigiosa editora evangélica americana Harvest House Publishers), de Ed Hindson, diz:
Existem mais de 300 modelos de aconselhamento hoje. Nessa mistura de teorias psicológicas, há muitas opiniões seculares de aconselhamento que discordam veementemente umas das outras. Devemos lembrar que Freud, Jung, Skinner e Rogers tinham sérias diferenças filosóficas.
Um fato que não podemos ignorar sobre os esforços para integrar a psicologia e a fé é que a psicologia foi fundada no humanismo secular. Isso pode parecer simplista, mas é verdade. Toda a psicologia, seja ela rotulada de primitiva ou moderna, secular ou religiosa, foi fundada no humanismo secular e embelezada pelas filosofias do homem. O cerne de toda psicologia está enraizado no que o homem pensa e acredita sobre a vida humana sem a eterna Palavra de Deus. A psicologia pode usar alguns princípios bíblicos em suas teorias, mas em grande parte as teorias da psicologia são filosoficamente determinadas pelos padrões humanos.
A psicologia e a teologia nunca foram parceiros que ficam juntos à vontade. Suas pressuposições filosóficas básicas são quase diametralmente opostas entre si. Ambas presumem tratar da condição humana fundamental e sugerir curas para os conflitos internos da pessoa.
Já que Greg Laurie acha tão importante que pessoas deprimidas busquem assistência psicológica profissional que trata a depressão ou angústia da alma como doença mental, vejamos o que a literatura especializada secular tem a dizer. Em seu artigo “Estudo: Diagnósticos Psiquiátricos São ‘Cientificamente Sem Sentido’ no Tratamento da Saúde Mental” publicado em 9 de julho de 2019 no site Study Finds (Descobertas de Estudos), John Anderer escreveu:
Um estudo recente conduzido na Universidade de Liverpool causou surpresa ao concluir que os diagnósticos psiquiátricos são “cientificamente insignificantes” e inúteis como ferramentas para identificar e tratar com precisão o sofrimento mental em nível individual.
De acordo com os autores do estudo, o sistema de diagnóstico tradicional usado hoje pressupõe erroneamente que todo e qualquer sofrimento mental é causado por um distúrbio e depende demais de ideias subjetivas sobre o que é considerado “normal.”
“Talvez seja a hora de pararmos de fingir que rótulos com aparência médica contribuem com alguma coisa para nossa compreensão das complexas causas do sofrimento humano ou de que tipo de ajuda precisamos quando estamos angustiados,” comentou o professor John Read.
O estudo foi publicado na revista científica Psychiatry Research (Pesquisa Psiquiátrica).
Vamos agora entender o contexto da “depressão de Elias,” tão usada por pastores e psicólogos cristãos quando falam de pastores que se matam.
Enquanto nós cristãos pró-vida confrontamos hoje a cultura do aborto (assassinato de bebês) e homossexualidade, nos esquecemos muitas vezes de que na Bíblia homens de Deus também enfrentaram cultura semelhante.
O deus Baal, cujos sacerdotes eram homossexuais e praticavam homossexualidade “sagrada,” exigia sacrifício de bebês recém-nascidos.
O exemplo mais notável de enfrentamento profético ao deus Baal vem do profeta Elias.
Depois de Elias confrontar e vencer 450 profetas de Baal numa disputa, a Bíblia diz:
“Então Elias lhes ordenou: ‘Prendei agora mesmo todos os profetas de Baal! Que nenhum deles escape!’ E o povo os prenderam. Elias fê-los descer para próximo do riacho de Quisom e lá os degolou a todos.” (1 Reis 18:40 KJA)
Degolar é cortar a cabeça. Cortar a cabeça, com as próprias mãos, de 450 homens foi uma tarefa imensamente trabalhosa cansativa. Eu ficaria cansadíssimo de degolar apenas 50 profetas de Baal. Mas Elias fez isso com quase 500.
Depois desse trabalho cansativo, a Bíblia diz:
“Diante disso, Jezabel mandou um mensageiro a Elias com o seguinte recado: ‘Que os deuses me façam sofrer as piores desgraças, se até amanhã a esta hora eu não fizer com a tua vida o que fizeste com os profetas!’” (1 Reis 19:2 KJA)
