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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

'Planeta suicida' parece prestes a mergulhar em estrela


WASHINGTON - Astrônomos descobriram o que parece ser um gigantesco planeta suicida. O mundo está tão próximo de sua estrela que produz gigantescas mates no gás superaquecido do astro. Essas marés, por sua vez, estão afetando a órbita do planeta.

Ilustração de um planeta do tipo 'Júpiter quente', o mesmo do novo mundo descoberto

Divulgação

Ilustração de um planeta do tipo 'Júpiter quente', o mesmo do novo mundo descoberto

O resultado é uma dança da morte, na qual o planeta descreve uma espiral que o levará, finalmente, a mergulhar na estrela.

É uma morte lenta, ao menos em termos humanos. O planeta, Wasp-18b, pode ter ainda um milhão de anos pela frente, disse o descobridor do novo mundo, Coel Hellier, astrofísico da Universidade Keele, na Inglaterra. A descrição do planeta suicida está na edição desta semana da revista Nature.

"Ele está causando a própria destruição, ao provocar essas marés", disse Hellier.

A estrela é chamada Wasp-18 e o planeta, Wasp-18b, porque foram ambos descobertos pelo programa Wide Angle Search for Planets (Busca de Ânglo Amplo por Planetas).

O planeta orbita a estrela na constelação da Fênix e está a cerca de 325 anos-luz da Terra, o que significa que está na vizinhança galáctica.

O planeta está a 3 milhões de quilômetros de sua estrela, ou 2% da distância que separa a Terra do Sol. Por conta disso, sua temperatura é de 2.100º C.

Seu tamanho - dez vezes do de Júpiter, que é 11 vezes maior que a Terra - torna sua morte provável, disse Helier.

A descoberta de um planeta suicida é algo tão raro que o astrônomo Douglas Hamilton, da Universidade de Maryland, questiona se não haveria outra explicação para a presença de Wasp-18b. Hamilton diz que é possível que os resultados de alguns cálculos que os astrônomos se acostumaram a usar estejam errados, e que esse planeta seja a prova. A resposta será conhecida dentro de uma década, quando estará claro se o planeta realmente está mergulhando numa espiral suicida.

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domingo, 26 de julho de 2009

Acordaram o 'Hubble' para olhar a cicatriz de Júpiter


Telescópio espacial fotografou o misterioso buraco no gigante gasoso do sistema solar.

Acordaram o 'Hubble' para olhar a cicatriz de Júpiter

Imagem em infravermelho do local da colisão obtida pelo telescópio infravermelho Keck 2. Divulgação

A NASA ligou o renovado telescópio Hubble antes do tempo para fotografar a misteriosa cicatriz na superfície de Júpiter.


Espaço: Júpiter terá sido atingido por um cometa


O telescópio captou, na quinta-feira, com a a nova lente Wide Field Camera 3, imagens detalhadas do buraco que terá sido causado pelo choque de um asteróide ou cometa com o gigante gasoso


Os cientistas da NASA estavam a calibrar a nova lente, no domingo, quando o astrónomo amador australiano Anthony Wesley viu a misteriosa mancha negra, do tamanho da Terra, e deu o alerta que fez virar muitos telescópios para perto do Pólo Sul de Júpiter, que é o maior planeta do sistema solar.


Imagem da Nasa mostra Júpiter com uma marca causada por um impacto


"Achamos que magnitude do impacto é rara e temos muita sorte em poder observá-lo com o Hubble", disse Amy Simon Miller, da NASA.

"Os pormenores vistos através do Hubble mostram um aglomerado de fragmentos provocados pela turbulência na atmosfera de Júpiter", acrescentou.

As imagens do Hubble superam em muito aquelas captadas a partir da Terra e marcam o regresso em grande do telescópio que foi desligado em Setembro com problemas técnicos e, em Maio, foi alvo de uma inspecção em órbita.

Os cientistas planeavam acordar o Hubble de vez em Setembro e surpreender o mundo com novas imagens. Mas a promessa morreu. O Hubble está de volta.


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