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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A Invasão dos Caranguejos na Australia

A migração anual de mais de 100 milhões de caranguejos fechou estradas e transformou as ruas da Ilha Christmas, na Austrália, em enormes tapetes vermelhos.

Os cerca de 120 milhões de caranguejos, segundo o Parque Nacional da Ilha Christmas, no sudoeste da Austrália, migram todos os anos das florestas para o mar, para a reprodução e desova.

O movimento rumo ao oceano começa entre os meses de novembro e janeiro, dependendo das chuvas. Os caranguejos apenas prosseguem a migração com chuva. Esse ano, devido ao fato de a estação úmida ter vindo mais tarde, houve apenas uma desova, iniciada no meio de dezembro.

A migração é tão intensa que ruas e estradas são fechadas na ilha, para impedir que os crustáceos sejam esmagados. Guardas-florestais também constroem pontes plásticas sobre as estradas para que os caranguejos atravessem sem perigo.

Tricia Ho, guarda-florestal na ilha, disse à BBC Brasil que os filhotes de caranguejos já estão emergindo aos poucos e logo deverão começar o caminho para as florestas.

A movimentação da natureza, no entanto, não impede que os 1,2 mil moradores locais prossigam com suas atividades diárias. "Não é difícil ver caranguejos dentro das casas", disse Linda Cash, moradora local, à BBC Brasil.

'Galápagos do Índico'

O pequeno pedaço de terra no Oceano Índico foi descoberto e nomeado Ilha Christmas por um capitão britânico, que passava pela região no dia de Natal em 1643.

O local é conhecido como a “Galápagos do Oceano Índico”, devido à sua grande biodiversidade, comparável à do arquipélago que fica no Oceano Pacífico.

A Ilha Christmas é um paraíso para pássaros e 14 espécies de caranguejos, incluindo o maior invertebrado no mundo, o caranguejo coco.

Dois terços da ilha formam um parque nacional, atraindo 1,5 mil visitantes por ano, principalmente mergulhadores e observadores de pássaros e caranguejos.

Apesar de fazer parte do território australiano, a ilha está a apenas 370 quilômetros da costa sul da Indonésia e a maioria de sua população pertence às etnias chinesa e malaia.

Imagem: Christmas Island Tourism Association/A-Cita
A migração começa entre os meses de novembro a janeiro, dependendo da chuva. Esse ano, devido ao atraso da estação úmida, houve apenas uma desova, no meio de dezembro.




Imagem: Christmas Island Tourism Association/ Max Orchard

Migração anual de mais de cem milhões de caranguejos fechou estradas e transformou as ruas da Ilha Christmas, na Austrália, em tapetes vermelhos.


Imagem: Christmas Island Tourism Association/ Di Masters
Cerca de 120 milhões de caranguejos, segundo o Parque Nacional da ilha Christmas migram das florestas para o mar, para a reprodução e desova.

BBC


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Mapa Mundial das Migrações Humanas

Mais de 90.000 internautas estão participando de um ambicioso projeto online chamado Genografia.

Iniciativa da National Geographic, em parceria com a IBM e Fundação Waitt, o Genografia pretende, em cinco anos, traçar o mapa das migrações humanas, por meio da análise dos genes de 100 mil indígenas espalhados pelos cinco continentes.

Mapa da Migração

“A partir de comunidades indígenas atuais, cujo DNA tem permanecido relativamente inalterado durante gerações, voltamos no tempo para descobrir como se originou a vida na África e como aconteceram as migrações humanas em outros lugares do planeta”, explica Luís Quintana Murci, geneticista que trabalha no Instituto Pasteur, na França.

O projeto já conta com um caixa de 40 milhões dólares, doados pelos participantes.

Metade do dinheiro arrecadado será destinado ao estudo científico das comunidades indígenas, 25% à sua preservação cultural e o restante para que os participantes descubram, mediante a análise de seus genes, quem foram seus ancestrais e que caminhos percorreram mundo afora.

A Genografia divide a Terra em dez grandes regiões. Em cada um delas haverá um laboratório encarregado de processar dados das populações nativas, compilados pelos pesquisadores.

Na Austrália, os cientistas extrairão o DNA de fósseis humanos encontrados em escavações arqueológicas.

Cerca de 80% dos 75.000 inscritos até agora são dos Estados Unidos e Canadá, mas os responsáveis pela iniciativa esperam a adesão de internautas de outros países.

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