Jezabel, esposa do rei Acabe, era a rainha. Se ela disse que queria Elias morto, então o país inteiro estaria caçando Elias para ela degolá-lo.
Cansado e desanimado com tal perseguição violenta, Elias fugiu. A Bíblia relata:
“Quanto a ele, fez pelo deserto a caminhada de um dia e foi sentar-se debaixo de um pé de giesta, uma espécie de arbusto, e ali orou pedindo para si a morte, dizendo: ‘Agora basta, ó Yahweh! Retira-me a vida, pois não sou melhor que meus pais!’” (1 Reis 19:4 KJA)
De tanta perseguição, Elias queria que Deus o levasse. Se fosse para se matar, ele nem precisaria pedir nada. Bastava-lhe pegar uma arma e usar. Mas a ideia dele nunca foi se matar.
Elias era um homem que costumava clamar a Deus incessantemente. E Deus sempre ouve homens de oração. Ele sempre age sobrenaturalmente em resposta a homens de oração.
É nesse ponto que, na Bíblia, Deus simplifica tudo trazendo um anjo. Só para começar. Depois, Elias foi parar numa caverna onde ele ouviu a própria voz de Deus. Apesar de que essa resposta tão simples está na Bíblia há séculos e milênios, os seres humanos estão aí para complicar tudo. Como sempre.
Psicólogos cristãos sempre conseguem enfiar o caso de Elias no meio de seu assunto sobre pessoas depressivas que querem se matar.
Eles sempre chamam Elias de “depressivo.” Marisa Lobo comparou a caverna onde Elias estava a um hospital psiquiátrico, onde o paciente recebe comida e medicamentos.
A comparação de Marisa está longe do sentido bíblico, pois Elias não recebeu nenhum medicamento e a caverna estava longe de ser hospital. Aliás, se uma pessoa depressiva de hoje fosse parar numa caverna sem água e luz, ficaria ainda mais depressiva.
Marisa errou ao rotular Elias de depressivo, como se de tempos em tempos ele ficasse em estado de depressão. Absolutamente nada na Bíblia indica que Elias tinha crises regulares de depressão.
Se um episódio isolado de angústia da alma causada por grande perseguição política transforma, no olhar de psicólogos cristãos, Elias em “depressivo,” então todo mundo na Bíblia era depressivo. Nessa definição “clínica,” qual é o cristão que escapa de ser rotulado de “depressivo”?
Na verdade, Elias não era depressivo. Ele sofreu uma grande perseguição, como todos os grandes homens de Deus sofrem, e ficou com angústia da alma naquele momento específico. Rotular Elias como depressivo apenas para enfeitar uma palestra psicológica sobre suicídio ou numa pregação de tributo para um pastor que se matou é manter Elias num estado permanente ou quase permanente de depressão. Esse nunca foi o caso de Elias. A Bíblia simplesmente não dá margem para esse tipo de interpretação.
Quanto a dizer, mesmo em comparação, que a caverna seria um hospital psiquiátrico com medicamentos para pacientes de depressão, a complicação só fica mais complicada.
O site científico BMJ, em seu artigo “Antidepressivos aumentam o risco de suicídio, violência e homicídio em todas as idades,” informa que os medicamentos antidepressivos:
são muito perigosos; caso contrário, o monitoramento diário não seria necessário: “As famílias e os cuidadores dos pacientes devem ser aconselhados a ficar de olho no aparecimento de tais sintomas diariamente, já que as mudanças podem ser abruptas”… “Todos os pacientes em tratamento com antidepressivos por qualquer indicação devem ser monitorados apropriadamente e observados de perto quanto à piora clínica, tendências suicidas e mudanças incomuns no comportamento, especialmente durante os meses iniciais de um ciclo de terapia medicamentosa, ou em momentos de mudança de dose, aumentos ou diminuições. Os seguintes sintomas, ansiedade, agitação, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, hostilidade, agressividade, impulsividade, acatisia (agitação psicomotora), hipomania e mania, foram relatados em pacientes adultos e pediátricos em tratamento com antidepressivos.”
O BMJ acrescentou:
Tal monitoramento diário é, no entanto, uma solução falsa. As pessoas não podem ser monitoradas a cada minuto e muitos cometem suicídio ou homicídio… poucas horas depois que todos pensaram que estavam perfeitamente bem.
