Este Blog permanece ativo 24 horas por dia e somente informa os que aqui chegam, com assuntos que circulam pela internet e jornais. Não categoriza nem afirma isso ou aquilo como verdade absoluta. Não pretende desenvolver uma doutrina, nem convencer ninguém. Mas apenas que possamos refletir em assuntos importantes de nosso dia-a-dia. Portanto, tudo que for postado são de conteúdo informativo, cabendo a cada um ter suas próprias conclusões.
Mostrando postagens com marcador futuro da Internet. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futuro da Internet. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ilmars Poikans, o pesadelo das elites letãs

Depois de ter pirateado dados fiscais confidenciais, este matemático atribuiu a si mesmo uma missão: revelar os abusos de todos os que enriquecem com a crise.

Há alguns meses,  este matemático revelou na Internet os nomes daqueles que enriqueceram à  custa da crise.

Há alguns meses, este matemático revelou na Internet os nomes daqueles que enriqueceram à custa da crise.

AFP

Ilmars Poikans não tem muito a ver com o actor Keanu Reeves. Tem um rosto redondo, cabelos esparsos e desenha-se-lhe uma barriguinha sob a camisa às riscas. No entanto, este matemático de 31 anos é um herói para os letões. Conseguiu aceder a milhões de dados fiscais e, desde Fevereiro, fornece informações escaldantes à imprensa ou publica-as no Twitter. E foi assim que os 2,4 milhões de letões ficaram a saber que vários altos funcionários continuavam a receber salários muito generosos, enquanto o Governo instaurava um programa de austeridade orçamental para responder às exigências da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, evitando a falência do Estado.

Ilmars Poikans foi desmascarado. É ele o Neo, o pirata que foi buscar o nome do génio informático encarnado por Keanu Reeves no filme de ficção científica “Matrix”. Quando a polícia o deteve, reconheceu ter difundido as informações que tinha obtido. Está de novo em liberdade e faz correr muita tinta nos meios de Comunicação Social: utiliza o Twitter sob o pseudónimo de Universal IT Soldier, trabalha na Universidade de Riga, num laboratório de investigação sobre Inteligência Artificial, e produz um programa de digitalização da língua letã.

Ao contrário de Heinrich Kieber, do Liechtenstein, que recebeu vários milhões de euros dos serviços de informação alemães a troco dos dados que tinha recolhido, Ilmars Poikans não tenciona enriquecer, mas pôr a nu a hipocrisia das elites. Apresenta-se como porta-voz do Exército Popular do Quarto Alerta, uma alusão de origens reconhecíveis: nos anos 1980, o jornal do movimento independentista intitulava-se Atmoda, que significa “alerta”. E Neo não demorou a ser ultrapassado pelo cognome de “Robin dos Bosques letão”.

Pôr a nu a hipocrisia das elites

Foi ele que revelou que o chefe do grupo energético público Latvenergo ganhava 17.300 euros por mês no início do ano de 2008 e que, no final de 2009, continuava a receber mais de 4.000 euros, um salário mais que confortável na Letónia. Graças a ele, os polícias ficaram a saber que os seus superiores recebiam a bagatela de 2.800 euros, ou seja cerca de seis vezes mais do que eles. Além disso, em Março de 2009, uma empresa de fornecimento comunal pagou 22.500 euros de bónus a um gestor. Há que dizer que um reformado vive em média com 150 euros por mês e um professor com 375 euros.

Neo revelou aquilo que muitos suspeitavam: o drástico programa de austeridade de Valdis Dombrovskis [o actual primeiro-ministro] pesa sobretudo sobre os reformados, os empregados e os pequenos funcionários, e poupa outras camadas da população. A cólera suscitada pela divulgação destes salários estonteantes foi crescendo, porque, entretanto, escolas e hospitais foram fechados, e os salários dos letões foram amputados em um terço. Recorde-se que, em 2009, a economia do país regrediu 18% e o desemprego atingiu os 20,4%.

