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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Governos do mundo inteiro pode ter gastado bilhões de dólares comTamiflu em vão

Governos do mundo inteiro pode ter gastado bilhões de dólares em estoques de Tamiflu para pouco benefício, depois que os médicos admitiram que combate poderia a gripe com tal droga poderia causar mortes e outras complicações.

A descoberta por uma equipe liderada pela Austrália, publicado no British Medical Journal, hoje, pôs em dúvidas a eficácia do Tamiflu - cujos fabricantes fizeram bilhões durante a pandemia de gripe suína - e do sistema de avaliação de medicamentos feito por reguladores de todo o mundo.

A revisão, iniciada por Bond, reitor da universidade de ciências da saúde Chris del Mar, se propõem a realizar uma atualização dos elementos de prova para o Tamiflu em nome da Colaboração Cochrane, considerada a fonte mais confiável de todo o mundo em evidências médicas.

Uma revisão Cochrane positiva do Tamiflu foi solicitada por diversos governos na tomada de decisão de comprar a droga.

Mas o que os investigadores encontraram derrubou as conclusões anteriores, e levantou dúvidas sobre a confiabilidade dos estudos clínicos de forma mais ampla.

Contactado por um investigador japonês que não acreditava que o Tamiflu reduzisse as complicações, os pesquisadores tentaram verificar os dados - e encontraram muito do que nunca foi publicado pelos fabricantes da droga, e as conclusões não podiam ser verificadas.

Os autores do estudo disseram que tinham tentado obter as informações no laboratório suíço Roche, mas não tinham sido fornecidas.

Oito estudos incluídos na revisão anterior tinham sido retirado da análise dos dados. Como resultado da falta de informação confiável "foi prejudicado os resultados anteriores para (Tamiflu) a prevenção de complicações da gripe", escreveram os pesquisadores.

BMJ editor-chefe Fiona Godlee disse que as descobertas sugerem que os governos em todo o mundo "gastaram bilhões em uma droga e a comunidade científica encontra-se agora incapaz de julgar".

Em um boletim emitido em outubro, a Roche aumentou a sua estimativa do total de vendas de Tamiflu no ano para 2,7 bilhões de francos suíços (US $ 2,9 mil milhões), caindo para 700 milhões de francos suíços no ano que vem.

No início deste ano, o governo brasileiro estava reivindicando o crédito de ter uma das maiores reservas do mundo das drogas anti-gripe, incluindo o Tamiflu, e os australianos desenvolveram uma droga rival, a Relenza. O governo federal alocou US $ 123.8m em 2004-05 para o orçamento de compra de medicamentos antivirais de combater a gripe pandémica, e outros US $ 166.5m em 2008-09 para o orçamento de substituiçãoreposição que agora inclui 6,1 milhões doses de Tamiflu.

Um porta-voz do Departamento de Saúde e Envelhecimento "se recusou a dizer o quanto o governo havia gasto com Tamiflu.

O Professor del Mar, que dirige o grupo Cochrane de infecções respiratórias, admitiu que a organização tinha "se desorganizada".

The Australian

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Após portabilidade, Sercomtel é a que mais cresce no mercado

Desde o início da portabilidade numérico, em setembro do ano passado, a Sercomtel foi a empresa de telefonia móvel que mais cresceu na região. Em agosto de 2008, antes da nova regra, a telefônica municipal tinha 71.628 clientes. Em abril deste ano, já eram 90.261 - 26,01% a mais. Apesar disso, o faturamento da Sercomtel não aumentou na mesma proporção.

As informações são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No balanço, os dados são apresentados por região de DDD. A Sercomtel, mesmo só atuando em Londrina e Tamarana, é comparada com as outras quatro operadoras, que atuam também nas demais cidades da região 43.

Pelo relatório, em agosto de 2008, a Sercomtel tinha 5,32% do mercado da região 43. Em abril deste ano, a fatia ficou maior: subiu para 6%. Entre as concorrentes, somente a Claro também ganhou espaço no mercado após a portabilidade, aumentando sua participação de 10,68% para 12,04% - a empresa chegou a Londrina em maio do ano passado. Perderam mercado: TIM (de 48,29% para 47,29%), Vivo (de 26,03% para 25,13%) e Brasil Telecom, comprada pela Oi em maio deste ano (de 9,68% para 9,50%).