O BMJ também diz:
Já não se pode duvidar de que os antidepressivos são perigosos e podem causar suicídio e homicídio em qualquer idade (5-7). É absurdo usar drogas para depressão que aumentam o risco de suicídio e homicídio…
Em reportagem recente no jornal britânico Daily Mail sobre drogas antidepressivas, o Dr. Michael Hengartner, da Universidade de Zurique, na Suíça, disse: “Podemos declarar com certeza que essas drogas estão produzindo uma taxa excessiva de suicídios, além da própria depressão.”
Se em vez de receber a visita do anjo e ouvir a voz de Deus, Elias tivesse recebido algumas pílulas contra depressão, ele poderia realmente ter se matado ou ter matado alguém, ainda mais estando numa caverna melancólica!
A caverna só não aumentou a angústia da alma de Elias porque ele já estava recebendo visitações de Deus, com anjos e a voz sobrenatural do alto.
Contudo, tente imaginar a cena se, como querem psicólogas cristãos, Elias tivesse sido internado num hospital psiquiátrico. Bastaria que ele falasse que viu um anjo e ouviu Deus falando e os psiquiatras recomendariam injeções de suas drogas psiquiátricas — sem mencionar uma camisa de força. Um hospital psiquiátrico deixaria Elias doente de corpo e alma. Seria a pior desgraça da vida dele. Internado em tal lugar é que ele pediria para Deus levá-lo logo.
Sou totalmente a favor de psicólogos cristãos que levam a Bíblia para dentro de seus consultórios e usam a psicologia apenas como enfeite da mensagem bíblica essencial. Mas levar a psicologia e seus truques para dentro das igrejas e usar a Bíblia como enfeite da psicologia gera aberrações como transformar a caverna de Elias em hospital psiquiátrico com antidepressivos que, em vez de ajudar, carregam o risco de levar os pacientes a se matar ou a praticar violências, inclusive assassinatos.
Em conclusão, o que todas essas informações bíblicas e científicas nos mostram?
* Elias não vivia numa condição de crises depressivas frequentes, mas sentiu depressão num momento específico de sua vida por causa da ameaça de morte de uma grande autoridade governamental.
* Pílulas contra depressão, que podem causar suicídio, violência e assassinato, não podem ser colocadas no mesmo nível de importância da visitação de anjos e a voz de Deus.
* A caverna inóspita sem luz e água de Elias não era um hospital psiquiátrico para curar pacientes depressivos, que ficariam ainda mais depressivos em tal ambiente melancólico.
Eu realmente duvido que uma palestra de psicologia dentro da igreja usando a Bíblia apenas como enfeite tenha um efeito positivo. Greg Laurie e Jarrid Wilson tratavam, em suas pregações, a depressão como problema médico de saúde mental. Eles sempre recomendaram encaminhar pessoas deprimidas para psicólogos e psiquiatras. E o que foi que aconteceu? Jarrid se matou, abandonando dois filhos pequenos.
Mesmo sendo solteiro, Elias nunca pensou em suicídio. No entanto, se ele tivesse filhos pequenos, ele não só não pensaria em suicídio, mas ele também nunca pediria para ser levado. Ele nunca deixaria seus filhinhos abandonados.
Elias não era diferente de Jarrid, de mim ou de Greg. A Bíblia diz:
“Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e o céu enviou chuva, e a terra produziu os seus frutos.” (Tiago 5:16-18 NVI)
Se Elias venceu a depressão momentânea buscando a Deus, por que é que os cristãos de hoje precisam de abundante assistência psicológica que não funciona?
Se Elias repeliu pensamentos suicidas, por que pastores não conseguem fazer isso hoje?
Por que um pastor, que abandonou seus dois filhos pequenos, deve ser considerado um homem “positivo, vibrante e sempre servindo e ajudando os outros”? Ao se matar, ele não foi positivo, vibrante e não ajudou seus filhos pequenos.
E ao colocar Jarrid com seu histórico de depressão severa e pensamentos suicidas em sua equipe pastoral para liderar o ministério de jovens adultos, Greg Laurie não ajudou Jarrid e mais ninguém.s ninguém.
Julio Severo

