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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Só por Deus...

Quer queiramos ou não, o avanço mundo afora dos Evangélicos é evidente. Não há como negar. Aos poucos eles vão ocupando toda as partes do globo, seja na China, na Rússia, na Coreia ou Japão. A princípio esse ramo da cristandade denominados de Evangélicos ou Protestantes, é visto como desorganzado, formado por pessoas inculta, humildes e pobres.

Mas não é o que estamos constando, muito pelo contrário. Como poderia um grupo com as características acima, ocupar, talvez, todas as partes do mundo. Para eles, o mundo se tornou uma pequena aldeia, não existem barreiras que possam impedir seu crescimento mesmo sendo perseguidos.

Talvez eles sejam os mais combatidos entre as religiões e mesmo assim crescem assustadoramente. Primeiramente o combate é pessoal e particular entre as pessoas no campo das opiniões particulares, pelas doutrinas mais rígidas por eles adotadas. Em segundo lugar, vem os grupos maiores e organizados, vindo depois, grupos mais fortes, incluindo até governos de alguns países. Dê uma Olhada Aqui

Hoje, estamos vendo muito pouco a expressão, "Budistas são perseguidos no...", "Mulçumanos são perseguido no...", "Voduianos são perseguidos no...", "Espiritismo Afro Indígenas são perseguidos mo....". Mas Cristão são perseguidos no..., vemos algumas vezes mais.

Parece mesmo, que eles são descendentes daquele povo em que o Mar se Abriu para que eles passassem e seus perseguidores foram engolidos pelas águas, em que as águas de rios pararam para que atravessassem e que até o sol parou para que vencessem a batalha.

Algo de errado, que parece ser o certo, tem com esse povo, e isso, só pode ser Deus dirigindo seus passos. Pois, só Deus faz o impossível. E aos olhos de qualquer pessoa, esse avanço gigantesco, não seria possível para eles sozinhos. ( Deus= "Aquele que fez os céus e a terra e tudo que neles há")

A Notícia:

Portugal/DN: Há 20 anos, evangélicos tinham apenas quatro turmas. Mas, só do ano passado para este, passaram a estar em mais 34 escolas.

237 escolas com aulas de religião evangélica mostram influência do culto

Há já 237 escolas públicas com aulas de educação moral e religiosa evangélica. Mais 34 do que no ano passado, diz Isabel Pinheiro, presidente da Comissão para a Ação Educativa Evangélica (Comacep). No total são 256 turmas e perto de dois mil alunos que optaram por ter aulas dadas por um professor de denominação evangélica. Este é apenas um dos sinais da crescente presença dos evangélicos na sociedade portuguesa, que está preocupando a Igreja Católica.

"Temos mais turmas do que no ano passado e cerca de 20 escolas ainda por iniciar, por causa de dificuldades na colocação de professor, já que ninguém aceita fazer isto por dinheiro", garante Isabel Pinheiro, explicando que um professor de religião evangélica é obrigado a recebe 30 euros por mês, para lecionar uma hora por semana.

Uma dificuldade que não tem impedido o crescimento: há 20 anos, quando começaram nas escolas públicas, tinham apenas quatro turmas. O dinamismo é uma imagem de marca: usam cartazes atractivos para promover a disciplina e quando o número de alunos é inferior a dez (o mínimo para formar uma turma oficial) a Comacep não desiste: propõe a realização de atividades de enriquecimento curricular.

Os cerca de dois mil alunos estão longe dos mais de 250 mil inscritos em Religião e Moral Católica (dados de 2008), mas além destas duas religiões existe apenas outra confissão: os baha'i, que estão presentes numa escola em Guimarães. Dado que atesta bem a influência social que as igrejas evangélicas já têm em Portugal.

Para a responsável, as aulas não são um espaço de evangelização mas sim de debate dos valores cristãos. "Temos alunos ateus, agnósticos ou até alunos que eram católicos, embora não sejam a maioria", explica. A maioria são crianças cujos pais seguem uma das confissões que fazem parte da Aliança Evangélica. "Há pequenas diferenças entre estas denominações, sobretudo na forma, mas todas estão agregadas na Aliança e têm uma declaração de fé única", explica.

