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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Condenado a 278 anos de Prisão

O médico Roger Abdelmassih, de 66 anos, que teve seu registro profissional cassado, foi condenado nesta terça-feira (23) a 278 anos de prisão pela juíza Kenarik Boujikian Felippe, da 16ª Vara Criminal de São Paulo. Ele foi acusado de 56 estupros de pacientes em sua clínica, localizada em uma área nobre da capital paulista. Abdelmassih pode recorrer da decisão em liberdade. O advogado dele, José Luís de Oliveira Lima, disse que o cliente ficou "abalado" com a decisão e que vai recorrer. Foram três condenações por estupro, houve sete absolvições e as outras foram por atentado violento ao pudor.

Abdelmassih, um dos mais renomados especialistas em reprodução assistida do Brasil, com um luxuoso escritório na Avenida Brasil, chegou a ficar preso de 17 de agosto a 24 de dezembro de 2009. O então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, concedeu ao médico o direito de responder o processo em liberdade. Por causa dessa liminar, que ainda não tem uma decisão definitiva, o condenado poderá aguardar em liberdade.

Mais de 200 pessoas foram ouvidas no processo. Entre elas, há 130 testemunhas de defesa e 35 mulheres que dizem ter sido atacadas dentro da clínica do médico. Algumas afirmam que sofreram mais de um abuso sexual. Em interrogatório à Justiça, o médico teria negado os abusos e dito que apenas dava beijos no rosto das pacientes. Segundo ele, o cumprimento afetuoso é uma característica familiar, sem qualquer outra intenção.

Primeiras denúncias
As primeiras denúncias de pacientes foram feitas no início de 2008. Policiais civis e promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) começaram a investigação. Com a divulgação das denúncias, outras supostas vítimas entraram em contato com o Ministério Público e a polícia para relatar abusos.

Abdelmassih foi indiciado em junho de 2009 por estupro e atentado violento ao pudor. A prisão dele, decretada pela 16ª Vara Criminal da capital paulista, foi revogada pelo STF.


G1

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sábado, 20 de março de 2010

Árbitro chinês de prestígio pode ser condenado à pena de morte por manipulação de resultados.


O renomado árbitro chinês Lu Jun, que dirigiu dois jogos da Copa da Coreia-Japão em 2002, poderá ser punido com a pena de morte se for considerado culpado em um caso de corrupção no futebol.

lu  jun

Jun é apenas um dos três árbitros presos na semana passada pela polícia chinesa. Se for considerado culpado de aceitar subornos para alterar o resultado de jogos de futebol profissional, por ser funcionário público, a punição vai depender da quantidade de dinheiro recebido.

Assim, dependendo de quanto de dinheiro que ele recebeu, poderá receber uma punição que pode ir de uma sanção administrativa até a pena de morte.

Zhou Weixin, agora aposentado, e Huang Junjie, do quadro internacional da FIFA desde 1998, são os outros dois árbitros envolvidos no caso.

Foi-se por água abaixo, o ano de 2002, quando Jun também se destacou por suas atuações na Copa do Mundo da Ásia, foi premiado com o "Apito Dourado" por sua integridade profissional no meio da crise da arbitragem na China.

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Por outro lado, bem ao estilo chinês, a Federação de Futebol chinesa já tomou medidas sérias. Mais de duzentos árbitros foram enviados a um "Camp Corrupção", (onde haverá uma espécie de confissionário de envolvimento em corrupção) que durará cinco dias. Além disso, a partir de agora, a escolha de árbitros para os jogos será a partir de um processo separado que será administrado pela Associação de Futebol.

Momento24


sábado, 4 de julho de 2009

Padre condenado a prisão perpétua por Genocídio em Ruanda

03-07-2009
KIGALI, Ruanda (AFP) - Um padre católico hutu ruandês, Aime Mategeko, foi condenado a prisão perpétua depois de ter sido considerado culpado de participação no genocídio contra os tutsis de 1994.

Um padre católico hutu ruandês, Aime Mategeko, foi condenado a prisão perpétua depois de ter sido considerado culpado de participação no genocídio contra os tutsis de 1994.  Foto:Gian Luigi Guercia/AFP

Mategeko, 45 anos, foi julgado em um tribunal popular "gacaca" de Gihundwe, sudoeste de Ruanda.

Ele foi condenado por incitar as matanças dos tutsis que haviam se refugiado na paróquia de Shangi, na antiga capital de Cyangugu.

Durante o genocídio, Mategeko era padre de Hanika, outra paróquia católica da região.

Inspirados pelas antigas assembleias locais nas quais os sábios solucionavam as divergências sentados na grama (gacaca, no idioma do país), os tribunais "gacaca" são responsáveis por julgar os acusados pelos genocídio de 1994, com exceção daqueles que planejaram o crime a nível nacional.

Executado pelos extremistas hutus, o genocídio deixou mais de 800.000 mortos, segundo a ONU, essencialmente entre a etnia tutsi, entre abril e julho de 1994.

Fonte