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ab Surdos, Cegos e Nús

Uivai, pastores, e clamai, e revolvei-vos na cinza, principais do rebanho, porque já se cumpriram os vossos dias para serdes mortos, e dispersos, e vós então caireis como um vaso precioso.
E não haverá refúgio para os pastores, nem salvamento para os principais do rebanho.
Jeremias 25:34-35

Pastores protestantes incentivam orações para que haja mais abortos

Um grupo de pastores protestantes liberais ligados à Federação Internacional de Planejamento Familiar (conhecida pela sigla IPPF, a maior empresa multinacional de abortos do mundo) comoveu os cristãos da Califórnia, EUA, ao lançar uma “campanha de oração” a favor do aborto e da sua milionária indústria.
O grupo Humboldt County Clergy for Choice, um comitê da IPPF em Eureka, Califórnia, lançou a iniciativa chamada “40 dias de oração e contemplação”, que começou em 18 de março e termina em 27 de abril para promover o aborto. A iniciativa protestante pró-aborto tem como objetivo ser o inverso da campanha “40 dias pela vida”, que anualmente reúne milhões de americanos em oração pelas mães e pelos bebês em gestação.
Pastores protestantes pedem orações para que haja mais abortos
Os organizadores estão divulgando um folheto sugerindo “intenções de oração” para cada um dos 40 dias.
O primeiro dia foi dedicado a “orar pelas mulheres para as quais uma gravidez não é uma boa notícia, para que saibam que elas têm a escolha de abortar”. No dia 36, a instrução é orar “pelas famílias que escolhem abortar, para que conheçam a bênção dessa escolha”. Em outros dias pedem orações para que as gestantes não deem atenção aos ativistas pró-vida, e orem pelos médicos aborteiros e para que os estudantes de medicina aprendam a realizar abortos.
No último dia pedem para que se faça uma oração de ação de graças e celebração porque “o aborto ainda é seguro e legal” nos EUA.
Com relação à iniciativa protestante pró-aborto, Shawn Carney, diretor e co-fundador da bem-sucedida campanha 40 Dias pela Vida, nos Estados Unidos, lamentou em declarações ao grupo ACI que esse grupo de protestantes use as pessoas “para orar para que mais abortos sejam feitos e para que as mulheres abortem mais”.
“Cada aborto acaba com a vida de um ser humano inocente, criado à imagem e semelhança de Deus. Temos que orar por coisas boas que vão gerar vida, não que pelas que vão tirar vidas”, comentou ele.
“Vimos a IPPF em diferentes anúncios através do país tentando burlar, de muitas formas, a campanha de 40 Dias pela Vida. Geralmente a chamam de 40 Dias de Perseguição ou 40 Dias de Intolerância”, indicou Carney, que também deplorou que as pessoas sejam manipuladas dessa forma.
Shawn Carney disse também ao grupo ACI que “a indústria do aborto está cheia de pessoas que têm mente, alma e coração. Por isso, vimos recentemente que 69 empregados de clínicas de abortos se converteram e deixaram seus empregos”.
Depois de recordar que o movimento pró-vida inclui muitas pessoas que no passado eram abortistas, Carney comentou que a campanha que ele lidera, desde o seu início, já salvou cerca de 6 mil bebês: “muitas das mães nos disseram que se levantaram naquela manhã pedindo a Deus um sinal e foram à clínica de aborto”.
Ver os ativistas pró-vida orando na frente das clínicas de abortos, disse ele, “foi esse sinal”.

domingo, 29 de maio de 2011

Augustus Nicodemus fala sobre decisão das Presbiterianas dos EUA e da Escócia de aceitarem pastores gays.

Por Quê Igrejas Presbiterianas pelo Mundo estão Aceitando Pastores Homossexuais?

Duas denominações presbiterianas acabam de decidir no plenário de suas Assembléias Gerais que homossexuais praticantes podem ser pastores nas igrejas delas.

A primeira foi a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América (PCUSA). Veja a notícia aqui:


E ontem, foi a vez da Igreja Presbiteriana da Escócia. Veja a notícia aqui:



Estas resoluções foram tomadas depois de muitos anos de conflitos internos e discussões teológicas. E em ambas as igrejas, o voto passou com uma maioria apertada. Os pastores, presbíteros, diáconos e membros destas denominações que discordam da decisão, e que por muito tempo lutaram para que ela não fosse aprovada, enfrentam agora o dilema de saber qual é a coisa correta a fazer. Com certeza, muitos sairão para outras denominações ou para formar novas igrejas; outros, ainda, permanecerão na esperança de que um dia as coisas mudem.

A pergunta que não quer calar é como igrejas de origem reformada, que um dia aceitaram as confissões de fé históricas e adotaram os lemas da Reforma, especialmente o Sola Scriptura, chegaram a este ponto? Em minha opinião, o que está acontecendo hoje é o resultado lógico e final da conjunção de três fatores: a teologia liberal que foi aceita por estas igrejas, a conseqüente rejeição da autoridade infalível da Bíblia e a adoção dos rumos da sociedade moderna como norma.