O aumento de turmas evangélicas exprime bem a dimensão que estas igrejas ganharam nas últimas décadas. As únicas estatística oficiais são as dos Censos, em que não aparece a designação evangélicos, levando os membros da Aliança a dividirem-se por "protestantes" e "outras religiões cristãs". Mas a Aliança estima que tenham 250 mil membros e outros tantos "aderentes", incluindo-se aqui simpatizantes e crianças, que só são batizadas na idade adulta. Estão, em todo o território, possuem mais de 1500 locais de culto, 900 ministros, 12 escolas e uma rede social com mais de 60 instituições.

Há 20 anos, o número de fiéis era de pelo menos metade do número de hoje, estima António Barata, pastor e historiador das comunidades protestantes. "Começaram a crescer nos anos 50, mas nos anos 90 houve um grande aumento com a chegada dos imigrantes", disse ao DN, explicando que estas igrejas se disseminam por células que se vão autonomizando. "Crescem de forma biológica, ou seja, pelas famílias que educam os filhos na fé, mas também à custa da imigração e de crentes de outras confissões, como os católicos", acrescenta o historiados.

A Igreja Evangélica Maranata, por exemplo, chegou a Portugal trazida por brasileiros e hoje os fiéis são maioritariamente portugueses, explica a socióloga da religião Helena Vilaça. O testemunho da conversão dos crentes, o espírito de entreajuda e de pertença, bem como o aumento da liberdade religiosa, ajudam a explicar esta expansão.

O fato de as igrejas evangélicas não obedecerem a uma estrutura hierarquizada potencia esta disseminação, explica Samuel Pinheiro, presidente da Aliança Evangélica. "A dinamização e a iniciativa são mais produtivas, pois cada comunidade vai ao encontro das necessidades locais", acrescenta.

A Igreja Católica está preocupada com este fenómeno, reconhece Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal. "As paróquias deviam ser esta comunidade de relacionamento próximo e personalizado. Mas é natural que nas comunidades mais pequenas haja esta vantagem", disse.

Para repensar a pastoral da Igreja, ou seja, a forma de transmitir a mensagem à população, foi criado recentemente um grupo de reflexão que apontará caminhos e soluções.

Você também pode querer ver: Evangélicos São Presos por Crer em Jesus

DN

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Católicos pedem a renúncia de Bento XVI

Tido, desde o início, com muito pouca capacidade midiática, Bento XVI, agora, tem dado muito que falar. Numa questão de semanas, esse intelectual tímido e introvertido vem multiplicando os escândalos. O mais recente – e não dos menores, pois concerne à sobrevivência do continente africano – suscitou um brado de indignação midiático sem precedentes.

Do mesmo modo os católicos já não suportam a situação. Nesse sentido, 55% dos católicos franceses admitem ter formado uma opinião negativa a respeito do Papa Ratzinger. Chegou-se ao grau máximo do suportável.


bento


Há mais. Hoje, 43% dos católicos franceses agora desejam que o soberano Pontífice se demita do cargo, entregando-se a uma vida reclusa, para contentamento geral. A insatisfação está longe de ser uma reação exclusivamente francesa — bem ao contrário do que, sem nenhum tato, tenta insinuar o jornal Avvenire (porta-voz da conferência episcopal italiana e de seu presidente, o Cardeal conservador Angelo Bagnasco). Na muito católica Itália, 52% dos interpelados declaram-se em total desacordo com as resoluções do Pontífice. Dentre os católicos italianos, menos da quinta parte estaria disposta a defender Bento XVI.


De todos os lados, tanto no circuito das paróquias quanto no das rádios, TVs e imprensa, já se fala abertamente no “problema Bento XVI”.


Desde a sua eleição, na primavera de 2005, esse velho Cardeal já despertara mal-estar no público, que nele observava falta de carisma e um extremo conservadorismo (mais de 1000 teólogos sob censura…). E, de fato, após alguns meses de inação, o Pontífice acabou, de fato, por revelar sua verdadeira face: rude intransigência, rígida incompreensão.


