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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Conselho da Europa: “A pandemia de gripe A nunca existiu. [VIDEO]


“A pandemia de gripe A nunca existiu”. Esta é a conclusão do relatório aprovado ontem pela assembleia parlamentar do Conselho da Europa, que acusa a Organização Mundial de Saúde (OMS) de ter “sobrestimado o vírus H1N1”.

A investigação, chefiada pelo deputado britânico Paul Flynn, denuncia o "desperdício de fundos públicos na compra de vacinas" e as "ligações entre os peritos da OMS e os laboratórios farmacêuticos".

Um relatório publicado também ontem pelo British Medical Journal revela que as recomendações da OMS teriam sido redigidas por peritos, contratados como consultores por vários laboratórios farmacêuticos.

A OMS enfrenta assim uma nova vaga de críticas, um dia depois de ter decidido prolongar até Julho o nível máximo de alerta de pandemia, em vigor desde Julho de 2009.

Em um ano, a gripe A provocou mais de 18 mil mortos, um número distante das previsões iniciais, quando a gripe sasonal provoca anualmente mais de 500 mil mortes.



sexta-feira, 2 de abril de 2010

Polônia é elogiada pelo Conselho da Europa por sua estratégia de não vacinação durante a gripe suína

Via: A Nova Ordem Mundial

O Conselho da Europa elogiou a ministra da Saúde da Polônia Ewa Kopacz por sua estratégia contra o vírus da
gripe suína.

O Comitê de Assuntos Sociais, de Saúde e da Família disse que a decisão do Ministério da Saúde para não ordenar as vacinas contra H1N1 estava correta, apesar da pressão das companhias farmacêuticas e organizações de saúde.

Ewa Kopacz (na foto), foi a Paris para explicar a resposta de seu governo para com o vírus da gripe, para a qual a Organização Mundial da Saúde previu (erroneamente) que faria explodir uma grande pandemia em toda a Europa. Ewa disse que a Polônia havia considerado comprar uma vacina anti-gripal, mas os termos propostos pelas empresas farmacêuticas eram inaceitáveis.

A ministra da Saúde da Polónia disse que, graças à estratégia de contra a gripe suína adotada na Polónia, menos casos fatais do vírus foram relatados e que o vírus era menos virulento do que em outros países.

Paul Flynn, que escreveu o relatório do Conselho da Europa, chamou a decisão "um ato de coragem" e salientou que outros países gastaram milhões de euros em vacinas.

Ex-chefe da Cruz Vermelha Francesa Prof. Marc Gentilini disse que a Polônia pode servir como um exemplo de como lidar com a ameaça de uma pandemia de H1N1.

A decisão do Ministério da Saúde de não comprar vacinas contra a gripe foi muito criticada na Polônia durante o surto. Ombudsman Janusz Kochanowski até mesmo ameaçou processar Ewa Kopacz sobre a política do governo.

Fontes:
The News: Poland praised for anti-swine flu strategy


quarta-feira, 31 de março de 2010

Para Conselho da Europa, OMS exagerou no alerta de gripe suína

Jamil Chade, GENEBRA - O Estadao de S.Paulo

Quase um ano após os primeiros sinais do vírus H1N1, o Conselho da Europa conclui que a Organização Mundial da Saúde (OMS) exagerou no alerta em relação à pandemia de gripe suína. Em Genebra, a agência de saúde da ONU anunciou que iniciará um processo de revisão de seus trabalhos, inclusive sobre o uso da palavra "pandemia" em futuras crises. Apesar da polêmica, a OMS insistiu que o Brasil mantenha seu programa de vacinação.

Deputados no Conselho da Europa chegaram à conclusão de que a OMS colocou em risco a credibilidade de entidades internacionais ao exagerar em seu alerta sobre a gripe suína. O relatório, elaborado após três meses de investigações, aponta que essa perda de credibilidade põe em risco milhares de vidas.

O documento foi redigido pelo deputado trabalhista britânico Paul Flynn, vice-presidente do comitê de saúde do conselho. "Quando a próxima pandemia aparecer, muitos não darão credibilidade às recomendações da OMS. Eles se recusarão a ser vacinados e colocarão suas vidas e de outros em risco", diz o texto.

O relatório lembra que a estimativa oficial era de até 65 mil mortes apenas na Grã-Bretanha. Um ano depois, foram apenas 360. No mundo, 17 mil morreram pela gripe em um ano.

O documento também acusa a OMS de falta de transparência em relação à decisão de decretar a pandemia e alerta que os especialistas que tomaram a decisão poderiam estar sob influência das empresas de medicamentos.

Defesa. Ontem, o chefe da divisão de influenza da OMS, Keiji Fukuda, voltou a defender a decisão da entidade de decretar a pandemia. Ele também anunciou que a revisão das regras para futuras declarações de pandemia começa a ser revista a partir da semana que vem.

Uma das possibilidades será a de incluir nos critérios novos itens, antes de decretar uma pandemia. Na OMS, o único critério é o de que um vírus tenha uma disseminação em mais de dois continentes de forma sustentável. Esse foi o caso do H1N1. O que ninguém previa é que o vírus não seria tão severo. O resultado foram centenas de milhares de doses de vacinas encalhadas.

Fukuda admite até mesmo rever o uso da palavra "pandemia" em próximos casos de vírus.

Vacinação no Brasil

Até sexta-feira, recebem a vacina do governo as crianças de 6 a 23 meses e doentes crônicos com até 59 anos. A partir de segunda e até o dia 23, serão imunizados os adultos de 20 a 29 anos.

CLASSIFICAÇÃO

Pandemia
Ocorre quando uma nova
doença se espalha
rapidamente pelo mundo.

Fases de pandemia.
Atualmente, a OMS
divide uma pandemia
de gripe em seis fases, em níveis crescentes de
gravidade:
Fase 1 - Há circulação do vírus apenas em animais.
Fase 2 - O vírus infecta
também seres h
umanos.
Fase 3 - Pequenos
Grupos de pessoas
infectadas por animais,
mas sem transmissão
expressiva entre humanos.
Fase 4 - O vírus sustenta surtos em comunidades.
Fase 5 - Transmissão
sustentada do vírus
em dois ou mais países
de uma das seis regiões.
Fase 6 - Transmissão
em mais de uma região.

Estadao