Apoiado pela população

Para salvar a situação, foi necessário nacionalizar a maior instituição financeira do país, o banco Parex. E o nosso pirata Neo descobriu que os seus dirigentes, ao mesmo tempo que reduziam as remunerações dos empregados, tinham continuado a encaixar salários de cinco algarismos. Como muitos, o economista Morten Hansen, da Stockholm School of Economics, nutre simpatia pelo pirata informático: “Tudo bem, é necessário respeitar as leis, mas o Neo pôs o dedo no que falta em todos os sectores da sociedade letã: transparência”.

Os debates não estão prestes a acabar: Ilmars Poikans contratou um eminente advogado para defendê-lo. Até 2007, Aleksejs Loskutovs esteve na primeira linha da autoridade anticorrupção, contra o esbanjamento dos funcionários letões. Segundo ele, não está claro que o seu cliente tenha cometido um crime, dado que se apropriou daquela quantidade de dados, que representam 1,4 gigabytes, aproveitando uma falha no sistema informático das autoridades fiscais.

Ilmars Poikans beneficia de um apoio inabalável. O número dos seus amigos no Facebook e no seu equivalente letão, o draugiem.lv, não pára de aumentar. No princípio de Maio, simpatizantes seus manifestaram-se diante da sede do Governo. Palavras de ordem escritas a giz nas calçadas proclamavam: “Prendam os verdadeiros ladrões” ou “A Letónia tem delinquentes matreiros e com boa reputação”. Diante do Ministério Público, homens amordaçados envergaram T-shirts onde se lia: “Somos a favor do Neo”. Conclusão: não é preciso parecer-se com uma estrela de Hollywood para se tornar o herói de um país em crise.

Presseurop

Contador GRÁTIS

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Aproveitem, A internet atual só tem mais dois anos de vida

No começo do ano restavam apenas 10% dos endereços IP de internet livres para registro. Isso é devido ao uso maciço no mundo e, especialmente, graças à explosão do uso de telefones celulares.

Espera-se solucionar esse problema com o novo protocolo de internet IPv6, desenhado para substituir a
versão 4 (IPv4), a mais usada atualmente.

O IPv6 está em uso especialmente na China, no Japão e na Índia. Vive-se atualmente uma fase de transição, que pode aumentar ainda mais a fosso digital entre países ricos e pobres.

Justamente, começa nesta segunda-feira (16/3) em Genebra a primeira reunião do grupo IPv6 da União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Uma IP (Protocolo Internet) é um endereço numérico indispensável para ter acesso à internet. “É um código de entrada. A cada computador se atribui um único endereço IP”, explica à swissinfo Rosa Delgado, vice-presidente da Internet Society (ISOC) da Suíça.

“Em 1975 foi criada a internet e começou-se a registrar enormes quantidades de endereços para governos e empresas. A internet foi se popularizando cada vez mais. Nos anos 1990 já ficou patente que o protocolo IPv4 não era suficiente devido ao êxito tremendo da internet. Na mesma década também foram criados os domínios .com, .net e .org. A internet cresceu muito rápido”, acrescenta Rosa Delgado.

A partir do ano 2000, todo mundo pedia endereços IPv4, em especial com a grande expansão da rede na China, Índia, Brasil e países em vias de desenvolvimento. Até esse momento, os Estados Unidos continuavam sendo os maiores consumidores de endereços IP. No entanto, não se levava em conta a explosão da telefonia móvel. “Os países citados já deixaram de ser emergentes. A China já tem agora o maior número de usuários de internet”, precisa Delgado.

História do IPv6

A Internet Engineering Task Force (IETF) promoveu em 1995 o novo protocolo de internet IPv6. “Uma nova solução que os Estados Unidos e os países desenvolvidos não queriam e não necessitavam. Os Estados Unidos frearam a implantação do IPv6. Seu alto custo também era uma dificuldade adicional. China e Índia começaram a utilizá-lo e em 2000 foi adotado pelo Japão, que começa a migrar seus sistemas com apoio da China e da Índia. Na Ásia, começam a migração para o IPv6 por conta própria”, sublinha a especialista.