Joseph Ratzinger “não condiz com o perfil de um Papa”


Em relação a seu predecessor, João Paulo II, a presente situação é bem diversa. Ao contrário do que acontecia com o Papa anterior, não se encontram, na figura de Bento XVI — à maneira de contrapeso para os evidentes erros de algumas de suas posições, verdadeiramente inaceitáveis —, nem a irradiação de personalidade, nem um compromisso confiável no diálogo inter-religioso. Porte distinto, muito elegante, mas sem influência, Bento XVI “não condiz com o perfil de um Papa”, como se costuma dizer na Itália. Ademais, no Vaticano, não soube constituir à sua volta uma equipe habilitada para corrigir os erros, com uma atuação complementar à sua. Pelo contrário, fez-se cercar de antigos colaboradores, que sempre o sustentaram em suas [rígidas] tomadas de posição quando ainda era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.


Entretanto, mais do que as escolhas discutíveis e certamente infelizes, o que levou Bento VI a perder o rumo foi uma espécie de autismo e de retranca, uma desconfiança extrema e uma autoconfiança em suas próprias luzes. A sistemática recusa em dar ouvidos às opiniões alheias, como também em pedi-las, além de um fechamento no silêncio, tudo isso, em certa medida, explica as gafes cometidas, que são, desde logo, inequívoca expressão de um atingir um objetivo restaurador extraordinariamente reacionário e inteiramente solitário.


Positivamente, com a publicação de sua Carta, Bento XVI deixou-se superar pelos acontecimentos, e já nem sabe como enfrentar o brado de indignação que ele próprio — ingenuamente — provocou. Sua Carta de explicação sobre o caso Williamson é aflitiva. Isso porque, no fundo, Joseph Ratzinger parece não haver tirado nenhuma conclusão efetiva sobre a crise atual, revelando, assim, notória incapacidade de enfrentar um conjunto de circunstâncias, em cujo cerne, desde o início, mais do que ninguém, se acha ele diretamente envolvido.


Um Papa introvertido e confiante em suas certezas


Para convencer os demais acerca do bom fundamento de sua orientação, Bento XVI deveria ter uma percepção diferente sobre a forma de comunicar-se, aprendendo a “apanhar no ar” os projéteis que esvoaçam ao seu redor… Propriamente eis o que faz falta a esse homem de idade avançada, rebuscado e persistente, como que saído de um vitral de outros tempos, talvez de um museu.


No dia 28 de maio de 2006, Bento XVI retratou de forma errônea e inoportuna (sobretudo na boca de um alemão) os nazistas como um “bando de criminosos” que “enganou” o povo alemão. Alguns meses depois, no dia 12 de setembro de 2006, ao fazer uma alocução na Universidade de Ratisbona, associou o Islã à violência, sem ressalvas ou matizes, citando a respeito uma opinião por demais rigorosa e provocativa de Manuel II Paleólogo, imperador bizantino na Idade Média.


Em maio de 2007, visitando o Brasil, como que insensível ao charme e à acolhida calorosa desse povo entusiasta, o arguto e embaraçado Pontífice afirma que a evangelização das populações indígenas da América Latina “em nenhum momento representou uma ruptura com as culturas pré-colombianas”. Uma estupidez em face da História e um ultraje aos descendentes dessas culturas…


Mais recentemente, no dia 21 de janeiro de 2009, um decreto do Vaticano, expressamente promulgado por ele, revoga a excomunhão de quatro prelados integristas, dentre os quais D. Richard Williamson, bispo inglês inteiramente sulfuroso, notório negacionista. No episódio, o público acusa a Cúria romana — sociedade formada de celibatários, muitas vezes anciãos, conservadores obstinados, arrivistas ou testas-de-ferro, em cujo seio, contrariamente às antigas promessas, o Papa nenhuma reforma introduziu. No ambiente da Cúria, a comunicação entre os diversos dicastérios (“ministérios”) é inexistente, com intrigantes em grande número, que, a todo instante, se deixam seduzir pelo desejo de obter uma mitra ou um barrete de cardeal… No tocante ao apressado e escandaloso levantamento da excomunhão, desempenhou de modo muito autêntico o seu papel o inquietante cardeal Castrillón Hoyos, que, logo depois declararia não ver no negacionismo um problema verdadeiramente real.


