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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Chávez ameaça expulsar Toyota da Venezuela


Por Andrew Cawthorne E Eyanir Chinea
25 de Dezembro, 2009


O socialista disse num discurso na quarta-feira que não hesitará em expulsar e apropriar-se das fábricas de outras montadoras norte-americanas e asiáticas que operam na Venezuela se elas não compartilharem tecnologia com empresas locais.

"Por que a Toyota não quer produzir o modelo rústico aqui?" indagou Chávez, durante uma cerimônia em Caracas para dar a proprietários as chaves de carros produzidos de maneira econômica que o governo venezuelano importou da Argentina.

"Temos de forçá-los. E se eles não quiserem, eles devem sair e vamos trazer outra empresa. Os chineses querem entrar e produzir os modelos rústicos."

Durante os 10 anos em que está no poder, Chávez nacionalizou uma boa parte do setor produtivo da Venezuela, inclusive a indústria petrolífera. Ele diz estar realizando a revolução do Século 21, mas até agora não havia se aproximado das montadoras.

Ele voltou-se para a Toyota, maior fabricante mundial de carros, quando um motorista lhe disse que há falta de veículos 4X4 para servir as áreas rurais.

Chávez ordenou que seu ministro do comércio Eduardo Saman realize uma "inspeção séria" da Toyota e advertiu outras fabricantes de veículos para que comecem a compartilhar tecnologia com os venezuelanos.

"Diga às pessoas na Toyota que eles têm de produzir esse modelo e que vamos impor uma cota que se não for cumprida resultará numa punição", disse Chávez a Saman, acrescentando que o estado não hesitará e vai se apropriar de fábricas da Toyota e pagar uma indenização apropriada.

Porta-vozes da unidade local da Toyota, que opera uma montadora no Estado mais a leste de Sucre, não estavam disponíveis para comentar o assunto.

Mas uma fonte na empresa disse que a Toyota havia parado de produzir em 2007 o modelo em questão, identificado como Land Cruise 70--, com o conhecimento do governo.

A empresa planeja importar o modelo, mas ainda não recebeu a licença para fazê-lo, acrescentou a fonte.

Além da Toyota, a também japonesa Mitsubishi, a sul-coreana Hyundai e a norte-americana General Motors têm fábricas no país, cuja população é conhecida por sua paixão por carros

IbTimes

segunda-feira, 23 de março de 2009

Curso na Itália ensina padres a expulsar demônios

Escritor americano acompanhou aulas de técnicas para expulsar entidades demoníacas de pessoas, com cerimônias impressionantes

Rio - Numa época em que cada vez mais profissionais procuram pós-graduações, um jornalista americano descreveu um tipo de ‘especialização’ que provocaria arrepios na maioria das pessoas: literalmente, fazer o diabo correr da cruz. Matt Baglio acaba de lançar em seu país o livro ‘The rite’ (O Rito), sobre sua experiência acompanhando um curso em Roma que forma exorcistas.

Em entrevista a O DIA ele falou sobre as cerimônias que acompanhou e disse que, definitivamente, “alguma coisa” fora do normal acontece durante os ritos. Matt descobriu o curso ‘Exorcismo e orações’, em 2005. As aulas aconteciam no Ateneo Pontoficio Regina Apostolarum, uma universidade filiada ao Vaticano. O escritor conheceu, então, o padre americano Gary Thomas, que nunca tinha sequer assistido a um exorcismo, e acompanhou seu treinamento nas aulas e com um exorcista veterano.

Durante o período em que preparou o livro, Baglio conseguiu presenciar 20 cerimônias. “Tive a oportunidade de ver vários exorcismos violentos, mas, durante minha pesquisa, eu já tinha lido e ouvido o bastante para saber o que esperar. Acho que tive mais medo antes de escrever o livro do que depois”, conta.

“Vi uma mulher cuja voz mudou dramaticamente, ficando muito grossa e gutural, o que não soou humano para mim. Também vi casos em que as pessoas reagiram muito violentamente, empurrando e até vomitando”, relata.

Após conversar com vários exorcistas e vítimas, Baglio tem uma certeza: é prematuro descartar a veracidade das possessões. “Mesmo que você não acredite no diabo, como explicar o paranormal? Muitas pessoas racionais e inteligentes, incluíndo médicos e cientistas, tiveram experiências estranhas que simplesmente não puderam explicar pelos meios prosaicos. Talvez em 50 anos a ciência possa explicar o que acontece, mas, até lá, acho que é prematuro eliminar essa hipótese”, afirma.

Parceria com psiquiatras é fundamental para a Igreja

Durante quatro meses, os exorcistas tiveram, entre outras, aulas de história, criminologia, cultos satânico e psiquiatria. Perceber se a pessoa afetada tem problemas psiquiátricos é uma das principais preocupações: a maioria dos que procuram o exorcismo, segundo Baglio, não precisam dele. “A Igreja Católica é muito clara de que o exorcista deve ser o maior cético e eliminar todos os casos de doenças mentais, trabalhando com um psiquiatra ou psicólogo antes do rito”, conta.

Ele diz que conversou com psiquiatras que recomendaram o exorcismo depois de presenciarem fenômenos estranhos. Nem todos os alunos do curso tinham permissão para realizar exorcismos, como Gary.

Fonte