Um pouco depois, entre 2004 e 2006, os Estados Unidos e a Europa se abrem ao novo protocolo. Em 2008, o governo norte-americano decide migrar para o IPv6. Todas a administração e as empresas estatais já trabalham com essa nova versão de internet. “Inclusive as entidades públicas dos Estados Unidos têm que justificar o uso do antigo protocolo IPv4. Isso obrigou todas as empresas a passarem para o IPv6 para poderem se comunicar com o governo”, explica Delgado.

Na Europa, cada país toma suas decisões próprias. Por exemplo, a Espanha instalou o IPv6 em 2002 em uma rede de universidades. A União Europeia (UE) queria estimular o novo protocolo através de incentivos econômicos, mas não pode obrigar os Estados Unidos a generalizar a inovação. Para complicar, tudo está nas mãos das grandes operadoras de telecomunicações, que não querem investir na ausência de clientes potenciais.

Até 2004, a maior parte dos endereços em IPv6 estava na Ásia. Os Estados Unidos começam a recuperar o terreno perdido. Na América do Sul, Brasil, México e Argentina marcam pontos com o novo protocolo. Em 2005, foi criada na China a maior rede do país para conectar as universidades nacionais. Uma rede dessas dimensões não teria sido possível com o IPv4, dada a grande quantidade de endereços IP que requeria o projeto, relata Delgado.

Maior fosso digital

“Atualmente estamos em fase de transição mundial para o IPv6. Essa fase começou em 2000 e vai se prolongar por quinze anos, mesmo que ainda não seja palpável. É como a passagem da telefonia fixa para a telefonia móvel”. O IPv6 tem uma melhor infraestrutura, melhora o acesso para os celulares e as novas aplicações, além de ser mais seguro.

O IPv6 possibilita um volume de números muito maior do que o atual. Por outro lado, a versão IPv4 está muito mais limitada e permite um acesso menor aos novos serviços. “As novas aplicações já são desenvolvidas para o novo protocolo, para redes peer-to-peer (P2P), que funcionam ser servidores fixos. Por isso é preferível acabar com os antigos sistemas, pois seria muito caro adaptá-los à nova infraestrutura mundial.”

Essa migração “levará mais tempo nos países desenvolvidos e eles estarão desconectados de internet por algum tempo. Os novos sistemas pensados para o IPv4 exigem grandes investimentos em infraestrutura. Por que não fazê-lo com o novo protocolo?, questiona Rosa Delgado.

Os países em vias de desenvolvimento podem ficar fora dessa mudança, como já ocorre com a conexão internet. Como não dispõem de capacidades técnicas, o fosso digital será ainda maior. “É preciso pensar no que se pode fazer para reduzir esse fosso.”

Iván Turmo

Contador para site gratuito

sábado, 25 de abril de 2009

Pai da Internet diz que futuro está na web móvel


Consolidar padrões de construção da Internet e fomentar a acessibilidade, especialmente no terceiro mundo e através de telefones móveis são algumas das actuais prioridades no desenvolvimento da Internet, defendeu esta quarta-feira o «pai» da Web, avança a Lusa.


Tim Berners-Lee, considerado o inventor da web por ter desenhado há 20 anos a primeira versão da HTML (a linguagem base de criação das páginas web) falava no discurso de inauguração oficial do 18º Congresso Internacional WWW2009, que decorre em Madrid.

A conferência inaugural de Tim Berners-Lee, uma das «estrelas» do mundo da Internet, era um dos eventos mais esperados do encontro de Madrid, que começou com reuniões técnicas na segunda-feira e se prolonga até sexta.

Lee não deixou a sua reputação em mãos alheias e ao longo de cerca de 30 minutos analisou alguns dos debates mais actuais sobre a Internet, incluindo temas como optimização de motores de busca, publicidade e a mobile web, questões transversais, aliás, no encontro de Madrid.
«Consolidar o esforço de desenvolvimento de padrões»


Num cenário de avanços constantes em hardware e software, Lee insistiu na necessidade de «consolidar o esforço de desenvolvimento de padrões» no desenvolvimento da Internet, especialmente a nível de documentos e «comunidades» online.