Uma tal manifestação de incompetência e de espírito partidarista dessa magnitude deveria justificar, pelo menos, o imediato afastamento desse prelado, bem como de seu braço direito, o Bispo luxemburguês Camille Perl, do mesmo naipe que aquele. Contudo, ao mesmo tempo, também um outro prelado parece nada haver aprendido com a história recente. Trata-se do cardeal Giovanni Battista Re, prefeito da Congregação para os Bispos (que, aliás, nem é situado entre os mais conservadores do Vaticano). Por disposição do Papa, ele declara justa a pena de excomunhão, lançada no Brasil por um arcebispo que todos execram (D. Cardoso Sobrinho), contra uma mãe de 9 anos que fez abortar sua filha, estuprada pelo seu padrasto e grávida de gêmeos, assim como contra os médicos responsáveis pelo aborto.


A situação chegou a tal ponto que não há mais retorno. Até um jornalista católico dentre os mais ultramontanos e conservadores, como é o caso de Patrice de Plunkett, vê-se obrigado a reconhecer que agora “é preciso mudar tudo: os métodos, as pessoas”. Conforme a observação muito acertada de Jean-Louis Schlegel, “o Papa reina, mas não governa”. Sim, este pontificado parece realmente encerrado, profundamente desacreditado. “É preciso mudar tudo…”.


De um lado, segundo o Direito Canônico, que rege a vida interna da Igreja, nenhum mortal pode destituir o Papa. De outro, mesmo supondo que essa destituição tivesse validade legal, facilmente poderíamos imaginar os consideráveis riscos de cisma e fragmentação que haveria entre os que apoiassem a destituição e os que fossem contrários. Estes alegariam que o Pontífice continua bispo de Roma, investido, pela graça de Deus, no [pleno e] ininterrupto exercício de suas funções.


Todavia, o próprio Direito Canônico atualmente em vigor, promulgado por João Paulo II, em 1983, admite a hipótese de o Papa renunciar livremente ao seu cargo por sua própria iniciativa (art. 332-2). Uma vez que acima dele não existe nenhum outro poder exceto Deus, o Soberano Pontífice não precisa obter autorização de ninguém para que a sua demissão seja aceita. Neste caso, para a validade de uma renúncia, basta, pura e simplesmente, “que seja livre e devidamente manifestada”.


No atual contexto, visto que o mundo delineado pela mídia constitui uma aldeia global, torna-se muito arriscado conservar no exercício de suas funções um Pontífice desacreditado, que arrasta consigo os demais no próprio descrédito. Como, portanto, de uns tempos para cá, a situação se modificou bastante, uma saída de cena de Bento XVI, rápida e voluntária, sinal de humildade e de verdadeiro sentido da autoridade como serviço, desbloquearia a situação, permitindo que sem tardar seja aberta uma nova página da história da Igreja. Sem isso…

http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=papa&artigo=demissao-bento-xvi&lang=bra

Fonte


domingo, 1 de março de 2009

Aparições Marianas precisam ser estimuladas, diz Bento XVI

Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira. (Jeremias 7 : 18)


“O cardeal Ratzinger sugere que uma “visão-tipo” de Fátima não seria uma experiência intelectual, sem imagens, como sucedeu em modelos da mística cristã, como Teresa de Ávila ou João da Cruz. Este ver interior, segundo o bispo de Roma, não significaria que se trate de ilusão, mas de um estímulo que está para além do sensível, facultando o acesso ao não-visível e a dimensão mais profunda da realidade.”


É por esse motivo que a manifestação Baha’u’llah contará primeiro com uma sensação de êxtase nas pessoas, posteriormente uma aparição Mariana e por último o demônio-estrela renfã para seduzir a humanidade.


Essa estimulação nada mais é do que a ativação dos 7 chakras pela serpente Kundalini que é praticada por muitos aderentes da nova era. A ativação dos 7 chakras levam o ser humano ao oitavo e ao nono chakra . E então, somente então, o cidadão global entrará em sintonia com o cristo cósmico e conversará secretamente com o seu amado:


“VALE DO CONHECIMENTO -. Seus olhos interiores abrir-se-ão e ele conversará secretamente com seu Bem-Amado” (Os Sete vales- Baha’u’llah)


Notícia


O Segredo de Fátima e o atual ponto de vista da Igreja Católica


Antes de ser eleito sumo pontífice da Igreja Católica, o cardeal Joseph Ratzinger avaliou a dimensão teológica das aparições marianas na qualidade de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. O seu comentário assume particular interesse no que toca a estrutura antropológica das revelações privadas, apontando pistas essenciais para a antropologia cultural das chamadas experiências subjetivas extraordinárias.