Para o presidente da Sercomtel, Fernando Kireeff, a portabilidade favoreceu a empresa. Mas o crescimento registrado nos últimos meses não é fruto exclusivo desse fator. “Seguramente, a portabilidade é um elemento. Mas não é só por isso. Há uma série de ações na área de vendas que estão gerando esse resultado”, disse.

Ele não soube informar o percentual de contribuição da portabilidade em relação aos novos clientes, mas observou que o número é pequeno, algo em torno de 1% a 2%. “A portabilidade não é o principal elemento para conquistar um novo cliente”, afirmou.

Kireeff ressaltou que o principal indicador da empresa, o de faturamento, não apresentou o mesmo crescimento. “Não necessariamente precisamos crescer no número de clientes. O faturamento interfere mais. Porém, há muita pressão por preço e o faturamento não cresceu na mesma proporção. Há muita migração do serviço pós-pago para o pré-pago.”

Balanços anuais mostram que a situação econômica da Sercomtel Celular não é confortável. No ano passado, o faturamento ficou 16,48% menor que no exercício anterior: caiu de R$ 53,7 milhões para R$ 44,9 milhões. Isso provocou um aumento de 152,7% no prejuízo da empresa: de R$ 2,8 milhões para R$ 7,2 milhões.

“Há uma guerra de preços que está pressionando para baixo a margem de todas operadoras”, afirmou. “A situação [da Sercomtel Celular] ainda não é sustentável. Precisamos fazer mais ações para melhorar isso.” No entanto, Kireeff evitou estimar até quando a Sercomtel terá fôlego para aguentar o prejuízo da Celular. Ele também não quis comentar uma suposta privatização. O presidente enfatizou que a Celular é importante para todo o grupo e fortalece a Fixa.

Desde setembro, foram 19.100 mudanças de operadoras

A região 43 foi pioneira na portabilidade. Desde 1º de setembro, já foram atendidos 19.100 dos 24.852 pedidos de mudança de operadoras de telefone celular com a manutenção do número. Mas a portabilidade não é considerada pelas operadoras como a responsável pela conquista ou perda de clientes. “Em um primeiro momento, a portabilidade gerou uma movimentação. Mas serviu mais para as empresas tomarem mais cuidado com a qualidade do serviço que prestam. A variação ocorre mesmo em função da postura no mercado, com promoções e vantagens”, afirmou o gerente regional da Vivo, João Ney Marçal Junior. Segundo ele, os novos clientes com a portabilidade representam apenas 1% do total.

“A portabilidade era um anseio dos clientes para terem mais liberdade. Mas uma empresa não deixava de mudar para um plano mais vantajoso de outra operadora só para manter o número”, observou. “Era uma barreira quebrável. Agora é uma ferramenta de facilidade para os usuários.” Apesar da avaliação, a Vivo tem promoções específicas para quem se torna cliente pela portabilidade.

Já o diretor regional da Claro, Eduardo Coutinho, fez uma avaliação positiva da nova ferramenta. “Como fomos a última operadora a entrar na região, a portabilidade nos ajudou. Era natural ganharmos clientes com a chegada a Londrina, mas a portabilidade acelerou o processo”, afirmou. Segundo ele, de cada cliente que perde, a empresa ganha três.

A gerente de Varejo da Oi, Michelle Xavier, evitou falar sobre os efeitos da portabilidade. “É uma oportunidade. Mas tem operadora que não dá a real liberdade ao cliente, pois não oferece aparelho desbloqueado.”

A TIM, maior operadora na região, manifestou-se apenas por nota enviada pela assessoria de imprensa. “Estamos totalmente comprometidos com este novo modelo de negócios e priorizamos o aprimoramento das nossas ofertas.”

Londrina tem mercado competitivo

Para as operadoras de celular, o mercado de Londrina é um dos mais competitivos do Brasil. “É um das poucas praças no Brasil em que há cinco operadoras concorrendo. Fatalmente, isso gera uma competitividade maior e mais agressiva”, afirmou o gerente regional da Vivo, João Ney Marçal Junior. “Mas estamos no mercado para competir com força, independentemente de ter quatro, cinco, seis ou sete operadoras.”

A Vivo é a segunda operadora em participação no mercado do DDD 43, com 375.160 clientes em abril. No entanto, foi a única operadora que perdeu usuários em relação ao mês anterior, quando tinha 380.480. “Em abril, demos baixa nos nossos clientes inativos. A redução é reflexo disso. Outras operadoras podem ter dado baixa em outro período”, disse Marçal Junior.