A merecer destaque esteve a questão da web móvel e a crescente interacção entre utilizadores, recorrendo a instrumentos e métodos cada vez mais portáteis.

Paralelamente, insistiu na necessidade de responder às preocupações sociais em torno da utilização da Internet, nomeadamente no que toca a questões de privacidade, garantindo que a informação é disponibilizada sempre «em contexto».

Berners-Lee desafiou todos os cientistas da Web a centrarem os seus esforços na construção de uma plataforma cada vez mais sólida, evitando «presumir como vai ser usada», mas procurando capitalizar nos avanços em curso.

Em particular, referiu, é vital acabar com «ilhas» que ainda subsistem, já que as páginas «emparedadas, são uma grande tentação, mas também podem ser uma enorme frustração para o utilizador».

Ampliar acesso mundial à Internet

Nesse sentido defende redes sociais abertas, que melhorem as possibilidades de contribuição dos utilizadores.

Ampliar o acesso mundial à Internet, quando apenas 20 por cento da população global a utiliza, deve ser outra prioridade, devendo reconhecer-se que nos países mais pobres o primeiro contacto pode surgir por telemóvel, mais barato do que um computador.

«É por isso imprescindível tornar a rede mais acessível para estes dispositivos», garantindo que o acesso à Internet não dependa de acordos comerciais.

Paralelamente, Berners-Lee defendeu o desenho de páginas online que sejam «moduláveis» e onde se procure um crescente diálogo entre as várias linguagens de programação.

«Precisamos de que a Internet seja mais colaboradora e menos estática», afirmou.

Twitter sempre presente

Além dos muitos fotógrafos e operadores de imagem, a abertura oficial do encontro caracterizou-se pelo elevado número de «twitters», utilizadores de uma ferramenta online que permite digitar pequenas mensagens de até 140 caracteres para dizer, em qualquer momento, o que se está a fazer.

No ciberespaço, a conferência inaugural foi assim acompanhada com a ajuda de dezenas de twitters a saudarem as referências do príncipe da Astúrias, Felipe de Borbon, a aspectos como a Web 2.0, a Web 3.0, as redes sociais online e a «rede semântica».

Outros optavam por comentar a intensidade dos flashes dos fotógrafos ou a falta de baterias nos portáteis que estavam a dificultar continuar online.

«Ainda bem que temos o twitter e um telemóvel», comentou um dos presentes na sala.
«Talvez os príncipes fiquem para o café. Este é o último twitt antes de a bateria morrer»,
sublinhava outra.

Fonte


terça-feira, 21 de abril de 2009

Madrid discute futuro da Internet

O Palácio Municipal de Congressos de Madrid, recebe, desde esta segunda-feira até sexta-feira, um congresso internacional sobre «O futuro da web», debaixo do nome «WWW2009». Está prevista a participação de mais de um milhar de especialistas de alto nível originários dos cinco continentes, refere a agência EP.

«Mão pesada»: PJ captura suspeito de burla na internet

O programa da 18ª edição incide na resolução da dúvida de perceber para onde caminha a web 2.0, anos depois da sua aparição. Durante cinco dias programa será dividido por sessões plenárias, painéis de discussão e workshops, entre outras actividades.

Para discutir a visão do presente e do futuro da Internet, entre os participantes do congresso, espera-se a presença de Vinton Cerf, um dos pais da Internet; Tim Berners-Lee e Robert Cailliau, inventores da World Wide Web; Dale Dougherty, responsável pelo conceito da Web2.0 e Mike Shaver, vice-presidente da Mozilla.

O congresso também vai ser palco para a apresentação, perante a comunidade internacional, do projecto «Catedral das Novas Tecnologias», uma aposta de Madrid para converter uma antiga nave industrial do distrito de Villaverde num «centro de expressão e formação nas novas tecnologias da informação para cidadãos».

Para obter mais informações sobre o congresso foi disponibilizada uma página web
em inglês.

Fonte