O atual papa Bento XVI distingue o termo “revelação pública” como ação reveladora de Deus destinada a toda a humanidade, concluindo com a realização do mistério de Cristo, e a designação revelação particular, relativa às visões e revelações após o tempo histórico do Novo Testamento. Fátima e outras manifestações similares aprovadas pela Igreja Católica integram esta categoria.


Referindo-se ao controverso Segredo de Fátima, o cardeal Ratzinger, com louvável lucidez, afirma que muitas das imagens alegadas por Lúcia podem ser resultados do seu contato com a iconologia dos livros piedosos, no seu processo de aculturação, enquanto jovem religiosa nos conventos de Tuy e Pontevedra, pela mão dos seus confessores jesuítas.


O papa Bento XVI, em termos de antropologia teológica, reconhece três formas de percepção ou visão: a que é feita pelos sentidos, ou seja, a percepção externa corpórea; a percepção interior; e a visão espiritual. Ele cita o caso da chamada visão do inferno - descrita na primeira parte do Segredo de Fátima - e que implica, necessariamente, uma modificação do estado de consciência do sujeito que ele não pode partilhar com mais ninguém.


Noutras situações, em Fátima, fenômenos foram testemunhados como, por exemplo, o som de zumbidos ou a queda de filamentos brancos, como os que foram fotografados e analisados em outubro de 1957.


O cardeal Ratzinger sugere que uma “visão-tipo” de Fátima não seria uma experiência intelectual, sem imagens, como sucedeu em modelos da mística cristã, como Teresa de Ávila ou João da Cruz. Este ver interior, segundo o bispo de Roma, não significaria que se trate de ilusão, mas de um estímulo que está para além do sensível, facultando o acesso ao não-visível e a dimensão mais profunda da realidade.


O então responsável pela Congregação da Fé chama também a atenção para um detalhe essencial da experiência visionária: se na visão exterior já interfere o elemento subjectivo, ou seja, o que vemos nos chega através do filtro dos nossos sentidos que computa um intrincado processo de traduções, na visão interior, isso é ainda mais claro, sobretudo quando se tratam de realidades que por si mesmas ultrapassam o nosso horizonte.


Imprescindível é reter desta análise de Bento XVI a forma como o teólogo destaca o fato do vidente ter uma influência ainda mais forte: vê segundo as próprias capacidades concretas, com as modalidades de representação e conhecimento que lhe são acessíveis. “Tais visões não são em caso algum a fotografia pura e simples do Além, mas trazem consigo também as possibilidades e limitações do sujeito que as alcança” insiste Joseph Ratzinger. Ou seja, a antropologia da subjetividade constitui a fonte de onde tudo se projeta e onde tudo acaba.


Sobre o autor: Correspondente internacional da Revista UFO, Joaquim Fernandes, professor na Universidade Fernando Pessoa, do Porto, é co-fundador do Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência, na mesma instituição, que fala sobre as investigações sobre as aparições de Nossa Senhora de Fátima e a polêmica em torno do assunto. Fernandes estuda aspectos menos conhecidos da história e filosofia das ciências, a evolução dos modelos científicos, em particular no que diz respeita à cosmologia, o confronto entre as atitudes mentais e sociais, e as novas propostas científicas e tecnológicas em cada época, bem como a antropologia religiosa comparada, com destaque para os fenômenos paradoxais.


