Ao todo, foram pedidos à Justiça 22 mandados de busca e apreensão e as prisões de 20 pessoas.
Centenas de pessoas, entre elas políticos e empresários, tiveram os sigilos telefônico, bancário e fiscal quebrados ilegalmente por um esquema de espionagem do qual participavam policiais, executivos de empresas de telefonia, funcionários de bancos e pessoas ligadas à Receita Federal. Essa é a acusação dos promotores do Grupo de Atuação Especial e Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) e do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). Uma das vítimas foi o deputado federal José Aníbal, líder do PSDB na Câmara.
Promotores e policiais que atuaram na Operação Spy 2 investigaram por quatro anos os suspeitos. Nove pessoas foram presas ontem em São Paulo. Outra está foragida. Ao todo, foram pedidos à Justiça 22 mandados de busca e apreensão e as prisões de 20 pessoas. Entre os acusados estão oito detetives particulares, uma pessoa ligada à Receita, quatro funcionários da Vivo, dois bancários, um delegado, três investigadores, um escrivão e um coronel da reserva da Polícia Militar. “A fraude se banalizou. Era muito fácil conseguir informações sigilosas”, disse o delegado Ruy Ferraz Fontes, do Deic.
A organização, segundo os promotores Márcio Sérgio Christino e Pedro Baracat Guimarães Pereira, do Gecep, era constituída de três células independentes. A primeira, desarticulada em 2004 pela Spy 1, era composta por policiais civis que falsificavam ofícios judiciais para pedir quebras de sigilos telefônicos às operadoras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Cosmo
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