O processo pelo qual estas denominações passaram, uma na Europa e outra nos Estados Unidos, é similar. As etapas vencidas são as mesmas. Primeiro, em algum momento de sua história, em meados dos séculos XIX, o método crítico de interpretação da Bíblia passou a ser o método dominante nos seminários e universidades teológicas destas denominações. Boa parte dos pastores formados nestas instituições saíram delas convencidos que a Bíblia contém erros de toda sorte e que reflete, em tudo, o vezo cultural de sua época. Para eles, os relatos bíblicos dos milagres são um reflexo da fé dos judeus e dos primeiros cristãos expresso em linguagem mitológica e lendária (veja aqui um post sobre liberalismo teológico).

Segundo, uma vez que a Bíblia não poderia ser mais considerada como o referencial absoluto em matérias de fé e prática, devido ao seu condicionamento às culturas orientais antigas e patriarcais, estas denominações aos poucos foram adotando as mudanças culturais e a direção da sociedade moderna como referência para suas práticas.

Terceiro, com a erosão da autoridade bíblica e o estabelecimento da cultura moderna como referencial, não tardou para que estas igrejas rejeitassem o ensinamento bíblico de que somente homens cristãos qualificados deveriam exercer a liderança nas igrejas e passaram a ordenar mulheres como pastoras e presbíteras. As passagens bíblicas que impõem restrições ao exercício da autoridade por parte da mulher nas igrejas foram consideradas como sendo a visão patriarcal dos autores bíblicos, e que não cabia mais na sociedade moderna (veja aquiuma matéria deste blog sobre ordenação feminina).

O passo seguinte foi usar o mesmo argumento quanto ao homossexualismo: as passagens bíblicas que tratam as relações homossexuais como desvio do padrão de Deus e, portanto, pecado, foram igualmente rejeitadas como sendo fruto do pensamento retrógrado, machista e preconceituoso dos autores da Bíblia, seguindo a tendência das culturas em que viviam. A igreja cristã moderna, de acordo com este pensamento, vive num novo tempo, onde o homossexualismo é comum e aceito pelas sociedades, inclusive com a aprovação do Estado para a união homossexual e benefícios decorrentes dela.

E o resultado não poderia ser outro. O único obstáculo para que uma igreja que se diz cristã aceite o homossexualismo como uma prática normal é o conceito de que a Bíblia é a Palavra de Deus, inerrante e infalível única regra de fé e prática para o povo de Deus. Uma vez que esta barreira foi derrubada - e a marreta usada para isto sempre é o método crítico e o liberalismo teológico - não há realmente mais limites que sejam defensáveis. Pois mesmo os argumentos não teológicos, como a não procriação em uniões homossexuais e a anormalidade anatômica e fisiológica da sodomia, acabam se mostrando ineficazes diante do relativismo da cultura moderna. E as igrejas que abandonaram a autoridade infalível da Palavra de Deus acabam capitulando aos argumentos culturais.

Nem todos os que adotam o método crítico são favoráveis ao homossexualismo. E nem todos liberais são a favor da homossexualidade. Mas espero que as decisões destas duas igrejas, que têm em comum a adoção deste método e a aceitação do liberalismo teológico, sirvam como reflexão para os que se sentem encantados com o apelo ao academicismo e intelectualismo da hermenêutica e da teologia liberais.

Gritos de Alerta

sábado, 13 de março de 2010

Pastores da Igreja Mundial Presos por Tráfico de Armas (Jornal Nacional 11-03-20)

Dois pastores da Igreja Mundial do Poder de Deus foram presos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), acusados de tráfico internacional de armas.

As prisões começaram a ser feitas nesta quarta-feira (11/03), na BR-262, entre Miranda e Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Os pastores levavam sete fuzis desmontados escondidos na tapeçaria do carro.

Em depoimento, o responsável pelo carregamento disse que as armas vieram da Bolívia e seriam entregues no Morro do Martins, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Pelo transporte, o grupo receberia R$ 20 mil.

Ao receberem a ordem de prisão, Neto e Freitas informaram aos policiais que outro pastor estava em Campo Grande aguardando a chegada deles. Em seguida, a PRF prendeu Francisco Ferreira de Moura, de 31 anos. Os três confessaram que receberiam R$ 20 mil para transportar as armas para o Rio.