Publicou várias obras de investigação histórica sobre as mesmas áreas, como As Aparições de Fátima e o Fenômeno OVNI [Editorial Estampa, 1995], Intervenção Extraterrestre em Fátima – As Aparições e o Fenômeno OVNI [Editora Amadora, 1982], OVNIS em Portugal [Editora Nova Crítica, 1978], Fátima nos Bastidores do Segredo [Lisboa, Âncora Editora, 2002] e Fátima Trilogy [Anomalist Books, 2008].

http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&id=4152

Apocalipsetotal


sábado, 28 de fevereiro de 2009

Menos católicos na América e mais no mundo

O número de católicos no continente americano desceu 0,1 por cento, enquanto no resto do mundo os fiéis aumentaram 1,4 por cento, segundo dados de 2007 recolhidos no Anuário Pontifício, apresentado este sábado pelo Papa Bento XVI.
  • Igreja (arquivo)

O Anuário Pontifício de 2009, que recolhe os dados da igreja de 2007, revela que os católicos representam 17,20 por cento da população mundial.

Em 2007, o aumento dos católicos foi de 1,4 por cento, em comparação com o crescimento demográfico mundial de 1,1 por cento, o que deixa praticamente sem variações o número de fiéis católicos no mundo.

Segundo o documento, os católicos passaram de 1.131 milhões em 2006, para 1.147 milhões em 2007.

A grande surpresa nas estatísticas é a descida de católicos no continente americano, não tendo o Vaticano dividido os dados entre América do Norte e do Sul.

Em contrapartida, os católicos aumentaram na Oceânia (4,7 por cento), em África (3 por cento), na Ásia (1,7 por cento) e apenas 0,8 por cento na Europa.

Quanto ao número de sacerdotes, estes também aumentaram de 405.178 em 2000 para 408.024 em 2007.

As «vocações» no mundo também sofreram um acréscimo de 0,4 por cento, passando de 115.480 futuros padres em 2006 para 115.919 em 2009.

O número de bispos católicos também aumentou 1,1 por cento, passando de 4.898 em 2006 para 4.946 em 2007.

IOL

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Indulgências retornam, e o céu fica um pouco mais próximo para os católicos

O anúncio em boletins e websites da igreja foram recebidos com entusiasmo por alguns e com cautela por outros. Mas, acima de tudo, ele não foi compreendido por uma vasta geração de membros da Igreja Católica que não fazem ideia do que isso significa: "Bispo anuncia indulgência plenárias".

Nos últimos meses, dioceses de todo o mundo têm oferecido aos católicos um benefício espiritual que há décadas deixou de ser popular - a indulgência, uma espécie de anistia dos pecados para evitar punições após a morte -, além de lembrá-los de como a igreja tem capacidade de mitigar o preço do pecado.

O fato de que muitos católicos com menos de 50 anos jamais procuraram obter indulgências, e nunca ouviram falar delas exceto no segundo grau, nas aulas de história europeia (quando Martinho Lutero denuncia a venda de indulgências em 1517, fazendo com que tenha início a Reforma Protestante), simplesmente torna a reintrodução delas mais urgente para aqueles líderes da igreja que desejam restaurar tradições de penitência em declínio naquilo que eles veem como um mundo auto-satisfeito.

"Por que estamos trazendo as indulgências de volta?", pergunta o bispo Nicholas A. DiMarzio, do Brooklyn, que apoia a medida. "Porque existe pecado no mundo".

Assim como a missa em latim e as sexta-feiras sem carne, a indulgência é uma das tradições que foi retirada das práticas normais dos católicos na década de 1960 pelo Concílio Vaticano Segundo, a reunião de bispos que estabeleceu um novo tom de simplicidade e informalidade para a igreja. O retorno da indulgência é visto como parte de uma ressurgência conservadora que gerou algumas mudanças discretas e outras altamente polêmicas, como a recente decisão do papa Bento 16 de suspender a excomunhão de quatro bispos cismáticos que rejeitam as reformas impostas pelo conselho.

A indulgência é uma das tradições menos notadas e menos contestadas a ser restaurada. Mas com mil anos de história e volumes de leis eclesiásticas dedicados aos seus detalhes, ela é uma das mais complicadas de se explicar.

Segundo os ensinamentos da igreja, mesmo após os pecadores terem sido absolvidos no confessionário e rezarem os Pais Nossos e Aves Marias como penitência, eles ainda podem ser punidos após a morte, no Purgatório, antes de ingressarem no Paraíso. Em troca de certas rezas, devoções e peregrinações em anos específicos, os católicos podem receber uma indulgência que reduz ou apaga instantaneamente a punição, sem nenhum sacramento ou cerimônia formal.