Investimento em mídia

A Claro também apontou a forte competitividade em Londrina devido à maior presença de operadoras. “Para conquistar clientes, previmos para este ano um forte investimento em mídia. Londrina e Tamarana representam 40% de todos os nossos clientes”, afirmou o diretor regional da Claro, Eduardo Coutinho. Segundo ele, a região de Londrina representa 3% do mercado da Claro no País. “Mas o que vamos investir em mídia representa 9% de todo o investimento da empresa, o que mostra o potencial de Londrina”, ressaltou.

Total de usuários na região 43

Abril 2009 1.493.160 Março 2009 1.496.104 Fevereiro 2009 1.489.730 Janeiro 2009 1.496.138 Dezembro 2008 1.477.259 Novembro 2008 1.422.045 Outubro 2008 1.403.449 Setembro 2008 1.372.995 Agosto 2008 1.346.265

Fonte: Anatel

Balanço da Sercomtel

Celular 2007 2008 Variação Faturamento R$ 53.771,00 R$ 44.908,00 -16,48 Saldo - prejuízo R$ 2.878,00 R$ 7.275,00 152,78 Fixa 2007 2008 Variação Faturamento R$ 204.075,00 R$ 209.006,00 2,42 Saldo - lucro R$ 8.773,00 R$ 7.723,00 -11,97

Fonte: Sercomtel

J.L.

segunda-feira, 2 de março de 2009

AIG sofre prejuízo de 62 mil milhões no trimestre

Eu queria ter esse tanto de prejuízo, imagina só, quanto eu teria na minha conta hoje. Se é um prejuízo tão grande desse, imagina só o quanto de dinheiro tem que haver para produzir 62 mil milhões de prejuízo. Acredito que essa crise toda seja para encostar no governo e sugá-lo no máximo. Nós vemos muito falar na crise das montadoras, industrias automobilísticas, bancos e mais algumas grandes, essas são as que mais tiveram lucros, onde colocaram o dinheiro? Na hora de sugar, sugam, quando se apertam um pouquinho, sugam mais ainda. Eu ainda não vi o pasteleiro ir buscar dinheiro no governo, nem o feirante nem o padeiro fechar as portas. Ai dos grandes se não fosse os pequenos.

Em apenas três meses, a AIG, a maior seguradora dos EUA, sofreu prejuízos de 62 mil milhões de dólares. O Governo avançou hoje com a terceira intervenção na companhia.

Na totalidade do ano, a AIG perdeu 99,28 mil milhões de dólares. O prejuízo trimestral hoje anunciado é muito superior às perdas de 5,29 mil milhões de dólares registados no período homólogo de 2008 e supera também as expectativas dos analistas, que esperavam perdas de 60 mil milhões de dólares, anunciou hoje a empresa, citada pela Bloomberg.

Para ajudar a firma, o Governo norte-americano irá injectar mais 40 mil milhões de dólares no capital da seguradora, ao trocar as acções preferenciais que detém na empresa por novos títulos que "se parecem com acções comuns", adiantaram hoje o Tesouro e a Reserva Federal dos Estados Unidos.

Esta medida não só aumenta o dinheiro disponível à AIG, mas também alivia parte dos encargos financeiros da empresa, uma vez que esta estava a pagar um dividendo de 10% às acções preferenciais.

A seguradora, que foi salva do colapso pela primeira vez em Setembro do ano passado com um pacote de ajudas que chegou aos 150 mil milhões de dólares em 2008, foi forçada a pedir novamente ajuda ao Estado depois de não ter conseguido vender subsidiárias que chegassem para pagar de volta os créditos concedidos pelo Governo.

A AIG segura mais de 300 mil milhões de dólares em activos através de contratos de derivados, o que torna a instituição cuja falência teria "consequências significativas para o sistema financeiro", segundo o Tesouro dos EUA.

"O Governo aceitou todas as perdas potenciais, tendo poucas probabilidades de registar lucro. Estão a tentar proteger o sistema financeiro global da destruição total", disse Phillip Phan, professor de gestão da Escola de Negócios John Hopkins Carey à Bloomberg.

Em compensação, a AIG concordou em entregar ao Estado duas das suas subsidiárias, a Américan Life Insurance e a American International Insurance, e garantir que irá pagar o empréstimo federal, avaliado em 38,9 mil milhões de dólares, em parte à colocação das suas unidades do ramo Vida sob gestão estatal, ao mesmo tempo que dará ao Governo direitos sobre o dinheiro gerado por dezenas de milhares de apólices de seguro de vida.

Fonte