Os fuzis apreendidos são do modelo M15 e calibre 5.56, de fabricação norte-americana e utilizado pelas tropas dos Estados Unidos no Iraque. Um disparo desse tipo de arma é capaz de furar a uma distância de até um quilômetro um colete à prova de balas.



Agora, compare com esta outra notícia, de 2003:

Beneficiado por um alvará de soltura, foi posto em liberdade, nesta quarta-feira, o bispo evangélico Waldemiro Santiago Oliveira, de 39 anos, da Igreja Mundial, preso durante uma blitz em Sorocaba (cem quilômetros a oeste de São Paulo), por levar no porta-malas do carro uma escopeta, duas carabinas e munição.

Outras duas armas e mais munição foram apreendidas em vistoria à casa do bispo. Foram apreendidos, no total, 148 cartuchos.

Oliveira alegou que as armas eram de caça e estavam sendo levadas para um amigo, numa fazenda próxima. Os policiais deram voz de prisão ao bispo, indiciado em flagrante por porte ilegal e, em razão das características das armas, sem direito a fiança. Ele poderá responder também por crime ambiental, se ficar comprovado que usava as armas para caçar, como declarou aos policiais. (Estadao)

Pulpito

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Roupa é item opcional em igreja dos EUA - Vídeo

Vídeo no Final
Loucos intérpretes das Escrituras Sagradas, deturpam a palavra para seu deleite. Como se não fossem pecadores. Absurdo dizer que Deus não faz questão das roupas. Deus faz questão das
roupas sim, foi Ele que cobriu Adão e Eva, por causa do pecado.

Esses líderes são tão inocentes, coitados. A natureza do homem sendo pecaminosa, não demorará muito para esta igreja também dizer que o sexo entre os membros da igreja também é apreciado por Deus. Vejam só onde a igreja esta chegando. Imagino cá comigo, quantos membros ateus disfarçados, essa igreja comporta, já que ali está tudo liberado.

Gênesis 2:25 E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam. (isso antes do pecado).

Mas após o pecado, Deus os vestiu porque conhece o coração do homem, seu coração e pensamento saõ enganosos. Ele sabe que a qualquer momento, se não vigiarmos, cairemos em tentação.

Gênesis 3:21 E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu.

Levítico 16:4 Vestirá ele a túnica santa de linho, e terá ceroulas de linho sobre a sua carne, e cingir-se-á com um cinto de linho, e se cobrirá com uma mitra de linho; estas são vestes santas; por isso banhará a sua carne na água, e as vestirá.

A Notícia

Uma igreja no Estado americano da Virginia (nordeste dos Estados Unidos) está causando polêmica ao receber fiéis nus. Até o pastor celebra o culto como veio ao mundo.

Na capela de Whitetail - uma comunidade nudista fundada em 1984, na cidade de Ivor -, roupas são um item opcional.

"Eu não acredito que Deus se importe com a maneira como você se veste quando você faz suas orações. O negócio é fazer as orações", diz Richard Foley, um dos frequentadores.

Mas entre os que não fazem parte da congregação, a ideia de uma igreja nudista não agrada muito. Várias pessoas ouvidas nas ruas de Ivor se surpreenderam e disseram achar o conceito de uma igreja nudista desrespeitoso.

O pastor Allen Parker discorda: "Jesus estava nu em momentos fundamentais de sua vida. Quando ele nasceu estava nu, quando foi crucificado estava nu e quando ressuscitou, ele deixou suas roupas sobre o túmulo e estava nu. Se Deus nos fez deste jeito, como isso pode ser errado?"

Lucro

A comunidade nudista de Whitetail vai de vento em popa apesar dos tempos de crise. Segundo a administração do resort, mais de dez mil pessoas visitaram o local no último ano e os lucros subiram 12% no período.

Os visitantes dizem que ser nudista é algo libertador. Para eles, em um ambiente como este não há julgamento de classe social e todos ficam livres para ser quem realmente são.

Além disso, o clima seria de igualdade. Um frequentador exemplificou isso dizendo que, na comunidade, não é possível dizer quem está desempregado, quem é alto-executivo e quem é encanador.

"Aqui, todos participam, todos são compreensivos e preocupados com a comunidade e com a família. Temos uma das congregações mais ativas da região. Eu considero isso um presente de Deus e um privilégio", disse o pastor Parker.




BBC

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Reações inesperadas de quem nunca esperamos.