Existem as indulgências parciais, que reduzem o tempo de purgatório em uma certa quantidade de dias ou anos, e as indulgências plenárias, que eliminam completamente essa pena, até que um outro pecado seja cometido. O fiel pode obter uma indulgência para si próprio ou para alguém que já morreu. Não é possível comprar indulgências - a igreja proibiu a venda de indulgências em 1567 - mas doações de caridade, combinadas a outros atos, podem ajudar a pessoa a receber uma indulgência. Há um limite de uma indulgência plenária diária por pecador.

Ela não pode ser adquirida depois que se está no purgatório.

"O que é isso?", pergunta Marta de Alvarado, 34, que é caixa de um banco em Manhattan, quando lhe dizem que as indulgências estarão disponíveis neste ano em várias igrejas da cidade de Nova York. "Eu simplesmente não sei nada a respeito disso", confessa Alvarado, ao deixar a Catedral Saint Patrick na hora do almoço. "Porém, vou pesquisar".

O retorno das indulgências teve início com o papa João Paulo 2º, que autorizou os bispos a oferecerem essa espécie de anistia em 2000, como parte da comemoração do terceiro milênio da igreja. Mas as ofertas aumentaram bastante sob o seu sucessor, o papa Bento, que tornou as indulgências plenárias parte das comemorações do aniversário da igreja nove vezes nos últimos três anos. A oferta atual está vinculada à comemoração de São Paulo, que tem um ano de duração e que vai até junho.

As dioceses dos Estados Unidos têm respondido com diferentes graus de entusiasmo. A oferta deste ano foi promovida energicamente em lugares como Washington, Pittsburgh, Portland, no Oregon, e Tulsa, em Oklahoma. Ela apareceu proeminentemente no website da Diocese do Brooklyn, que anunciou que qualquer católico poderá receber uma indulgência em quaisquer das seis igrejas em qualquer dia, ou em dezenas de outras em dias específicos, caso preencham os requisitos básicos: ir ao confessionário, receber a sagrada comunhão, rezar uma oração ao papa e "desvincular-se completamente de qualquer inclinação ao pecado".

Mas na adjacente Arquidiocese de Nova York, as indulgências só estão disponíveis em uma igreja, e o website não faz nenhuma menção a elas ("O cardeal Edward M. Egan encoraja todas as pessoas a receber as bênçãos das indulgências", diz o seu porta-voz, Joseph Zwilling, que acrescenta que sabia que a oferta não aparecia no website, garantindo que em breve ela será incluída).

Segundo os especialistas, as indulgências costumam ser anunciadas mais abertamente nas dioceses nas quais o bispo é mais tradicionalista, ou em locais onde há pouca tensão entre os católicos liberais e os conservadores.

"Na nossa diocese, as pessoas ficam satisfeitas com qualquer oportunidade de fazer algo de natureza católica", afirma Mary Woodward, diretora de evangelização da Diocese de Jackson, no Estado do Mississípi, na qual apenas 3% da população é católica. Ela conta que recentemente os paroquianos compareceram à igreja para se informarem a respeito das indulgências. Segundo ela, a pergunta que eles mais fizeram foi: "O que mesmo eu tenho que fazer para obter uma indulgência?".

Mas até mesmo alguns padres admitem que é difícil entender as regras.

"Não é muito fácil explicar as indulgências a pessoas que nunca ouviram falar delas", diz o padre Gilbert Martinez, da Igreja Saint Paul the Apostle, em Manhattan, o local designado na Arquidiocese de Nova York para a obtenção de indulgências. "Mas, é interessante: muita gente veio até mim e disse, 'Padre, não me confesso há 20 anos, mas a disponibilidade de indulgências me faz pensar que talvez não seja tarde demais'".

Na verdade, um dos principais motivos para a reintrodução das indulgências foi trazer os católicos de volta ao confessionário. Em um discurso em 2001, o papa João Paulo 2º descreveu o renascimento dessa tradição como "um feliz incentivo" à confissão.

"As confissões estão em declínio há anos, e a igreja está muito preocupada com isso", diz o padre jesuíta Tom Reese, ex-editor da revista semanal católica "America". "Em uma cultura secularizada de psicologia pop e auto-ajuda, a igreja deseja que a ideia de 'pecado pessoal' volte a fazer parte da equação. As indulgências são uma maneira de lembrar as pessoas da importância da penitência".

