Donald Rumsfeld, ex-secretário da Defesa americanoFoto: Reprodução |
Começa a cair a máscara de uma das maiores vergonhas do governo Bush. A tortura e os outros abusos cometidos em Guantánamo e no Iraque não foram provocados por algumas poucas maças podres, ou seja alguns poucos sádicos militares americanos. Foi uma política de Estado, milimetricamente pensada, articulada para obter confissões de suspeitos de terrorismo.
Um relatório bipartidário do Senado americano, que ironicamente pelo lado republicano tem como autor o ex-candidato à presidência John McCain, revela que o ex-secretário da Defesa Donald Rumsfeld foi o responsável direto por arquitetar o plano que envergonhou o exército americano e jogou na lama a reputação da maior potência militar do planeta.
Foi uma investigação de dois anos que agora começa a vir à tona. Foram técnicas adotadas pela CIA que originalmente foram empregadas pelo regime comunista chinês. Mais uma ironia: para obter confissões falsas de americanos capturados em suas prisões secretas, o regime comunista usava esses tipos de abusos. Os interrogadores americanos adaptaram as técnicas para a prisão de Guantánamo e, mais tarde, as estenderam aos centros de prisioneiros no Afeganistão e em Abu Ghraib, no Iraque.
Covardemente, altos funcionários do governo Bush redefiniram leis para criar a aparência da legitimidade. Na verdade, um verniz que por pouco tempo encobriu a tortura institucionalizada orquestrada pela Casa Branca.
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