Sejam eles padres, pastores, conselheiros, todos não estão imunes ao stress. Niguem é de ferro. Até Jesus Cristo teve seus dias de ira.




sábado, 29 de agosto de 2009

Polícia Federal prende dois pastores transportando 37 Kg de cocaína em Rondonia


Na tarde desta quarta-feira, 26, durante barreira policial montada na rodovia federal BR-364, km 760, foi fiscalizada a caminhonete L-200, transportada por dois homens que disseram ser pastores da Igreja Adventista em São Luis do Maranhão e que estavam retornando de uma pregação em Acrelândia, Estado do Acre. No entanto, os dois homens não souberam indicar exatamente onde estiveram e nem quem seria o proprietário do veículo, o qual estava registrado em nome de terceira pessoa.

Durante revista, foi constatado que o tanque de combustível da caminhonete possuía alterações, razão pela foi desmontado e para surpresa dos policiais, dentro do tanque foi encontrada a cocaína, que pesou 37 kg. Em seguida, os dois homens receberam voz de prisão em flagrante delito.

Ao serem interrogados, os dois homens afirmaram que foram contratados por um outro membro da Igreja para fazer uma “pregação” no Acre, o qual também emprestou a caminhonete.

Após as formalidades decorrentes das prisões, os presos foram indiciados como incursos nas sanções estabelecidas no artigo 33, c/c artigo 40, inciso V, ambos da Lei nº 11.343/2006 (tráfico de drogas interestadual, pena de 5 a 15 anos de reclusão) e encaminhados à Casa de Detenção José Mario Alves da Silva, onde se encontram à disposição da Vara de Delitos de Tóxicos da Comarca de Porto Velho/RO.


Fontel


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Os pecados capitais dos pastores evangélicos


O que está sendo colocado e postado abaixo, é feito, com sincero amor pela Igreja de Cristo. Sei que muitos irão torcer o nariz,
mas é para isso mesmo. A igreja há de acordar para que os erros e pecados sejam eliminados. E os que estão no erro, poderão com humildade, se corrigir para que a igreja fiel e verdadeira seja completada com seus santos e esteja preparada para o grande encontro com o Deus criador de todas as coisas.

1. - Soberba - O que tem de pastor soberbo por aí, só mesmo vendo para acreditar. Muitos deles se acham melhores e mais santos do que os outros, sem atentar ao fato de que foram salvos exclusivamente pela GRAÇA e MISERICÓRDIA de Deus, sem que nada merecessem, a não ser condenação e inferno. Que eles jamais se considerem melhores do que os crentes e incrédulos, devendo amá-los, respeitá-los, pregar-lhes o Evangelho bíblico e orar por eles, a fim de provar que realmente os amam. Vamos ler Romanos 14:10: “Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo”; 14:12: “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”.


2. - Avareza - Este é o pecado mais encontrado, os quais fazem da avareza (que é idolatria) o seu pecado especial. Eles pregam o Evangelho não por amor às almas perdidas, mas visando lucros financeiros, para encher suas contas bancárias e construir templos suntuosos, a fim de mostrar aos seus confrades que sua igreja é MAIOR e MAIS BONITA do que a deles. O fenómeno (católico/pagão) do crescimento de igrejas começou nos Estados Unidos e tem se espalhado por todo o Ocidente, onde o clero se tornou mundano e avarento, em busca de fama, riqueza e poder eclesiástico (Lucas 12:15; Colossenses 3:5; 2 Pedro 2:3, etc.). Essa febre foi espalhada por um herege/budista dono de uma mega-igreja, o coreano David Yongi Cho. Ela infectou os americanos e, hoje em dia, alguns homens como Rick Warren e Robert Schüller exibem mega-igrejas com milhares de “convencidos” da salvação (Mateus 7:21-23). E os macacos nacionais seguem atrás deles...


3. - Luxúria - Antigamente os pastores evangélicos se destacavam pela sua honestidade e fidelidade no leito conjugal e no lar, “governando bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia”, conforme o mandamento da I Timóteo 3:4. Hoje os escândalos envolvendo pastores famosos explodem em todos os países, à medida que cresce o número de mega-igrejas. Muitos pastores que ficam famosos na TV são logo tentados por alguma ovelha sedenta de atenção e carinho e acabam caindo no pecado da luxúria, no adultério e até mesmo no homossexualismo. (1 Coríntios 6:18; 10:8; Gálatas 6:19; Apocalipse 21:8, etc.)