"A boa notícia é que não estamos mais vendendo as indulgências", acrescenta ele.

A fim de permanecer em uma boa situação perante a igreja, o católico precisa confessar os seus pecados pelo menos uma vez por ano. Mas em uma pesquisa feita no ano passado por um grupo da Universidade Georgetown, três quartos dos católicos disseram que se confessam menos do que isso, ou que nunca se confessam.

Segundo as regras do "Manual de Indulgências", publicado pelo Vaticano, as confissões são um pré-requisito para a obtenção da indulgência.

Entre os teólogos católicos liberais, o retorno das indulgências parece ser mais uma curiosidade do que um motivo para alarme. "Pessoalmente, acho que passou a época em que as indulgências significavam muita coisa", opina o padre Richard P. McBrien, professor de teologia da Universidade de Notre Dame, que apoia a ordenação de mulheres e o direito dos padres ao casamento. "É como tentar colocar a pasta de dentes de volta no tubo do pensamento original. Se você disser aos católicos deste país que eles podem obter uma indulgência plenária, a maioria não dará a menor importância ao fato".

Em uma tarde recente em frente à Igreja Our Lady Queen of Martyrs, em Forest Hills, no Queens, dois voluntários da igreja discordavam quanto à relevância das indulgências para os católicos modernos. Octavia Andrade, 64, uma secretária aposentada, riu ao lembrar-se da época em que as crianças dedilhavam rápida e repetidamente o rosário para obterem o maior número possível de indulgências - geralmente em múltiplos de cinco ou dez anos - "como se na época precisássemos disso".

Mesmo assim, ela apoia a reintrodução. "Sou a favor do retorno de qualquer coisa antiga", diz ela. "Um fervor maior é uma coisa positiva".

Karen Nassauer, 61, assistente social aposentada de um hospital, que encontra-se com Andrade quase diariamente na missa, diz que está surpresa com o retorno de uma prática que ela nunca entendeu.

"Não estou dizendo que seja necessariamente errado", diz ela. "Mas, para ser franca, eu sempre achei que eles deixariam essa prática desaparecer da memória. O que significa obter uma 'redução de tempo' passado no Purgatório? O que são 'cinco anos' em relação à eternidade?".

As mais recentes ofertas de indulgências não enfatizam as formulações baseadas em anos de Purgatório, e sim uma conta menos específica, com um foco maior nas maneiras pelas quais as pessoas podem ajudar a si próprias - e umas as outras - a lidar com o pecado.

"Essa questão diz mais respeito à reza em benefício dos outros, a fazer boas ações e aos atos de caridade", diz o padre Kieran Harrington, porta-voz da diocese do Brooklyn.

Depois dos católicos, as pessoas que mais entendem desse tópico são provavelmente os luteranos, cuja igreja nasceu a partir do cisma devido à questão das indulgências, e cujos líderes reúnem-se regularmente com as autoridades do Vaticano desde a década de 1960 em uma tentativa de reduzir as suas diferenças.

"Para nós, o momento escolhido para o retorno das indulgências é um mistério", diz o pastor Michael Root, diretor da igreja luterana Theological Southern, em Columbia, no Estado da Carolina do Sul, que participou dessas reuniões. Segundo ele, o retorno das indulgências "não promoveu o avanço do diálogo".

"O nosso principal problema sempre foi quanto à questão de quantificar a bênção de Deus", afirma Root. Os luteranos acreditam que o perdão divino é uma dádiva, não sendo, entretanto, algo que a pessoa seja capaz de influenciar.

Mas para os líderes católicos, e especialmente o papa, o foco nos últimos anos tem se concentrado menos naquilo que os católicos possuem em comum com outros grupos religiosos do que no que os separa desses grupos - incluindo o semi-esquecido mistério da indulgência.

"A indulgência caiu no esquecimento assim como muita coisa na igreja", diz DiMarzio. "Mas ela nunca foi abandonada. Ela sempre esteve lá. Só queremos que as pessoas retornem àquelas ideias que antigamente eram conhecidas".

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