4. - Ira - Este é um pecado muito comum nos mais mais “avivados”, quando os gazofilácios de suas igrejas não ficam recheados de notas, após os cultos em que eles pregam, desavergonhadamente, Malaquias 3. Eles sempre exigem dízimos e ofertas (com até cheques pré-datados) das ovelhas incautas, as quais, acreditando em receber bênçãos à custa de sua generosidade, vão dando o que têm e o que não têm a esses “ministros do anjo de luz”, que desonram a igreja do Senhor (Efésios 4:26; Tiago 1:19; Mateus 5:22, etc.).


5. - Gula - Este é um dos pecados mais acariciados pelos pastores modernos. Quem já ouviu algum pastor pregar contra o grave pecado da GULA? Eu nunca ouvi. Eles ficam exigindo que suas ovelhas jejuem, mas eles mesmos comem tanto que acabam ficando gordos e flácidos, pelo excesso de arroz, feijão, macarrão, maionese, farofa, carne, doces, etc. Meu marido (um Químico alemão especialista em alimentos) costumava dizer que cada 10 gramas de alimento ingerido - além do que o organismo carece - se transforma em gordura, sobrecarregando o fígado e, nesse caso, engordando o pastor guloso, afetando-lhe a saúde e tornando-o preguiçoso no desempenho dos seus deveres eclesiásticos. É difícil encontrar um pastor que não seja obeso, pois enquanto esses “anjos da igreja” pregam nos púlpitos, muitas vezes estão ansiando pelo término do culto, a fim de irem para casa e encherem seus ventres de carboidratos, gordura e doces (Gálatas 5:21).


6. - Inveja - O que existe de pastor invejoso por aí nem se pode contar. Eles têm inveja dos incrédulos, quando os vêm enchendo as casas lotéricas em busca de fortuna fácil. Invejam-nos, quando os vêem diante de uma garrafa de cerveja nos bares, e também quando os vêem acompanhados de alguma mulher bonita e elegante, usando maquilagem e adereços da moda, pois muitos têm esposas mal amanhadas, principalmente aqueles em cujas denominações as mulheres têm de usar saias e cabelos compridos, a fim de mostrarem uma piedade que nunca possuem (Tiago 4:2).


7. - Preguiça - Existe uma classe mais preguiçosa do que a dos pastores evangélicos? Primeiro, não exercem um emprego secular com a desculpa de se dedicarem exclusivamente ao “serviço de Deus” e aos assuntos da igreja. Contudo, esses mandriões dormem até altas horas do dia, ficam horas perdidas diante dos aparelhos de TV, ou fofocando com os confrades, e quase não lêem a Bíblia, a não ser em busca de alguns versos (em geral do Velho Testamento), para os transformarem numa pregação medíocre. Segundo, dificilmente esses pastores visitam uma ovelha carente ou enferma e nunca ajudam suas esposas nos afazeres domésticos, pois, em geral, são machistas demais e suas esposas se matam de trabalhar, em casa e na igreja, se não tiverem uma boa empregada (Provérbios 6:9; 15:19; Isaías 56:10, etc.).


Bem, mostrei apenas os pecados capitais da classe pastoral. Mas existem dezenas de outros pecados cometidos pelos pastores folgados e, a quem quiser descobri-los, aconselho a leitura do Livro de Provérbios e das Epístolas de Paulo, para depois comparar o desempenho do “anjo” de sua igreja e ver como ele se comporta em relação aos ensinos da Palavra de Deus.


Além desses pecados capitais, alguns desses “ungidos do Senhor” costumam praticar outros, como: mentira, covardia, ciúme, facção, bajulação... e por aí a fora.


Alguém vai ler estas “mal traçadas” críticas e se indagar: “Mary não tem medo de ser excluída da igreja por causa desse artigo” Respondo:


Primeiro, acredito piamente na 2 Timóteo 1:7.


Segundo, o pastor da igreja que eu frequento não se enquadra em nenhum desses pecados capitais, pois é um bom pai de família, é humilde, não é ambicioso, não é guloso, é um estudioso da Palavra, é um bom pregador e vive lendo muitos autores evangélicos. Por isso ele vai ler este artigo, vai esboçar um sorriso maroto e pensar: “Essa velhinha é louca de pedra!” E não tomará qualquer atitude contra mim, porque sempre fica na dele, até mesmo quando lhe faço alguma crítica direta e contundente! Por isso é que eu o respeito muito!

Mary Schultze


www.cpr.org.br

"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" 1 Cor 9:16.
"Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo". 2 Cor 4:6.